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01/10/2020 | Juliana Cunha

Ronda da semana: em busca de um mundo mais real

Tudo Moda Lifestyle História

Nas aulas de História da Arte que faço duas vezes por semana (depois de um hiato quase interminável de revisão do formato presencial), aprendi que a transição do arte no Império Romano para a Arte Medieval (entre os séculos V e VX, basicamente) trouxe uma revisão de conceitos: se na Grécia antiga simetria, composição e equilíbrio eram parâmetros da beleza que conduzia a arte, posteriormente isso é posto em revisão. O abandono da beleza ideal em direção a representações mais reais (e aí vemos também uma questão religiosa, de que só Deus pode criar a perfeição) trouxe peças que não correspondem às idealizações de corpos que víamos anteriormente. Passaram-se centenas de anos, mas parecemos continuar na mesma questão: quando vamos olhar com mais gentileza e menos cobrança para nossos próprios corpos, vidas, jornadas?

Como se parecem corpos normais?

Ganhou destaque na última semana um programa televisivo dinamarquês para crianças chamado Ultra Strips Down: leia sobre ele aqui. O objetivo, a la body positivity, é mostrar para o público infantil como são corpos de pessoais reais, por meio de uma abordagem educativa e que combate os mitos criados pela indústria do cinema, da própria televisão e, claro, das mídias sociais. Pelos, gordura, espinhas, tamanhos, espessuras, cores: tudo que é relacionado ao corpo é mostrado e debatido nesse programa, que exibe, inclusive, pessoas nuas para o público. Tudo permeado pelos questionamentos sagazes dos espectadores. 

Casa de celebridade com cara de casa de gente

Por favor, millennials, venham se identificar comigo: eu cresci assistindo e ouvindo Hilary Duff. Foi muito gostosa a sensação de conhecer a casa onde ela mora há mais de dez anos no Architectural Digest — no vídeo do link, dá para ver como ela se envolveu muito no processo, e sabe a história e autoria dos móveis que adora, ou seja, não é daquelas decorações sem personalidade. Atualmente à frente da direção de marca de duas empresas que trabalham de forma sustentável com algodão em produtos como fraldas e absorventes, Hilary passou por mudanças como um divórcio e o nascimento do segundo filho nessa morada. Por isso, ela tem mesmo cara de lar: com móveis lindos, mas que permitem as brincadeiras das crianças, e cores não tão saturadas, que transmitem uma serenidade que quase se pode tocar. Ah, e vale dizer que só vendo o vídeo mesmo para sacar o publi da Samsung por trás. 

De frente com Cássia Kis

Densa e intensa — para não dizer devastadora — essa entrevista com Cássia Kis na Marie Claire. No papo, ela fala sobre o papel na série Desalma, que estreia em 22 de outubro na Globo; a solidão aos 63 anos; o aborto que fez há 35 anos; consumo de drogas; e tanto mais. Um texto para ler desprendida de concepções próprias

O escapismo é a saída fácil?

Esses dias, falando com uma amiga que acabou de terminar um relacionamento, ela disse que só queria fugir e, quando voltasse, tudo estaria mais fácil de lidar. Dei o alerta: ela há de enfrentar a situação, seja antes, seja depois. Traçando um paralelo com a moda e o escapismo, me deparei com essa matéria da Elle, que fala do caminho muitas vezes simplista que a moda trilha sempre que há algo de difícil ocorrendo por aí: é uma delícia ver roupas sonhadoras, idílicas, que nos transpõe a outros mundos, mas a moda, social que é, precisa estar colada à realidade que se vive. Angelo Brito disse em entrevista: “É quase um filme de terror, alheio ao que é relevante.” Que moda a gente quer para o futuro?

Ah, em tempo, a Elle impressa voltou — e uma das capas é Gilberto Gil. Link aqui para ter a sua.

Fashion Drops 

Stella McCartney, ex-Kering, atual LVMH, dividiu que está cada vez mais na sintonia verde, e deve divulgar reports anuais de impacto ambiental de sua marca.

A Gucci, que desde o início do comando de Alessandro Michele, em 2015, não fazia colaborações com outras etiquetas, anunciou uma coleção em parceria com a The North Face, conhecida por seu outdoor wear. Ainda não temos muitas informações, mas clique aqui se quiser saber mais.

A nova cor da Pantone e seu fundo social 

Essa notícia foi muito significativa esta semana: a Pantone, empresa referência no ramo das cores, que anualmente avisa sobre as tendências para o ano seguinte, lançou uma tonalidade com nome um tanto quanto inusitado: Period (inglês para “menstruação”). O tom vermelho vem para quebrar tabus em torno do período e associá-lo à positividade. Em parceria com a Intimina, uma marca sueca de saúde, a Pantone desenvolveu essa cor personalizada que apoia uma campanha global de visibilização da menstruação. Laurie Pressman, vice-presidente do Pantone Color Institute, descreveu a cor como “uma tonalidade vermelha ativa e aventureira, que encoraja as pessoas que menstruam a se sentirem orgulhosas de quem são... para incitar todos, independentemente do sexo, a se sentirem confortáveis para falar espontaneamente e abertamente sobre essa função corporal pura e natural.”

A subjetiva arte da tradução

A Gama trouxe um panorama ótimo sobre tradutores brasileiros, esses profissionais que carregam a árdua missão de traduzir não só palavras, mas estilos e intenções: uma espécie de reescrita, afinal. De Caetano Galindo, à frente da versão brasileira de Ulysses, à Lubi Prates, que se envereda pela literatura de escritores negros, os ótimos perfilados dão forças para leitores vorazes em tempos sombrios para o mercado editorial brasileiro. Aliás, o que você está lendo? Me conta lá no Instagram! Beijos e até semana que vem. 

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