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03/07/2020 | Juliana Cunha

Ronda da semana: vintage, collabs e perfume

Tudo Moda Lifestyle História

Lucro versus valor 

 
 
 
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A parceria de Kanye West com a Gap rendeu assunto ao longo da semana. O rapper e a marca firmaram um acordo de uma linha da Yeezy, tocada por West, com peças a preços acessíveis que serão vendidas na varejista norte-americana. O próprio Kanye ficará com a direção criativa e a estilista nigeriana-britânica Mowalola Ogunlesi será responsável pelo design.

Ao mesmo tempo em que a parceria, que valerá por dez anos, animou o mercado — as ações da Gap tiveram 19% de alta no dia do anúncio, o que é ainda mais impressionante pensando que no primeiro trimestre do ano a empresa teve uma queda de 43% em suas vendas —, também desanimou muitos do ramo da moda. Isso porque a nova colaboração significou também um adiamento sem novo prazo da associação com Telfar Clemens, à frente da Telfar. A collab havia sido anunciada em fevereiro durante a Paris Fashion Week e gerou bastante burburinho porque o designer negro debate gênero, identidade e senso de comunidade em suas criações, e a associação com uma gigante como a Gap aumentaria o potencial de alcance dessas questões na moda. Como analisa essa matéria de Vanessa Friedman no NY Times, a opção de adiar uma parceria com um novo nome por um artista de muito mais visibilidade e que deve criar peças menos questionadoras com certeza embute lucro à Gap, mas e quanto ao valor?

Vintage no alvo 

Todo mundo que trabalha ou se interessa por moda já leu que investir em uma Birkin, bolsa símbolo da Hermès, é mais lucrativo do que investir no mercado de ações ou em ouro. Agora, parece que investir numa bolsa vintage é, mais do que nunca, o melhor caminho para o seu dinheiro. Um estudo da GlobalData aponta que o mercado de artigos de luxo de segunda mão deve chegar a valer 51 bilhões de dólares em 2023, comparado aos 24 bilhões que valia em 2018. Seja pelo fator de ter algo que não está mais à venda (acende a lanterninha da exclusividade), seja pelo valor mais acessível dos produtos semi-novos, ele promete. Meg Randell, chefe do departamento de bolsas da Bonhams, disse em entrevista ao The Guardian que, com o acesso à história e teoria da moda mais facilitado, peças com perfume vintage ganharam valor. A bolsa de nylon da Prada que o diga. 

O filme que você assistiria mil vezes

Essa reflexão delícia da Cup of Jo sobre o seu comfort movie, ou seja, aquele que você já viu incontáveis vezes e veria mais tantas outras. O meu é um clichê justo: Breakfast at Tiffany’s. E o seu?

Casa própria ou alugada

Circulou só agora essa notícia de maio, de que o Instagram vai lançar uma aba chamada Guides (como temos agora o IGTV e agora, o Reels). Ali, usuários poderão publicar textos sobre temas diversos, classificá-los em categorias e compartilhar com seus seguidores, como se fosse um blog dentro do aplicativo. A Thereza Chammas (aka Fashionismo) trouxe uma reflexão bem interessante: apesar de isso facilitar para o leitor, que muitas vezes já tem preguiça de sair do aplicativo para ler uma matéria, como fica a autonomia do produtor de conteúdo? Isso porque esse tipo de recurso centraliza ainda mais a informação em uma ferramenta única e reforça o monopólio do Instagram, que é como se fosse uma casa alugada, enquanto um site próprio seria uma casa própria. Vem aquele velho questionamento: e se o Instagram acaba, como os leitores acompanham as personalidades que gostam de seguir?

Estaremos prontos algum dia?

 
 
 
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Não sou mãe (nem pretendo ser nos próximos oito anos, pelo menos), mas adorei ler esse post do Man Repeller que contou a colaboração de centenas de pessoas para tentar responder à pergunta de um milhão de dólares: “dá para sentir que você está pronto para ter filhos”? Não tem muito uma conclusão, porque obviamente as pessoas têm experiências diversas, mas acho que é algo no sentido de racionalizar que você vai ser responsável por outra vida, que vai levar tempo para retomar algumas atividades e que você quer isso mais do que não quer. É que na verdade nem quem se diz pronto consegue dimensionar tudo que terá pela frente.

Máscara é acessório fashion?

 
 
 
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Achei ótimo esse post do Franco Pellegrino debatendo a função protetiva da máscara e como não podemos ou devemos desprovê-la desse significado, tornando-a um mero acessório fashion: normas sanitárias são imperativas.

Mundo pós-pandemia

Momento auto-promoção para indicar essa matéria sobre as previsões do mundo pós-pandemia: o que são, como interpretá-las e quando esperá-las são algumas dúvidas que o texto responde. Spoiler: o home office veio para ficar, mesmo.

Cheirinho bom

Eu sempre fui uma pessoa de perfumes florais: usei na adolescência o Flower, da Kenzo, e na faculdade migrei para o Very Irrestiblé, da Givenchy. Depois que me formei, fiquei bem perdida e à procura de um cheiro que tivesse a ver com meu novo momento. É que para mim, escolher um novo cheiro é algo que acontece quando eu me vejo outra pessoa. E aí, fiquei um tempão só usando colônias, que são mais leves, até encontrar um perfume novo (que não vou contar qual porque tenho ciúmes rs). A questão é que li esta semana esse post do The Lolla falando sobre como perfumes definem a gente, e não poderia ter vindo em melhor hora: mudar de cheiro é como um rito de passagem. Beijos e até semana que vem.

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