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11/11/2019 | Juliana Cunha

Roteiro de Paraty: o que fazer em 3 dias na cidade

Lifestyle Tudo História

Paraty tem algo muito peculiar. É uma cidade pequena, de praia, mas carrega um contexto histórico e cultural intenso: é cosmopolita, porque recebe gente do mundo inteiro, e promove conexões.” Quem me disse isso foi Gisela Schmitt, chef e criadora do Gastromar, da traineira Sem Pressa e da Casa Saravá, e não pude concordar mais. No café da manhã do hotel, nas lojinhas turísticas, na gelateria, nos restaurantes, na ponte perto da pracinha: Paraty reserva conversas com sotaques nordestinos, cariocas, grupos franceses, norte-americanos e mais outros áudios diversos que nem saberia nomear, todos atraídos pelo gordo recheio artístico que a cidade fluminense reserva. 

Ao mesmo tempo em que nas relações entre locais parece ser uma cidadela pacata, recebe eventos como a Flip, Festa Literária Internacional de Paraty, e o Bourbon Festival Paraty, de jazz, que enchem a cidade em uma explosão multicultural, potencializada pela história que corre nas ruas de paralelepípedo e pela rica gastronomia encontrada em casinhas com arquitetura antiga. Para aproveitar os melhores cantinhos paratienses, bolamos um roteiro com dicas para uma viagem de três dias.

Dia 1

Chegada na hora do almoço: considerando que Paraty dista 250 quilômetros do Rio de Janeiro e 290 quilômetros de São Paulo, são cerca de quatro horas de viagem. Na chegada, a dica é parar para um almoço no Quiosque São Francisco, restaurante à beira-mar que oferece gastronomia caiçara, focada em frutos do mar. Não perca as moquecas e o ceviche. As mesas de madeira adornadas com toalhas de chita e a vista para o mar completam o pacote. O restaurante também funciona à noite.

Passeio pelo centro histórico: depois de uma refeição relaxante, com direito ao barulho do mar como trilha sonora, chegue em Paraty, deixe as bagagens na pousada e parta para um passeio sem rumo: a graça dessa cidade é andar pelas ruas e fazer descobertas. Gisela Schmitt recomenda a Livraria das Marés e sua “excelente curadoria de livros”; a Cestaria Regio; o Ateliê Patricia Sada, que trabalha com gravetos do mangue, a Loja da Lourdinha, atrás da Igreja Santa Rita, que tem um mix de home e acessórios. Andando por lá, conhecemos cantinhos também imperdíveis como a Pistache Gelateria e a Galeria de Arte Aecio Sarti. Já falamos em uma matéria com Gisela sobre a Casa Saravá e o Gastromar, dois espaços comandados por ela que merecem sua atenção. 

Jantar no centro histórico: seguindo as indicações de nossa expert Gisela Schmitt, há o Marriah Bistrô, que abre apenas às sextas-feiras e sábados no horário noturno. Faça reservas no número (24) 99944-6466 e desfrute do menu degustação de Jurandir Paixão. 

Dia 2 

Ida a Trindade: aprovite a manhã para ir a Trindade, que fica a 30 quilômetros de Paraty. Nos anos 1970, era uma vila de pescadores super rústica, que hoje conta com uma infraestrutura maior para receber turistas. Quanto às praias, se preferir algo menos movimentado (porém com menos opções de comidas e bebidas e mar mais agitado), escolha entre Brava, do Cepilho e de Fora. Para águas mais calmas, boas opções são as praias dos Ranchos e do Meio.

Almoço na Fazenda Bananal: a 15 minutos do centro histórico, na Estrada Pedra Branca, a fazenda tem um restaurante com alimentos cultivados cultivados ali de maneira orgânica e colhidos diariamente. 

Tour pela Paratiana Cachaçaria e Alambique: o clima, o solo e a geografia de Paraty são ideais para o plantio de cana de açúcar, o que impulsionou a cidade enquanto centro produtor de cachaça durante os períodos colonial e imperial. Se for fã da bebida - ou de história - recomenda-se um tour pelo alambique da Cachaçaria Paratiana, localizado ao lado da Fazenda Bananal. Por lá, há um passeio guiado com explicações sobre a história da produção e degustação de produtos. Tem também lojinha para adquirir cachaças e docinhos. 

Jantar no centro histórico: escolha entre o Punto Divino (massas e pizzas e ótimo atendimento), o Thai Brasil (ambiente gostoso com receitas tradicionais, sem abrasileirar) e o Quintal das Letras ( em um casarão com projeto de Paulo Jacobsen Arquitetura, oferece gastronomia contemporânea e serviço excelente).

Dia 3

Passeio no barco Sem Pressa: reserve com antecedência e desfrute de um dia que mistura mar e gastronomia de ponta. O barco Sem Pressa, comandado pela chef Gisela Schmitt, tem um serviço exclusivo que leva grupos de duas a 18 pessoas em um roteiro previamente acordado, com cardápio completo. A prioridade por ingredientes frescos e locais faz com que as receitas sempre resgatem o que há de mais saboroso em cada produto. Entre um prato e outro, é possível mergulhar, andar de stand up paddle e tomar uma ducha. 

Volta para casa passando por Cunha: na hora da saída, pegue a estrada em direção a Cunha, cidade famosa pela produção de cerâmica. Dentre os diversos ateliês, opte pelo Jardineiro & Suenaga ou pelo Mieko e Mario. Se precisar de uma força extra para seguir viagem depois das compras, a Fazenda Aracatu tem ótimos pães, bolos e queijos e sorvetes artesanais. Bon voyage!

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