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09/07/2020 | Juliana Cunha

Ronda da semana: séries, alta-costura e o tempo passando

Tudo Moda Lifestyle História

Sobre a passagem do tempo na quarentena, dois pensamentos

Dez dias de julho já se passaram e você ainda se sente preso ao mês de março? Memes e conversas por aí confirmam: tem muita gente sentindo que o tempo anda passando rápido demais. Esta semana, li duas coisas sobre isso: a primeira é um texto do LA Times indicado na newsletter Chicas e Dicas, e a outra é uma explicação do Nexo. 

O primeiro traz a seguinte explicação: “Não estamos fazendo atividades particularmente memoráveis, como sair para tomar drinks com um amigo, ir a um evento esportivo ou viajar”, frase de Marc Wittman, pesquisador alemão que se debruça sobre Psicologia e Saúde Mental. E se seus dias são iguais, não há necessidade de se lembrar de cada dia especificamente. Quanto a isso, duas dicas: uma é ter algum tipo de meta, que pode até ser fazer um exercício ou faxina. Ter alguma atividade que envolva movimento ajuda a suavizar o sentimento estressante e tira seu foco da maneira como passa o tempo. Outra ideia é tornar os fins de semana diferentes dos dias de semana, com hábitos diferentes. Isso ajuda a torná-los mais especiais, o que vai te fazer sentir maior aproveitamento. 

O texto do Nexo fala também sobre a maneira como capturamos o passar do tempo. “A crise atual, como muitas outras, pode ser vista como uma privação de nossa ‘agência temporal’ – a capacidade de estruturar, gerenciar e manipular nossa experiência do tempo”, explica a reportagem. Ele traz um conceito chamado “presentismo forçado”, cunhado pela antropóloga Jane Guyer: representa uma dificuldade de imaginar um futuro diferente do presente e essa sensação de estarmos presos eternamente no presente. 

Provença abrasileirada

 
 
 
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O braço brasileiro e mais acessível da L’Occitane en Provence, a L’Occitane au Brésil, está se repaginando para ter um reajuste de valores, que ficaram mais baixos. Lançada em 2013, a marca tem essência francesa e ingredientes brasileiros e, agora, considerou que seu apelo será ainda maior com os preços reduzidos. Com percentual de redução de 10 a 30%, Victoria Gallo, diretora de marketing do grupo, explica a decisão: “Nossa marca é muito presenteável, grande parte das vendas vem de kits de presentes e acreditamos que quanto mais conseguir ser acessível, com preço justo, teremos ainda mais composições para atender novos consumidores”, afirmou ela ao Meio e Mensagem. Para completar a renovação, a marca agora tem como embaixadora a atriz Fernanda Souza, pensada para comunicar de forma espontânea e leve a mudança. Granado e Natura, watch out

Em busca de séries? Duas dicas!

A primeira, que vi na Margem e corri para assistir, é I May Destroy You. A trama se baseia na história de Arabella, jovem escritora negra popular nas redes sociais que tem de entregar o manuscrito de um novo livro para os seus agentes. Em vez de terminar os escritos, ela resolve curtir uma noite de drinks e festa com alguns amigos. No dia seguinte, Arabella tem um blackout e decide iniciar uma investigação para ver se se confirmam suas suspeitas de ter tido sua bebida batizada. Foi escrita por Michaela Coel, que também dá vida à Arabella e serviu de inspiração para a história: algo similar ocorreu com ela há dois anos, e ela acabou descobrindo que havia sido drogada e abusada sexualmente. Do tema pesado, Michaela faz uma reflexão sobre amizade, consentimento, raça e a vida dos millennials — o primeiro livro de Arabella se chama Chronicles of a Fed-Up Millennial, algo como “Crônicas de um millennial de saco cheio”. Na New Yorker, I May Destroy You foi definida como “um sedutor estudo sobre amizade, trauma casual e como a escrita é um caminho – embora não simples – para a reinvenção.” Está disponível na HBO.

A sugestão número dois é I Know this much is true, também na HBO. Essa que vos fala é a uma fã de Mark Ruffalo, mas realmente não lembro de tê-lo visto tão bem. Ele interpreta os gêmeos Dominick e Thomas, sendo que o segundo é esquizofrênico, e traz à tona não só a angústia de Thomas como a culpa de Dominick. À parte do mergulho que Ruffalo fez — ele gravou as cenas de Thomas sete semanas depois das de Dominick, nas quais ficou isolado e engordou 13 quilos — a série está recheada de outros dramas: o relacionamento de Dominick com a ex mulher, o mistério em torno de seu avô, os acontecimentos com sua mãe e um antigo colega de escola que reencontra mais para frente. Muito bem produzida, é psicologicamente cansativa, mas prometo que vale o tranco.

As livrarias mais legais do mundo

Para colocar na lista de viagens e fazer acontecer pós-pandemia, esta lista de livrarias ao redor do mundo feita pela Além.

Linha de frente do combate (à desinformação)

 
 
 
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Extremamente simbólicas as capas da edição julho/agosto da Marie Claire, que entrevistou 26 jornalistas que estão à frente da cobertura de notícias político-econômicas durante essa crise que o Brasil enfrenta. São mulheres da TV, jornal impresso, rádio, internet e fotojornalismo que se responsabilizam pela apuração e divulgação de notícias de maneiras sensível e profissional. Afinal, jornalismo de boa qualidade é fundamental para combater fake news e manter o funcionamento democrático do Estado. Dentre as selecionadas, estão Maju Coutinho, apresentadora do Jornal Hoje, na TV Globo; Andréia Sadi, apresentadora e repórter de política da GloboNews, do G1 e da CBN; Vera Magalhães, apresentadora do Roda Viva, na TV Cultura, e colunista do Estadão; Clarissa Oliveira, repórter na TV Band, Bandnews e Rádio Bandeirantes; Flavia Lima, ombudsman da Folha de S.Paulo; e Gabriela Biló, fotojornalista no Estado de S. Paulo. As revistas estarão nas bancas a partir de 17 de julho.

Multimarcas se vão, shoppings… ficam?

Esse artigo do NY Times fala sobre como os shoppings centers norte-americanos devem enfrentar muitos fechamentos nos próximos cinco anos. Depois de pedidos de falência de marcas como Neiman Marcus e fechamentos de muitas lojas (o Inditex, grupo da Zara, previu fechar mil lojas até 2022), o texto se debruça sobre a possibilidade do cenário pandêmico e todas as transformações comportamentais envolvidas impactarem também os centros de compras. Claro que o Brasil tem um cenário diverso, com uma cultura de shoppings muito forte, mas é impossível dissociar-se do que parece ser uma tendência em um país que é símbolo das compras. 

Alta-costura versão digitalizada

A temporada Inverno 2021 de alta costura aconteceu esta semana, entre os dias 6 e 8 de julho, pela primeira vez em formato inteiramente digital. Apresentações de Dior, Chanel e Balmain, entre outras, apresentaram alternativas para encantar o público. A diretora criativa Maria Grazia Chiuri, da Dior, optou por um curta-metragem que apela para o retorno aos valores essenciais da costura ao trazer uma exposição das roupas da coleção em tamanho reduzido — ao fim da Segunda Guerra Mundial, maisons trouxeram amostras em tamanhos de bonecas das roupas por causa do racionamento de tecido. Ao explicar a inspiração da coleção, ela falou sobre voltar-se a um mundo fantasioso. Já a Balmain de Olivier Rousteing explorou outro caminho e transmitiu, via conta oficial da marca no TikTok, um trajeto de barco de 44 modelos pelo Rio Sena (foto acima).

Aqui, na Vogue francesa, tem um resumo de como cada marca escolheu se comunicar, e aqui, no A Moda e a Cidade, uma ponderação: a Dior foi para o caminho do escapismo e acabou caindo na margem da alienação? 

Arranjos fora de série

 
 
 
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Essa matéria da Elle com a jornalista Kety Shapazian, à frente do ateliê Flores para Refugiados, mostra que dá para fazer arranjos de flores com mais propósito do que a beleza — não que seja um propósito pequeno, aliás. 

Vai encarar?

Aqui, a Folha de S.Paulo explica os protocolos de abertura de restaurantes e bares e traz uma seleção com algumas das casas que já estão de volta à ativa. Você é do time que vai caçar um boteco para matar a saudade desde já ou prefere esperar até se sentir mais seguro? Seja qual for sua opção, bons drinks — e bom fim de semana. Beijos e até semana que vem.

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