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18/11/2019 | Juliana Cunha

Um mergulho no mundo do ateliê A Florista

Tudo Decoração Lifestyle História

“A casa da minha avó tinha um jardim de Burle Marx. Cresci no meio do mato, colhendo flores com ela”, lembra Mônica Sztokfisz. Absorvendo desde cedo a influência de viver em meio à natureza, ela se formou designer de interiores e trabalhou por anos no extinto Depósito São Martinho. “Lá, eu fazia troca de flores, ia ao Ceasa, me aventurava nos arranjos. Tudo sem técnica, só baseada no meu gosto”, lembra ela.

Quando a paixão encontra o espírito empreendedor

A paixão por esse universo foi sendo alimentada ao longo dos anos. “No meu casamento, eu fui super palpiteira. Sempre tive apreço por isso, cursei história da arte inclusive”, acrescenta. Foi só no início de 2015, contudo, que os arranjos passaram a ocupar um espaço central na vida de Mônica. “Depois da gravidez do meu segundo filho, fiquei um pouco perdida, sem saber o que fazer. Uma amiga me deu de presente uma assinatura de flores, na qual recebia arranjos semanalmente, e tive o desejo de fazer disso minha profissão”, explica. 

Mônica teve a ajuda da amiga e foi trabalhar na floricultura A Bela do Dia, famosa por fazer entregas de bicicleta São Paulo afora. “Logo saí para criar a minha história, algo que fosse mais ateliê do que floricultura”, conta. “Naquela época, não havia muitas referências. Via muitos vídeos de floristas gringos para entender conceitos”, declara.  

O bojo do lifestyle A Florista

“O que sempre busco são composições que fujam do tradicional. Meu público é jovem, tem repertório e ama arte. Acho que, de alguma forma, meu trabalho é também uma forma de arte, de poesia”, divide Mônica. Foi justamente visando à manutenção deste quê tão ímpar de seu trabalho que ela teve que achar um equilíbrio na quantidade de entregas. “Teve uma fase que achei que era bom ter muito cliente, mas percebi que eu estava virando uma floricultura. Tem a ida ao Ceasa, o trabalho de pé, a ideia de conhecer o cliente e criar histórias com cada arranjo, e eu estava abrindo mão disso”, aponta. 

Foi então que ela priorizou sua verdadeira essência e firmou seu compromisso de fazer eventos pequenos ou médios e assinaturas mensais. Festas de aniversário, marcas de roupas, sapatos, joalherias, escola de yoga: os meios em que A Florista transita estão diretamente relacionados aos gostos da própria dona. “Vou ao ateliê diariamente. Faço de dois a três eventos por semana, fora os clientes fixos. Eu priorizo muito esse momento da entrega, de perceber as reações.”

O ateliê, infinito particular de Mônica, é representativo da mensagem que ela imprime em suas criações. Paredes de tijolinho, móveis de madeira, flores secas, um jardim com caminho de madeira e pedrinhas, cerâmicas e vasos que Mônica garimpa por aí: cada cantinho reserva surpresas que só olhares atentos podem captar. “O que acontece dentro do meu ateliê é a maneira como eu vivo”, finaliza.

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