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29/10/2020 | Juliana Cunha

Ronda da semana: eras que começam e terminam

Tudo Moda Lifestyle História

We couldn’t help wonder

Foi uma coincidência bem esquisita que horas após a publicação da última Ronda, na qual falei sobre o instagram @oldmanrepeller e o saudosismo do antigo formato, Leandra Medine tenha declarado o encerramento das atividade do site. A Rosa, do The Lolla, resumiu bem o sentimento: o Man Repeller revolucionara a forma de pensar a moda, trazendo-a muito mais para o espectro do comportamento e afastando-a a da imagem de futilidade. Será esse o fim de uma era? 

O power dressing da política acabou? 

O power dressing, estilo associado aos anos 80, quando as mulheres passaram a se firmar profissionalmente — e se afirmar — por meio de terninhos de alfaiataria e saias na altura do joelho, finalmente caiu em desuso no mundo da política. É a análise da Elle aqui, contando que mulheres no jogo político estão abrindo mão desse visual engessado para aderir a algo mais casual e próximo. Conectado às novas formas de fazer política, mais questionadoras, disruptivas e assertivas, o questionamento quanto à vestimenta surge junto à ocupação de cargos de poder por mulheres com opiniões fortes, tanto em assuntos públicos, como na hora de se acessorizar. Inclusive, Alexandria Ocasio-Cortez, mencionada na matéria, é capa da Vanity Fair de novembro. 

Caso você tenha estado no mundo da Lua nos últimos dias

Duas novidades do business da moda: a compra da Reserva pelo Grupo Arezzo marcou a entrada da empresa no setor de vestuário. Alexandre Birman, à frente o grupo, já declarou que pretende ser uma house of brands, ou seja, um conglomerado de etiquetas premium. E se achávamos que essa seria a grande bomba da moda, veio outra: o Grupo Soma (leia-se Farm, Maria Filó, Animale, Cris Barros etc) adquiriu a NV, da empresária Nati Vozza. Em um acordo de R$210 milhões, o negócio significou que o Soma vem com força para o universo digital, que é o forte da NV. A acirrada competição entre os dois grupos não deve ficar aí, porque marcas como Osklen, Amaro e Hope parecem estar na mira de Roberto Jatahy, do Soma, e Birman.

Ainda no tema, parece que a holding LVMH finalmente acertou os termos da compra da Tiffany & Co., que estava em stand-by. A renegociação envolveu um preço 425 milhões de dólares menor. Mais detalhes aqui

Falando em outros planetas...

O Refinery 29 trouxe um texto em que dá para entender tintim por tintim o que realmente significa a descoberta de água na lua: não são pequenas poças ou lagoinhas como sonhávamos, mas moléculas separadas que nem formam propriamente o líquido que conhecemos. O que, é claro, não deixa de ser uma novidade impactante: pode significar que existe vida por lá.  

O impulso da pandemia

Esse texto tenta explicar porque nem a pandemia conseguiu derrubar as lojas de fast fashion: a pandemia fez crescer a “saliência da mortalidade”, ou seja, a noção de que vamos todos morrer e, quanto a isso, há dois comportamentos não-excludentes possíveis, segundo a psicóloga do consumidor Kate Nightingale. O primeiro é tornar-se mais moralista, buscando ajudar os outros e priorizando nosso senso de integridade, e o segundo é ser mais impulsivo. A partir daí, é história.

O upgrade da diversidade

Esse texto da Harper’s Bazaar inglesa propõe uma reflexão sobre o próximo passo depois da diversidade na moda: a inclusão, que vai além do que se pode ver. Como explica um dos entrevistados, a inclusão iria no sentido de ter um especialista em cabelos crespos nos desfiles, um fotógrafo que pense na forma como a luz reflete na pele negra, profissionais fora do padrão no backstage e assim por diante.

A mudança na forma como vivemos

Conhecido por sua visão sombria da humanidade e seu futuro, o filósofo e comunicólogo Franco Berardi falou ao Nexo sobre como a aceleração do fluxo de informações, multiplicadas num volume que não se pode acompanhar, causa sofrimento psíquico e consequente precarização da condição humana. Mas a conclusão não é tão pessimista: ele diz que o modelo capitalista vigente é insustentável, e devemos mudar a forma como pensamos em trabalho, que vai assumir a forma de atividade.  

Beijos e até semana que vem!

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