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13/08/2020 | Juliana Cunha

Ronda da semana: indústria da moda, política internacional e receita de chef

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O fordismo da moda


Esse texto começa com uma anedota sobre Scott Sternberg, à frente da falida marca Band of Outstiders e criador da atual Entireworld (cujo slogan é “as coisas nas quais você vive”), mas vai muito além: em uma análise cirúrgica do ciclo vicioso — e insustentável — que perpetua o formato da moda como o conhecemos hoje, a jornalista Irina Aleksander fala sobre o sistema global dessa indústria — leia-se estilistas, consumidores, lojas e mídia. Aborda as semanas de moda, o sistema de compra e desistência das multimarcas, a influência dos veículos, a estafa dos designers, e mais: a crise de 2008, a pandemia do coronavírus, o terrível processo de queima de roupas, as remarcações de preço, as peças em si, atualmente desatreladas de estações do ano. Em um resumo longo, mas de escrita impecável, o texto fala do porquê, muito antes dos primeiros sinais do covid-19, a indústria, especialmente norte-americana, estava fadada ao fracasso. 

Da sensação de ir em busca de uma camiseta branca básica e só encontrar coisas justas, curtas, cheias de penduricalhos, transparentes ou sem manga ao colapso de John Galliano, a jornalista compila tudo que você precisa conectar para entender porque estamos onde estamos: em meio ao cenário mundial, de que valem o luxo, o excesso, a logomania, o maximalismo, a novidade? Mais do que pessimista ou negativa, a extensa reportagem explicita que agora temos uma chance de recapitular, perceber a derrocada dessa estrutura e, a partir daí, repensar e reorganizar o que chamamos de moda. Afinal, “a moda é, por definição, imprevisível. As pessoas compram roupas por razões ilógicas e emocionais.”

As fotos acima são de Stephanie Gonot.

Tudo bem se você preferir dormir um pouco mais 

Em tempos de “O Milagre da manhã” e pessoas dividindo os benefícios de acordar às 6h (ou 5h!), esse texto da The New Yorker me fez sentir menos mal por gostar de acordar às 8h. A cientista comportamental Sunita Sah ajuda: “Você sempre ouve essas declarações abrangentes: manhãs são ótimas, noites são ruins; dormir cedo, levantar cedo.” Segundo a pesquisa dela, aqueles que acordam cedo absolutamente não são superiores: eles só têm um relógio biológico que os faz funcionar melhor pela manhã, o que não significa que pessoas que estão mais dispostas à noite sejam piores. Fique tranquilo: quem cedo madruga não é moral ou eticamente superior e é muito difícil alterar suas predisposição e se treinar para funcionar melhor em um tempo que não é o do seu relógio interior. Seu único azar, se você for do tipo produtivo quando a noite cai, é que enquanto tivermos horários de trabalho no estilo das 9h às 18h, talvez você esteja um pouco atrás dos madrugadores. 

As proporções da crise do Líbano

Para além da crise política, social e econômica que assola o Líbano — capítulos recentes incluem o confisco de poupança e a renúncia do primeiro-ministro Hassan Diab, isso sem falar no coronavírus e no distanciamento com o resto do globo — a explosão no porto de Beirute, capital libanesa, em 4 de agosto, provocou também impactos no mundo da moda. Aqui, o BoF fala sobre a destruição dos QGs de grifes importantes, como Elie Saab, Zuhair Murad e Rahib Kayrouz. 

O cerco de Trump

Faz várias semanas que falamos sobre as restrições que o governo de Donald Trump têm feito ao TikTok. Agora, além de proibir transações com a ByteDance, empresa chinesa dona do app, agora ele expandiu a medida à Tencent, que controla o app WeChat, mais uma vez alegando questões de segurança nacional. No dia do anúncio da medida (7 de agosto), as ações da companhia caíram mais de 5% na sexta. Como explica a matéria da Folha de S.Paulo, a medida aumenta a pressão sobre a ByteDance para concluir as negociações de venda para a Microsoft. A empresa chinesa se disse chocada e afirmou que “o TikTok nunca compartilhou dados dos usuários com o governo chinês nem censurou o conteúdo a seu pedido”. A China considerou a proibição uma “manipulação e repressão política”.

O The Wall Street Journal investigou que o TikTok coletou endereços de controle de acesso à mídia dos aparelhos de usuários, prática proibida por AppStore e PlayStore desde 2015. A informação deve acirrar ainda mais o conflito. 

Ainda sobre política nos Estados Unidos

A notícia de mais impacto desta semana por lá foi a escolha de Kamala Harris como vice da chapa de Joe Bidden, candidato democrata à presidência. Em um aceno a negros e mulheres, dois grupos fundamentais para virar o jogo contra Trump, Bidden fez uma escolha que muitos analisaram como acertada pois, ao mesmo tempo em que é a primeira mulher negra a disputar o cargo, ela apresenta opiniões mais moderadas, e seria um agrado aos democratas mais centristas. Leia mais aqui.

Casinha de bonecas

O Cup of Jo tem vários posts bem vida real de decoração, moda e comportamento. Visito toda semana! Esses dias, achei lindinho esse apartamento micro em que vive um casal. Amo quando as pessoas fazem casas neutras, mas não sem graça.

Da 25 de março ao império

Essa reportagem da Elle contextualiza a crescente da Ruby Rose, marca de maquiagem russa (novidade para mim!) que está no Brasil há 14 anos e vem ganhando espaço no mundo da beleza com seus preços módicos e parcerias colossais. Com o custo-benefício como principal atrativo, a marca escolhe componentes polêmicos na produção das maquiagens. Como explica Cleide Sales, diretora de marketing da operação brasileira, “nosso público é a classe C que quer consumir com a mesma qualidade da classe A.” 

A cozinha do chef

Aqui no Brasil, a imagem do chef de cozinha está um tanto quanto desmistificada. Afinal, são anos a fio de MasterChef e programas do gênero. Mesmo assim, ver um chef em ação em sua própria cozinha, especialmente quando se trata do chef Massimo Bottura, da Osteria Francescana (restaurante número 1 do mundo, segundo o 50 best), traz uma outra perspectiva sobre a figura. A filha de Massimo, Alexa, convenceu o pai a gravar lives em uma série denominada Kitchen Quarantine, que está disponível no canal do YouTube do cozinheiro. Massimo, que comanda um restaurante cujo menu de 12 fases custa 290 euros, no centro de Modena, na Emília-Romanha, com reservas até fevereiro de 2021, aparece em cenas cotidianas, misturando italiano e português, bebendo vinho e conversando com a família em tempos de quarentena. Quem sabe não te inspira a fazer uma receita nesse fim de semana.

Beijos e até semana que vem!

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