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18/11/2020 | Juliana Cunha

Ronda da semana: quando passamos a ressignificar tudo, da arte à frustração

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Tarsila é pop

Aqui, a Folha de S.Paulo conta sobre como Tarsila do Amaral está mais pop do que nunca: em uma espécie de fenômeno Frida Kahlo, a artista brasileira ganhou o mundo quando a obra “A Lua” foi comprada pelo MoMA, em Nova York, no ano passado. “Com isso, ela passou do patamar do modernismo brasileiro para o do modernismo internacional”, avalia o galerista Paulo Kuczynski. De lá para cá, Tarsila virou sandália, imã de geladeira, caderno e até desenho animado — com o filme Tarisilinha, da PinGuim Content. Segundo Thiago Gomide, o momento foi propício: afinal, nunca mulheres, negros e latinos foram tão valorizados no mercado.Ademais, como aponta a historiadora Regina Teixeira de Barros, Tarsila tem uma arte com apelo: “É muito fácil gostar dela.”

Para um limpa não tão definitivo no Instagram

Clique aqui para entender por que está na hora de você arquivar seus posts antigos do Instagram. Nada mandatório, mas a geração Z está aficionada pela possibilidade de selecionar quais posts antigos seguem relevantes e quais podem ficar escondidos, mas sem serem deletados. Com uma ressalva: “Não saia arquivando todas as fotos antigas do colegial. Pior do que ter fotos de croissant da sua viagem de 2014 para Paris é ter um grid com seis selfies, todas deste ano. Um grid muito selecionado só leva a mais perguntas: o que você está tentando esconder?”

O que é ser mulher no mundo do vinho

O mundo da gastronomia é conhecido por ser muito machista — até aí, que área profissional é diferente? — e essa reportagem da Gama mira uma lupa sobre as sommelières (acima, Gabriele Frizon em foto de Ligia Freixo) em salões ou mesmo lojas. O assédio moral conhecido por toda mulher ganha nova roupagem, travestido de curiosidade sobre idade, formação e capacidade profissional, ou pior: vem acompanhado de uma esfera sexual, que sugere abordagens explícitas e, por óbvio, não consensuais. O remédio? Fortalecer outras mulheres em uma cultura tão arraigada e mostrar que mulher entende, sim, de vinho. 

Para onde vai a Supreme?

Na semana passada, a VF Corp (holding que detém marcas como Vans, The North Face e Timberland) adquiriu a Supreme, marca norte-americana cujo destaque é o streetwear. Desde então, surgiram reflexões debatendo o peso disso para a moda: aqui, na Quartz, o tema circula em torno da mira no mercado asiático: “Em vez de saturar os shoppings dos Estados Unidos, o que certamente prejudicaria a marca, Supreme e VF Corp parecem ter os olhos voltados para áreas onde podem expandir sem causar efeito colateral nos mercados já estabelecidos.”

Vanessa Friedman, editora e crítica de moda do NYT, enxerga a Supreme como a “Chanel do streetwear e opina: “Talvez isso simplesmente marque o fim da jornada inevitável que chega a todas as grandes marcas inovadoras. Elas subvertem o status quo e então despertam o interesse dos atores dominantes, que primeiro absorvem  as suas estratégias e, depois, absorvem a fonte real.” 

Vintage descomplicado

O The Socialite Family, site francês de décor que é super elegante e, ao mesmo, despretensioso, mostrou o lar desse casal dono de um antiquário em Reims, no leste da França. A própria casa deles já têm esse ar de emaranhado de achados: da tela que fica encostada no chão do quarto ao lustre de globo espelhado, tudo parece combinar com a aura antiguinha do espaço. 

A incerteza que é o futuro

O Goop entrevistou a psicoterapeuta Traci Bank Cohenit sobre um tipo diferente de luto: o por um plano de vida que foi por água abaixo. O debate aqui é sobre a dor de não estar vivendo a vida que você imaginou para si em termos pessoais ou profissionais. Se você se imaginou com filhos até os 35 anos, mas chegou aos 36 sem previsões de tê-los, lidar com a frustração dessa mudança de planos pode exigir um trabalho árduo na terapia. A profissional diz que ajuda seus pacientes a ter tolerância com a incerteza, com aquilo que não sabemos. Isso porque nem todos os elementos das narrativas que visualizamos para nosso futuro estão sob nosso controle, e entender isso é especialmente trabalhoso para quem costuma se planejar a longo prazo. Em tempos pandêmicos, parece uma leitura válida para todos.

Beijos e boa semana!

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