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23/07/2020 | Juliana Cunha

Ronda da semana: gen Z, compras no Instagram e intuição

Tudo Moda Lifestyle História

A década que vem 

 
 
 
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A melhor coisa a seguir para prever o futuro é ouvir aqueles que o moldarão”: é assim que é introduzido o site The VICE Guide to 2030, uma investigação internacional da revista sobre o comportamento da geração Z. Saúde mental, ativismo, identidade e educação são alguns dos temas sobre os quais se debruça a pesquisa, feita com mais de 30 mil leitores de 16 a 22 anos. Os insights e dados estão compilados no site oficial.

Instagram aposta em compras

O Instagram anunciou uma mudança que vai deixar dedinhos confusos: sabe onde fica o ícone de coração, o quarto de cinco na barra inferior, da esquerda para a direita? Pois é, ele será substituído por um ícone de compras — o coração, onde vemos curtidas, comentários e menções, ficará acima, à direita. Por enquanto, a medida vale apenas para usuários dos Estados Unidos, mas em breve outros países também experienciarão a transformação, cujo intuito é permitir um acesso mais direto às vendas de produtos via aplicativo, estimulando, assim, as compras sem sair da plataforma. Isso facilita a vida de marcas (muitas nem têm e-commerce hoje em dia) e garante uma taxa para o próprio Insta. 

Concentração máxima: nove segundos

É isso que defende o ensaísta Bruno Palatino, autor de A Civilização do peixe vermelho. Segundo ele, a constância e intensidade de estímulos aos quais estamos programados para receber reduziram nossa capacidade de atenção a nove segundos. Como os peixes vermelhos que intitulam sua obra, cuja memória está limitada a oito segundos, nós nos desconectamos e passamos a buscar novos sinais e alertas a partir do décimo segundo de concentração. Para ele, há tanto uma responsabilidade de grandes corporações, que manipulam nossa atenção em suas ferramentas (leia-se redes sociais), como nossa, porque “nos colocamos voluntariamente nesse aquário”. Ele prevê que, no futuro, “estar conectado o tempo todo será tão absurdo quanto fumar num avião.”

Efeitos de uma hashtag

Funcionários de marcas como Gap, Levi’s e Nike demitidos durante a pandemia devido ao fechamento de fábricas conseguiram, com a #PayUp (pague), mais de 15 bilhões de dólares em salários atrasados. Para provar a força das mídias sociais, principalmente quando mexem com grandes corporações.

Arrumada da cintura para cima 

Essa matéria do The Guardian fala sobre os novos códigos de vestimenta de trabalho durante a pandemia. Para uns, a abolição do traje social — afinal, seus clientes sabem que você está em casa e vai fazer almoço assim que o call acabar — e, para outros, a famosa arrumação da parte da cintura para cima (leia-se blusa, cabelo, maquiagem) e o combo pijama e pantufa na parte de baixo. A matéria fala sobre uma pesquisa do LinkedIn que revela que 42% dos respondentes têm uma camiseta a postos para ligações de vídeo.

O império da lã

Essa matéria do Economist mergulha na história da Uniqlo, marca japonesa criada em 1949 partindo de um inédito preceito: roupas de lã.  Até então, a lã era um artigo caro, usado por alpinistas e outros esportistas que tinham que se proteger do frio (e demonstravam zero interesse na moda). Mas a lã da Uniqlo, que em 1999 surgiu em 50 cores diferentes, foi um hit imediato

Cantinhos reais de home office

O time do Cupcakes and Cashmere dividiu aqui seus reais cantinhos de home office — leia-se mesas de jantar, escrivaninhas improvisadas e outros espaços com cara de vida real. 

Uma análise da moda digital 

 
 
 
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O FFW reuniu absolutamente tudo que rolou em apresentações digitais de moda nos últimos tempos e analisou os acertos — quem conseguiu inovar, trazer algum tipo de acalento para o público ou contar histórias que prendem a atenção — e os erros (quem não acoplou responsabilidade ou timing às narrativas e entregou algo que ou não chamou a atenção, ou decepcionou, mesmo).

Escrita e intuição

Esse texto da escritora Naima Coster no The Cut debate muitas questões que estão no universo de quem escreve, todas relacionadas a inseguranças: meu texto é bom o suficiente? Ele tem apelo? Faz sentido publicá-lo agora? Eu sei que tenho algo a dizer, mas será que essa é a melhor forma? Ela descreve seu hábito de pedir opiniões e conta que, toda vez, recebe respostas sobre confiar em sua intenção. “Seja a escrita um processo místico inconsciente, seja altamente profissionalizado ou ambos, o que é inevitável é o conceito de um instinto: você pode desenvolver um ou explorar aquele que já existe. Como essas opções deixam espaço para os escritores serem instáveis e hesitantes, para nunca transcenderem totalmente o sentimento de não saber?”

A autora levanta que, a cada vez que escrevemos, entramos em contato conosco, com nossos medos, desejos e ilusões, e muito disso não será usado, mas fará parte do processo. E acrescenta: “Em um mundo incerto, livros me oferecem um grande consolo. O conforto não vem só dos textos em si, mas do que eles prometem: contato profundo com as mentes de outras pessoas.” E isso, é claro, vale para qualquer um, que escreva ou não. Beijos e bom fim de semana <3 

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