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28/05/2020 | Juliana Cunha

Time iLove.e divide: com quem nos conectamos em Maio

Tudo Lifestyle História

Fim de mês é tempo de reflexão: essa marca nos permite estabelecer parâmetros a fim de avaliar o que aconteceu nesse período determinado no tempo-calendário. Para este mês, pedi que cada uma do time iLove.e pensasse em uma pessoa com a qual se conectou nos últimos 30 dias. Alguém que, de alguma forma, marcou este mês: pode ser a pessoa com quem se mora junto, um cantor ouvido on repeat, o diretor de cinema que fez um filme que trouxe algo de positivo, a voz do podcast escutado diariamente, enfim. Seja presencialmente, seja à distância, é alguém que de alguma forma ajudou a atravessar esses dias difíceis.

Juliana Cunha, editora

Li este mês o livro “Esboço”, de Rachel Cusk. São dez capítulos em que a personagem principal rascunha trechos das histórias de pessoas que conhece durante uma viagem a Atenas, onde está para ministrar um curso de escrita criativa. Sem se aprofundar no relacionamento com elas, ela é capaz de traçar esboços quanto a elas. Sobre essa mulher, só sabemos que ela acaba de passar por um divórcio: a informação explícita é tão ínfima que só sabemos seu nome no nono capítulo. E foi essa personagem tão despersonalizada que me conectou a esse livro. Saber sobre sua visão das coisas mesmo sem conhecê-la e ver o mundo aos olhos dela, mesmo que nas entrelinhas, foi tão intrigante quanto uma história com começo, meio e fim (rótulo no qual a história definitivamente não se encaixa). À sua maneira, a protagonista me ensinou a observar mais, e tenho levado isso para a minha rotina.

Mariana Ribeiro, founder e CEO

Poderia ser por conta do Dia das Mães mas, na verdade, foi uma junção de outros fatores que me fizeram estar mais próxima da minha nesse último mês. Eu e minha mãe somos muito conectadas pela música. Agora em Maio, tivemos que, por mais um ano, gravar a sequência de músicas para o pendrive de uma festa beneficente que acontece todo ano em Araçatuba (cidade onde nasci) e na qual sou uma das DJs. É sempre muito gostoso esse momento, em que passamos fins de semanas inteiros preparando cada sequência, redescobrindo hits antigos em novas versões e nos encantando com as novidades que buscamos para o set. Também foram horas intermináveis em frente ao piano. O talento dela é de fazer chorar e ela toca qualquer música que a gente pedir. MInha mãe também teve que fazer um procedimento médico de emergência - está tudo bem - e, morando em São Paulo, estive em todo o momento com ela, visto que meu pai e meu irmão tiveram de ficar no interior. Dias de cuidado, afinidade, carinho e amor.

Gabrielle Carvalho, coordenadora de design

Depois de muito pensar, cheguei à conclusão de que esse mês de Maio foi um mês que decidi me aprofundar mais na minha profissão e, por isso, comecei a me conectar e me cercar desse assunto de várias maneiras. Comecei a fazer um curso de Ilustração Digital on-line e também a seguir vários Instagrams que falam de conteúdo inteligente. Estou apenas vi-ci-a-da em um deles. A dona dele sempre coloca a cara nos stories mostrando o dia-a-dia, tudo bem natural, e me faz rir e me conectar com muitas coisas que ela posta do seu cotidiano como designer. O insta é o @hellyeadesign e a Malu é a minha girl crush do mês. Ela está me ajudando e inspirando com todas as dicas que posta sobre os horários e organização que segue durante a semana, seu processo criativo e as dores e delícias da nossa profissão. Fica a dica pra quem se interessa pelo assunto!

Isis Stervid, coordenadora de projetos 

Acredito que a série Hollywood (Netflix), me fez refletir bastante sobre o papel da mulher no mercado. Nela são trabalhadas várias vertentes, como homofobia e racismo, mas eu por ser mulher - e por já ter vivenciado muito o machismo - refleti muito sobre. Hoje em dia, com a pandemia, abuso e maltrato a mulheres dentro de casa aumentou significativamente, o que é completamente assustador. Me fez pensar muito sobre trabalhar nossa força interna e conseguir expressar isso da melhor da forma, até mesmo como forma de proteção e protesto. Eu sempre fui conhecida pelos meus amigos e em todos os ambientes de trabalho que já frequentei como a pessoa que não fica calada, que impõe seus limites, mas nem sempre foi ou é fácil. 

Vivemos o tempo todo nos cobrando, nos impondo limites até mesmo de forma inconsciente, então para mim essa luta não é somente externa, mas interna também. É um processo dolorido e muito intenso! Sempre vivi isso e sempre fiz questão de conversar com muitas mulheres para saber da realidade delas e acho que esse momento de autorreflexão está sendo muito importante para tomar mais consciência dessa atitude tão importante.

Estou pensando em várias formas para conseguir ajudar mais mulheres: pesquisando ONGs, assistindo lives e tentando cada vez mais me inteirar sobre esse assunto para conseguir ajudar de alguma forma mas, claro, é um processo.

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