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28/10/2019 | Juliana Cunha

Um papo com Gisela Schmitt, do Gastromar

Tudo Lifestyle História

Adentrar os meandros gastronômicos de Paraty é um trajeto que revela, de maneira paulatina, mas sólida, o nome Gisela Schmitt. Formada em publicidade, ela atua como chef há anos, e tem conquistado cada vez mais seu espaço ao sol na cidade histórica do litoral do Rio de Janeiro. Compila, até agora: traineira de 50 pés com catering de ponta em alto-mar, restaurante numa marina e espaço cultural no centro histórico da cidade. “Aprendi a cozinhar em casa, com minhas avós e minha mãe. Acabei fazendo publicidade, mas depois de um tempo na área, quis tentar e ver se meu amor pela gastronomia poderia virar um trabalho”, lembra Gisela. 

Desembarcou, então, em Nova York, onde viveu por dois anos e meio numa imersão no universo culinário. “Nunca mais saí da área”, diz ela, que cozinhou em prestigiosos restaurantes - Barolo, Loulou, Cocotte, ABC Kitchen e o extinto Julia Cocina, de Paola Carosella, citando alguns. Depois, abriu um buffet, o Panela da Gisela, em São Paulo, que foi carro-chefe de suas produções por 15 anos e a colocou em contato com Paraty. 

A estrada de Gisela corre para o mar de Paraty

“Dois sócios de um bar que eu havia montado estavam abrindo um restaurante em Paraty. Eu fazia consultoria, treinamento de equipe, definição de cardápio e outros serviços, e eles me chamaram para a montagem do novo empreendimento”, relata ela. Foi nesse meio tempo que ela conheceu Lauretta da Martinica, que nasceu na cidade francesa, mas adotou a cidade fluminense como lar. Gisela foi convidada pela recém-feita amiga para mais um projeto, e acabou estendendo sua estada em Paraty. Foi por meio de Lauretta que conheceu o empresário Miguel Borges, hoje seu marido. “Comecei a criar uma história com Paraty”, conta ela. 

O relacionamento engatou e, em 2013, o casal teve uma filha, Gloria. Quando a menina fez quatro meses, veio a ideia do Sem Pressa, traineira de 50 pés, projetada por Giesla e Miguel, e construída sob medida por artesãos locais de Paraty com madeira de reflorestamento. Trata-se do primeiro catering náutico do país, que leva grupos de duas a 18 pessoas em um roteiro previamente acordado, com cardápio completo.

Para a montagem dos cardápios, a chef segue um princípio único: de oferecer comfort food. “Meu ponto de partida é sempre o ingrediente. Busco produtos frescos e prezo pela sazonalidade e por fornecedores locais”, divide. Apesar de empregar técnicas modernas como sous-vide e desidratação, o objetivo é fazer o cliente sentir o sabor da comida e remeter ao conforto que só ela pode trazer. 

Foi seguindo esse conceito que dois anos depois do lançamento do barco, já com o segundo filho, João Miguel, Gisela, há anos no trânsito entre São Paulo e Paraty, resolveu ficar de vez. “Olhei para o meu marido e sugeri de ficarmos por Paraty. Mudamos no mês seguinte”, simplifica Gisela. O Gastromar só cresceu a partir disso: “Depois de dois anos de barco, começamos a ter muita demanda e eu precisava ter uma cozinha em terra.” Veio daí o Restaurante Gastromar, localizado na Marina Porto Imperial da cidade, que conta também com um empório.

Vem mais frutos por aí: “Em julho, inauguramos a Casa Saravá, um espaço com cultura, música e, claro, comida”, conta ela. Durante a Flip deste ano, já houve uma prévia do espaço, que conta com intervenção artística do grafiteiro Speto, mas a abertura oficial acontece no verão, durante a temporada. A tempo também da primeira edição do Réveillon Gastromar, festa com jantar com um gostinho do trabalho de Gisela, música e, claro, vista bonita.

Fotos: Guito Nietmann

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