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10/11/2020 | Tatiana Baronian

Um dia em Paris com as dicas da Tati Baronian

Tudo Lifestyle História

A Tati Baronian, nossa nova colunista, traz ao iLove.e um olhar multifacetado. Egressa do mundo da moda — ela teve uma marca homônima — trabalha com marketing digital em Paris, onde mora há quatro anos. Atualmente aos 32 anos, mudou-se para a capital francesa por causa da proposta de transferência que seu marido recebeu. "Na época, eu tinha uma marca no Brasil que estava em ascensão, a Tati Baronian. Fiquei com ela até o final de 2018, quando eu decidi fazer um pausa e me dedicar à minha vida aqui. Estudei francês, fiz alguns bicos na moda e, finalmente, em 2020 decidi trabalhar com marketing online, que é um tema que eu domino bastante, afinal trabalhei mais de oito anos na área. Hoje, eu sigo carreira solo com diversos projetos para desenvolvimento de sites e e-commerce, branding e marketing online", relata Tati. Aqui, ela vai revelar um pouco de sua rotina insider na França, bem como contar sobre suas viagens de tirar o fôlego.

Quis estrear minha coluna aqui com um dos roteiros que eu adoro fazer aqui em Paris quando meus amigos me visitam. Esse é um passeio de um dia inteiro a pé pela cidade da luz.

Começo esse roteiro por Montmartre, que é um local que nenhum turista dispensa (e nem deve!). As ruas estreitas no topo da colina, conhecida como La Butte, foram habitadas não só por diversos pintores famosos, como Picasso e Modigliani, mas também todos que compõme a cena artística: músicos, ilustradores, atores… É um charme passear por ali! Saindo da estação Abbesses na linha 12, já comece visitando o Mur Je T’aime (muro do eu te amo), porque todo mundo precisa de um pouco de amor, não é mesmo? 

Mur Je T’aime 

Seguindo a pé, passe pelos principais pontos turísticos: 

- Praça Émile-Godeau, onde viveram Picasso e inúmeros outros artistas, que ainda garante uma vista lista de Paris.

- Moinho de la Galette, que fica em cima de um restaurante bem refinado. Ele foi construído em 1622  e é o único que sobrou na área de Montmartre. Já foi pista para bailes com a presença de Van Gogh, Renoir, Picasso, entre outros.

- A escultura Le Passe-Muraaille. Personagem criado por Marcel Ayme, Dutilleul era um trabalhador que vivia em Montmartre e que descobriu que tinha o poder de atravessar paredes.

- Busto da cantora e atriz Dalila. Reza a lenda que quem tocar nos seios de Dalila terá amor eterno. Na praça, tem também uma vista incrível de Paris, isso sem falar que é um ótimo lugar para fugir da aglomeração e tirar boas fotos.

Na frente de Dalila, está a rua mais charmosa da região, a Rue de L’Abreuvoir. Se você chegar cedo, não deixe de  tomar um café na La Maison Rose e depois dar uma esticada para espiar o Vinhedo de Montmartre. Esse vinhedo é o único que sobrou na cidade, e é tão celebrado que todo ano, em setembro, tem uma festa em homenagem à colheita das uvas. É quase a nossa festa junina com barraquinhas de comidas e bebidas: fica lotado e dura só um fim de semana. Eu fui todos os anos desde que me mudei para cá.

Agora sim, vá direto para a Igreja Sacré Couer, não deixe de entrar e visitar principalmente a parte debaixo da igreja! É linda. Outra alternativa para as fotos é caminhar até a parte de trás da Sacré Couer, que geralmente é mais vazia e fornece uma bela visão da igreja. Antes de descer, faça um desvio pela praça du Tertre e imagine0se rodeado dos pintores do século 19. Vale dar uma volta pelas ruas estreitas e voltar para a frente da Sacre Couer para apreciar a vista dos telhados parisienses para fechar a manhã em Montmartre.

Descendo pela praça Saint Pierre, vale a pena passar por um dos meus restaurantes preferidos em Paris. Antes, vale a pena dar uma passada no Halle Saint- Pierre, um museu de arte popular contemporânea, que também tem uma livraria e um café, tudo emoldurado pela arquitetura lindíssima. 

Buillon Pigalle

A próxima parada obrigatória é o Buillon Pigalle. Buillon na tradução literal é caldo, mas também é o nome de restaurantes que servem comida típica francesa, tipo almoçar na casa da avó no domingo. Esse, em particular, é maravilhoso porque a comida é ótima e o preço também. Por ser um restaurante popular, já tenha em mente que terá fila — sempre tem. Nesse dia eu pedi de entrada um foie gras e, como prato principal, uma receita bem típica, uma linguiça com purê de batata e o caldo do cozimento da linguiça. Me limitei e não pedi sobremesa, apesar da variedade de sobremesas francesas como o famoso créme brûlée e ilê flottant. Mas foi por um bom motivo: eu quis me deliciar no próximo local que, para mim, também é obrigatório: Le Comptoir Belge! Não é francês, mas é maravilhoso. Esqueça todos os Waffles que você já comeu na vida, o de lá é o melhor. 

Galerie Vivienne

Depois de comer muito, é hora de começar a andar novamente! A Rue des Martyrs está repleta de lojinhas interessantes. Passe devagar, aproveite para conhecer lojas mais locais de objetos, roupas e acessórios. E é ai que começa a segunda parte da nossa jornada! Vamos caminhar pelas pelas passagens de Paris. As passagens são galerias cobertas que foram contruidas literalmente dentro dos prédios de Paris para facilitar o deslocamento de um quarteirão para o outro. Populares no século 19, eram os centros comerciais da época, algo como os shoppings de hoje. Nos stories, tem o roteiro completo, mas segue aqui o mapa do tour indicado:

 

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