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14/01/2021 | Juliana Cunha

Ronda da Semana: moda, luxo e seus significados comportamentais

Tudo Lifestyle Moda História

Por trás da capa da Vogue com Kamala Harris

No The Lolla, Rosa Zaborowski investiga os significados por trás da escolha da foto de capa de Kamala Harris na Vogue norte-americana: foram selecionadas duas opções, uma 100% #girlboss e outra mais informal, com Kamala trajando terninho + tênis Converse, sua marca registrada, sendo a segunda a capa impressa. Ao mesmo tempo em que ela sugere uma aproximação para com o público que busca, para além da moda, uma conversa sobre lifestyle, o quanto ela enfraquece a imagem de poder que Kamala busca? 

O meio-termo que é tendência

Essa matéria da Folha de S. Paulo reflete sobre o movimento de distanciamento da cidade em direção ao interior, mas atenta para o fato de que o questionamento quanto ao papel da cidade grande não significa, necessariamente, uma espécie de fugere urbem contemporâneo. O arquiteto carioca Tiago Freire observa que o romantismo de ir para o campo para desacelerar e levar outro lifestyle só é possível porque agora há mais tecnologia e as pessoas conseguem ficar mais tempo online, ou seja, dá para manter o home office fora dos grandes centros urbanos. Afinal, de que adianta qualidade de vida sem trabalho para mantê-la?

Navegando pela dor

Aqui, a Glamour reúne os motivos pelos quais vale — e muito — assistir o filme Pieces of a Woman, cujo roteiro foi feito pela húngara Kata Wéber, casada com o diretor do filme, Kornél Mundruczó. O casal sofreu com um aborto, e é sobre esse tema que se debruça o longa: inclusive, fica aqui o aviso de que os 20 primeiros minutos descrevem com exatidão as sensações intensas de Martha, protagonista brilhantemente interpretada por Vanessa Kirby. Depois do episódio, o filme descreve a tentativa de voltar à rotina, pautada pelo relacionamento com o companheiro Sean (Shia LaBeouf) e a mãe Elizabeth (Ellen Burstyn). O filme tem altas previsões de indicação ao Oscar, que este ano acontecerá em abril. 

Identificando padrões

O Goop, site da Gwyneth Paltrow que a gente ama!, trouxe esta semana uma entrevista com Victoria Albina, mestre em saúde pública e expert em combater relações de codependência. No papo, ela debate a causa desse tipo de relacionamento não-saudável e como encerrar esse ciclo e construir mais relações interdependentes, nas quais as partes têm autonomia e amor e cuidado mútuos, sem precisar que se completem.

Novo livro de Sally Rooney à vista

O The Cut trouxe à tona a temática do novo livro de Sally Rooney (autora dos aclamados Pessoas normais e Conversas entre amigos, duas leituras minhas do ano passado): são quatro personagens (a roteirista Alice, sua melhor amiga Eileen e os homens pelos quais estão interessadas, Felix e Simon) e suas tentativas de balancear suas vidas profissionais e românticas. Como o publisher Mitzi Angel indicou ao The New York Times, eles estão também "contemplando um mundo em que o futuro é muito incerto — como o mundo do trabalho vai vir a ser, o que está acontecendo com o planeta, quais políticas estamos atravessando." Apesar de parecer familiar a Conversas entre amigos, o que encanta em Rooney é mais a forma de escrever e a complexidade psicólogica das personagens lindamente delineada. Mal posso esperar por Setembro, para quando está previsto o lançamento da obra, batizada de Beautiful World, Where Are You.

Artesanal & personalizado


A Thereza Chammas, do Fashionismo, debateu aqui um movimento interessante no universo dos perfumes: cada vez mais, estamos desapegados de marcas e fórmulas já prontas e a aposta passa a ser algo mais customizado, que entende que nuances olfativas mais agradam a cada um e foca em uma experiência (sempre ela!) personalizada. Thereza menciona a Le Labo, loja que lembra uma antiga botica, bem artesanal e até rústica. Vale a leitura que, claro, diz muito sobre o novo comportamento frente ao conceito de luxo.

 Luxo é ser inacessível?

Jorge Grimberg pontuou seus dois centavos sobre a saída da Bottega Veneta do Instagram — caso você esteja no mundo da lua, a marca desativou sua conta da rede social sem deixar vestígios ou dar explicações, e o mundo da moda ficou a ver navios. Reconhecida por sua discrição (nada de logomania ou publicidade descarada com celebridades), a marca italiana aposta em códigos próprios, como o tradicional tressê, para afirmar sua identidade. Mas ultimamente, alguns de seus itens popularizaram: as bolsas The Pouch, Padded Cassette e Jodie, além dos sapatos telados. E aí, a marca surpreendeu a todos recuperando seu valor de inacessibilidade (afinal, podemos negar que o luxo reside aí?) ao existir sem mídias sociais. Como Grimberg reproduz, a jornalista Rachel Tashjian, da GQ Magazine, afirma que a jogada de marketing tem a ver com a marca se mover como um segredo por toda a indústria, com “itens desejo surgindo organicamente, por força do gosto do consumidor (imagine só!)”.

Ser feliz no sol

Por que amamos o verão? Foi esse questionamento o responsável por essa apuração da Gama sobre a estação mais quente do ano, e não é que há motivos incrustados na psicologia, história e até biologia para esse encantamento? 

Beijos e bom fim de semana!

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