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12/06/2020 | Juliana Cunha

Ronda da semana: para se dar um tempo e amar

Tudo Lifestyle História

Esse Dia dos Namorados (comemorado hoje, 12 de junho) pode provocar sentimentos múltiplos. Nos que estão namorando e passando a quarentena juntos, a sensação de ser mais um dia como todos os outros, de não poder escapar à rotina. Nos que estão namorando e à distância, a saudade. Nos que estão solteiros, podem ser milhares de coisas: solidão, solitude, plenitude, paz, tristeza, felicidade, enfim. Acho que qualquer sentimento evocado fica ainda mais intenso devido ao momento que estamos vivendo. Eis que as coisas ganham uma intensidade mais palpável, da qual não dá para fugir com quaisquer distrações.

De qualquer forma, como falamos no nosso moodboard do mês, queremos te propor momentos de amor este mês. Seja com a pessoa com a qual você se relaciona afetivamente, seja com seus familiares, amigos, ou ainda de você para você, o amor é uma ferramenta poderosa de cura. Prepare uma refeição diferente com alguém do seu círculo afetivo, mesmo que seja por FaceTime. Reserve a noite para curtir um filme, para um jogo de tabuleiro, para uma conversa sincera sobre a vida, para uma comida que te faz feliz: é tempo de se amar.

La dolce scrittura

Um papo entre a crítica Eliane Robert Moraes e o tradutor Mauricio Santana Dias no perfil da Quatro Cinco Um traz à tona as semelhanças entre Elena Ferrante e Domenico Starnone, autores italianos. À luz dos dois recentes lançamentos de ambos, A Vida mentirosa dos adultos da primeiro, e Segredos, do segundo, eles debatem o sucesso de Ferrante em vendas e as narrativas complexas de Starnone. Ademais, tem um pouco de fofoca: diz-se que a autora, que usa um pseudônimo e cuja identidade nunca foi revelada, é na verdade a tradutora Anita Raja, que vem a ser casada com Domenico Starnone. Eles falam dos jogos de autoria, sobre a projeção da literatura italiana e os diálogos que eles traçam por meio de suas obras. 

É preciso estar atento e forte

Em entrevista ao Nexo Jornal, a psicóloga Denise Pará Diniz é categórica ao dizer que o estresse trazido pela pandemia, quando somado aos componentes estressantes da vida cotidiana, pode trazer um adoecimento a longo prazo. Viver no piloto automático, sem lidar com esses fatores de fadiga psíquica, só intensifica os males. Estamos vivendo “uma combinação de incerteza e perigo”, aponta ela. Tem tudo a ver com o que falamos na última semana: há de haver leveza.

Melífluo escapismo

 
 
 
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A Chanel nos tirou de nossos eixos centrados no caos, na pandemia, na crise, para nos colocar nas nuvens. Isso porque o desfile Cruise 2020/21, que aconteceria em Capri, virou uma apresentação digital batizada de Balade en Méditerranée (jornada pelo Mediterrâneo). A maison francesa apresentou um vídeo de sete minutos, compartilhado em seu site e redes sociais, que traz quatro modelos iluminadas por um dourado de sol transitando num pano de fundo idílico de praia. Peças como conjuntos de bermudas e jaquetas e pantalonas formam o composé necessário para o clima de férias. 

A carga mental das mulheres

Com amigas casadas ou que moram junto aos namorados, o papo é o mesmo: elas se sentem pressionadas pela carga mental. Com a maioria delas, nessa bolha de classe média heterossexual em que vivo, a divisão das tarefas até acontece, mas o processo de planejamento das compras, das refeições, da limpeza, da lavagem de roupa e qualquer outra coisa que circunde o lar fica para elas. Imagine, então, o trabalho dobrado que têm as mães: o fardo é sempre mais pesado para a mulher. É isso que atesta essa matéria do El País.

Palavras sobre amor 

A revista Gama indicou dez livros para presentear quem se ama - nessa ou em qualquer data. Clique para conhecer os títulos

Espelho, espelho meu

 
 
 
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Reflexão mais que pertinente na Elle: na quarentena, estamos mais desligados de nossas aparências e da obsessão que elas podem causar. A vaidade pode ser fútil (e até criar padrões inalcançáveis e maléficos), mas também pode indicar um tipo de refúgio de sanidade. E quando a perda do interesse por ela ultrapassa limites saudáveis e cruza o limite da doença, aparecendo como sintoma depressivo? Leia mais clicando aqui.   

Attraversiamo, já diria Liz Gilbert

 
 
 
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Assisti a uma live essa semana que me tocou em tantos pontos que não poderia deixar de compartilhá-la: minha amiga Laís Franklin, repórter de cultura na Vogue, conversou com a filósofa Katiúscia Ribeiro sobre ancestralidade e a desmistificação do amor romântico. Katiúscia, que é doutoranda em filosofia africana, falou sobre como nosso conceito do que é amor e amar virou algo que tem pouca conexão com seu sentido fundamental. Amar tornou-se uma dependência emocional que é nociva, principalmente para as mulheres, sobre quem recai o peso de um relacionamento na maioria das vezes. 

Na live, gravada no IGTV da Vogue Brasil, a especialista fala sobre amor como travessia de afeto, como um potencializador das grandezas individuais, sobre uma experiência cotidiana. O papo abordou ainda a noção de ancestralidade, espiritualidade (e não religiosidade), amor próprio e o conceito de amor fora do plano ocidental. Essa verdadeira aula me fez perceber o quanto ainda tenho - e temos todos - muito a desconstruir: seres incompletos não completam ninguém. O vídeo completo pode ser visto aqui

Como você vai passar seu 12 de junho? E digo em termos de amor, não de relacionamento <3. Me conta? Até semana que vem. Beijos!

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