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28/08/2019 | Juliana Cunha

Skincare: a nova tendência de beleza é repensar a maquiagem

Tudo Beleza História

Foi nos idos de 2015 que pessoas do mundo todo voltaram a atenção à empresária norte-americana Kim Kardashian. À época, ela lançava moda com suas técnicas de contorno. Uma artimanha de bases, corretivos e pós faciais foram postos à prova para praticamente redesenhar formatos de rosto num jogo de sombras e luzes. Antes, ainda, havíamos sido bombardeados de tutoriais para aumentar lábios, afinar nariz e redesenhar sobrancelhas. Nos últimos anos, a indústria da beleza trouxe tantos itens de maquiagem que, agora, saturada deles, sua tendência-mór vai por outro lado: cuidado, em vez de aparência. Sim, a ideia de cobrir imperfeições está em stand-by, e entrou em cena o tratamento da pele, também conhecido como skincare.

Em consonância com outros movimentos de desaceleração - slow blogging, mindfulness e wellness são ideias de mesma afluência - o skincare virou conteúdo para se aprofundar, produzir, compartilhar e testar. A valorização de um lifestyle mais saudável chegou ao rosto. Exemplo disso é a crescente preocupação com os produtos que consumimos e seus ingredientes: são veganos? High-tech? Orgânicos? Protegem contra a poluição?

Vivenciamos a febre da rotina coreana, que consiste em uma lista de dez passos a serem repetidos diariamente. Quanto a isso, a assessora do departamento de Cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologista, Patricia Ormiga, opina: “Ela não funciona para qualquer tipo de pele. Pode, inclusive, ser prejudicial para várias pacientes. Essa rotina faz parte de uma estratégia do mercado coreano cujo objetivo é incrementar o consumo de cosméticos.” Já o dermatologista Gustavo Limongi reforça que “cuidados devem ser sempre individualizados. Cada paciente requer um tratamento específico e isso muda de população para população. A genética de cada uma é diferente, os hábitos e o clima também.”

Gif produzido em 2018 para Clinique sobre cuidados com a pele.


Com malefícios ou não, o fato é que a partir disso, novidades surgiram ininterruptamente: máscaras, gadgets, cremes, ácidos, vitaminas, probióticos. Com eles, a maquiagem se aposentou como obrigação transformadora: maquiar-se passa a ser uma escolha. Afinal, quando há real tratamento da pele - rugas, manchas, acne, poros - disfarçá-la fica em segundo plano. Também, parecer impecável virou tedioso.

Nos consultórios, o reflexo dessa movimentação é notório. Gustavo Limongi conta que “o que vem mudando muito é a faixa etária de quem procura o dermatologista. Cada vez mais o público jovem está procurando orientação.”

E a maquiagem, como fica?

Não há de haver uma competição entre produtos de tratamento e de maquiagem: eles podem funcionar de maneira complementar. Lá fora, a maquiadora Katie Janes Hughes virou um fenômeno no Instagram. Ela brinca com mil cores e formatos de sombras e delineados, mas a pele é sempre voltada ao natural, com poros à mostra e um viço iluminado. Em seu portfólio, nomes como Rosie Huntington e Kerry Washington.

No Brasil, o nome que vem à mente quando pensamos no novo momento da beleza é Nathalie Billio, maquiadora de 26 anos que ama realçar as texturas reais: poros, oleosidade e manchinhas não precisam ser cobertos e renegados sempre. Com movimentos delicados e dedos em vez de pincéis, Nathalie explora batons e óleos nas bochechas e pálpebras, desmistificando a ideia matte de preparação da pele. Mulheres como Mariana Ximenes, Marina Ruy Barbosa e Camila Coutinho já são clientes - e adeptas!

Fotos produzidas em 2017 com a maquiadora Nathalie Billio.

O skincare pode ser perigoso

Como tudo que vira febre, a profusão de mercadorias voltadas a essa tendência acabou por criar compradores sem filtro. Basta uma resenha, um comentário de uma influencer ou uma embalagem bonita para atiçar o desejo de adquirir algo novo. Vale frisar que, como é mandatório para tudo que entra em contato com a nossa pele, a opinião de um dermatologista deve sempre ser a primeira a ser consultada. Só assim para garantir que os sabonetes, cremes, ácidos e seja lá o que mais sejam adequados às suas face e rotina. 

Patricia Ormiga conta que “o excesso de produtos pode sempre causar danos à pele. Muitos produtos numa pele oleosa, por exemplo, podem causar espinhas. E aqueles secativos podem causar ressecamento excessivo e até eczemas.” Cútis sensíveis, em geral, podem sofrer com ressecamento, descamação e vermelhidão, conforme enumera Gustavo Limongi. 

Cuidados e consultas a profissionais são necessários sempre, o que não significa que o skincare deva ser demonizado. Basta adaptar os cuidados às suas necessidades. Afinal, junto aos movimentos de wellness, ele é uma reação à exposição de vidas editadas nas redes sociais. Em vez de superproduções, buscamos cada vez mais gente de verdade, com peles reais e menos retoques. 

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