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01/07/2018 | Lorena Eleutério

Conheça a Aorta Comunitária por quem a criou, Gabi Nalon

Tudo Lifestyle História

 

Nascida e criada em São Paulo, Gabriela Nalon, mudou completamente seu lifestyle ao desembarcar em terras Itapetininguenses aos 17 anos. A paulistana deixou a cidade cinza para trás para viver na fazenda da família no interior de São Paulo após sua mãe, Viviana Nalon, fazer cursos em biodinâmica em Botucatu e decidir implementar o que aprendeu em sua própria horta orgânica - e levar a filha junto, é claro.  

Foram 15 anos morando na fazenda até Gabi voltar para São Paulo. De volta a correria da capital, não demorou muito até ela perceber a diferença que fazia o contato com o cultivo em sua vida, principalmente para a suas filhas Eva, de seis anos, e Carmen, três anos. Como ela resolveu isso? Simples: era hora de trazer a horta para o meio da cidade, dando início à uma série de hortas comunitárias. “Dentro da minha casa não pegava sol então tive que levar todas as plantas para a rua mesmo”, conta, “Sempre quis ser precursora nesse modelo de calçada exemplo!”


Jack Vartanian, Index Assessoria e Bento Store são apenas alguns dos grandes nomes de empresas que apoiam esse movimento. Mas nem sempre foi assim, já que no início a Gabi assumiu todas as frentes do projeto e bancou tudo sozinha. Ficamos apaixonadas pela história da Aorta Comunitária e batemos um papo com ela, que contou detalhes demais sobre esse projeto. Check it out!

iLovee: Gabi, a gente está adorando saber o que te motivou a criar esse projeto incrível, que hoje já conta com mais de cem hortinhas espalhadas por São Paulo. Como é feita essa seleção dos pontos?

G.: A maior parte eu escolho! A ideia da horta comunitária era ser uma extensão da horta da minha casa então tem sempre que estar por perto. Porém, há casos em que elas não estão tão próximas assim, mas aí encontro sempre alguém muito interessado para ter a certeza de que a dedicação ao projeto vai ter andamento.

 

iLovee: E de que forma você acha que Aorta Comunitária agrega na vida das pessoas?

G.: Olha, no começo a ideia era fazer com que as pessoas se acostumassem com o cultivo na rua. Hoje, é mais que isso, também quero que as pessoas se deem a oportunidade que eu me dei de entrar em contato com a natureza de alguma forma dentro da cidade.

Se a gente não olhar a vida com um ângulo de amor e generosidade, não conseguimos passar isso para as pessoas. Vê-las ali na minha calçada, encantadas com a horta, me fez entrar em contato com minha própria natureza. 

iLovee: Então quer dizer que sua vida pessoal também foi afetada por esse estilo de vida?

G.: Sim, e muito! Eu quis tanto estar tão mais conectada com a natureza que estou morando em Ilhabela. Essa mudança me fez estar mais presente no que eu estou fazendo e vivendo - hoje eu até sei interpretar os ciclos da lua! Mudei também meu conceito sobre sustentabilidade, antes eu via como aquela coisa de ter que levantar a bandeira e alertar que estamos acabando com natureza quando na realidade a sustentabilidade sendo comunicada assim só dissemina medo. Eu quero disseminar nas pessoas um outro viés da sustentabilidade, que nossos solos são ricos e que o alimento que ele proporciona é maravilhoso. 

iLovee: E, para finalizar, que dica você pode dar para quem quer iniciar uma horta?

G.: Eu dou muitas dicas no meu canal do youtube que se chama “Aorta Comunitária”. Neste ano, quero fazer um curso para ajudar aos demais a encontrar uma motivação e tirá-los da inércia, incentivando-os criar sua horta. Então fiquem ligados que em breve vai ter um conteúdo ainda mais inspirador no ar… é tudo que posso dizer por enquanto.

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