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08/05/2020 | Juliana Cunha

Ronda da semana: Pulitzer, TikTok e morar junto

Tudo Lifestyle História


Os rumores de que a Neiman Marcus estava prestes a entrar com um pedido de falência se confirmaram na quinta-feira (7), mas o inesperado foi que o conglomerado não foi a primeira empresa a tomar essa atitude. No dia 5, a J. Crew, dona também da Madewell, disse ter chegado a um acordo com seus credores para converter cerca de US$1,65 bilhão de dívida em patrimônio. CEO do grupo, Jan Singer disse que “essa compreensível reestruturação financeira deve permitir que nossos negócios e marcas prosperem por anos.”

Isso me levou ao questionamento: temos tantas previsões de que a pandemia vai transformar a maneira como nos comunicamos, compramos, consumimos. Mas será? E se sim, em quanto tempo? Vejo muitas meninas Instagram afora expressando suas saudades de saírem maquiadas, de comprarem bolsas, de usarem salto alto. Um estudo da McKinsey disse que "há sinais de que a indústria da beleza pode, mais uma vez, provar relativa resiliência" durante e pós pandemia. Isso porque as pessoas enxergam um batom ou um creme como um luxo acessível muito mais do que uma peça de roupa ou acessório.

E não consigo esquecer da notícia que a Hermès bateu um recorde de faturamento na China logo após a reabertura de lojas: foram US$2,7 milhões em um só dia. Estou pensando em uma matéria sobre isso que você lê em breve aqui no iLove.e, se tudo der certo! Enquanto isso, saiu esta semana uma entrevista deliciosa com a Ana Serra, da Carbono Galeria. Vamos aos textos selecionados esta semana:

O poder do TikTok

O jornalista Lucas Brêda fez uma análise na Folha de S. Paulo da última segunda-feira sobre o aplicativo TikTok. Ele resume a fórmula perfeita alcançada pela rede em alguns tópicos: os nativos digitais imersos no ambiente tecnológico, que se prontificaram a absorver o modelo; o formato dinâmico, espontâneo e caseiro que o molda; o potencial viral alcançado pela disseminação contínua; e o conteúdo compartilhável que bebe de músicas, memes e diálogos conhecidos para se propagar. O fato é que não dá para copiar o meme acima (que diz: “Pessoas de 30 anos discutindo o TikTok”) e fechar os olhos para essa tendência.

Retomando o uso de post-its

Pedi pizza em um mesmo lugar que adoro umas três vezes desde o início do isolamento. Em todas, ela veio acompanhada de um bilhete escrito à mão com um agradecimento pelo pedido. Também pedi empanadas em um lugar e ganhei um docinho de brinde e ouvi agradecimentos de todos os entregadores. Tudo isso fez uma baita diferença na experiência toda de pedir e receber. Pensando em tudo isso, Lu Gastal escreveu esse texto para o Vida Simples, falando de como esses recadinhos são respiros em meio ao turbilhão que estamos vivendo - e ainda propõe: que tal adotar esse hábito no seu dia a dia?

Pulitzer 2020

Normalmente divulgados em abril (este ano houve um atraso por conta da pandemia), os premiados pelo Pulitzer (mais notório prêmio jornalístico dos Estados Unidos) de 2020 foram divulgados na última segunda-feira (4). Direto de sua sala de estar, a administradora da premiação, Dana Canedy, comentou que, assim como em junho de 1917, primeira edição do evento (um ano antes da gripe espanhola), “nesses tempos de incerteza sem precedentes, uma coisa sabemos com certeza: que o jornalismo jamais vai parar.” 

Muitos celebraram a vitória da biografia Sontag: Her Life and Work, de Benjamin Moser, que se debruça sobre Sonia Sontag, uma das intelectuais mais influentes do século 20. Quanto à categoria Ficção, ganhou O reformatório Nickel, de Colson Whitehead, autor que já havia ganho o prêmio de 2017. A trama se desenvolve a partir do abuso de uma escola reformatória na Flórida e tem uma resenha entusiasmante na Quatrocincoum aqui. Para ver a lista completa de contemplados pelo prêmio, clique aqui

Bibliotecas de cenário

O The NY Times analisou os livros que aparecem de fundo em lives e vídeos de personalidades que vão do Príncipe Charles à atriz Amy Poehler. Prazer para curiosos (presente!).

Diálogo: sempre ele!

A The New Yorker entrevistou Esther Perel, psicoterapeuta, sobre relacionamentos afetivos dentro da quarentena. Entre as dicas, ela destaca que, nesse momento, é necessários estabelecer limites, rotinas e rituais. “Precisa haver, o máximo possível, uma separação entre dia e noite, dia de semana e fim de semana, hora de trabalhar e hora ociosa, momentos em família e momentos individuais.” Ao mesmo tempo em que tem pessoas que estão “se reconectando com seus parceiros e se desconectando de seus interesses externos”, há casos de pessoas se “desconectando de seus parceiros e tendo mais interesse de se conectar com todas as oportunidades que elas podem ter lá fora”, explica Esther. O fato é: ninguém fica imune a efeitos de todos os tipos que o isolamento é capaz de provocar - e, como sempre, diálogo é a chave para tudo.

O carioca dos cariocas

Essa matéria com a biografia de Aldir Blanc, publicada pela Folha de S.Paulo em 2013, foi retomada pela newsletter Margem com a morte do compositor. Retoma a história dele, explica que aos 66 anos, ele preferiu “viver cada dia de uma vez, recebendo em sua biblioteca as pessoas que realmente ama e, sempre que possível, fazendo música”, se delineia entremeada por poesia (“De poucas palavras, com o tempo tornou-se o maior amigo de Aldir”) e emociona. Como bem disse Dorival Caymmi, “Todo mundo é carioca, mas Aldir Blanc é carioca mesmo.”

Mau humor na quarentena: quem sempre?

Essa matéria do Refinery 29 UK fala sobre os nervos à flor da pele durante o isolamento. “Algumas pessoas se sentem a pior versão de si mesmas. Imponentes, pedantes, críticos, na defensiva.” Para Sarah Lewis, psicóloga entrevistada na matéria, “a situação atual apresenta uma ameaça muito real” e, quando nos sentimos ameaçados, nossas capacidades de sermos “flexíveis, abertos, interessados em novidades, sociáveis” diminuem: estamos preocupados apenas com nossa sobrevivência.” Ainda segundo ela, como não podemos fugir do vírus nem lutar contra ele, as emoções difíceis encontram outras saídas. Briguinhas bobas com a pessoa com quem você mora, assim, são normais. A recomendação da profissional é racionar seu consumo de notícias e exposição a redes sociais e se permitir ser absorvido por alguma outra coisa (livros, séries, filmes, yoga, gastronomia, enfim).

Cancelamento x crescimento

Eu sei, também já cansei de ler textos ad infinitum sobre a cultura do cancelamento. Mas amei essa coluna do Tiago Belote na Vida Simples sobre como a internet parece mais preocupada em punir pessoas que erraram do que debater o erro. “Qual internet você quer? Uma que se pareça com um tribunal sumário ou uma que se pareça com uma escola? Prefiro a escola. Lugar em que pessoas cometem erros, mas têm outras oportunidades de aprender. Espaço que só cabem dois papéis: professores ou aprendizes. Pessoas mudam, evoluem e podem sim, se tornar melhores.”

Pessoas para cancelar sim

O Man Repeller publicou essa análise de dez personagens de filmes com os quais seria insuportável passar a quarentena. Spoilers: Meredith Blake de The parent trap (Operação cupido), Warner de Legalmente Loira e a mãe da Rose em Titanic. 

Antes de planejar sua próxima viagem

 
 
 
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A Além (marca de malas que tem como sócio Arthur Blaj, da Livo, e que está produzindo um conteúdo super relevante e informativo no Instagram durante a quarentena) usou dados de um estudo da SimpliFlying, empresa americana de consultoria especializada em aviação, para fazer esse post recheado de previsões sobre viajar. Check-in, embarque, filas, bagagens: as viagens às quais estamos acostumados serão reformuladas, segundo as previsões. Por aqui, estou no clima de não fazer plano nenhum até entender como vamos encarar as coisas quando esse momento for suavizado. E você, está sonhando com o que fazer depois da quarentena? Um beijo, bom finde e até semana que vem!

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