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03/09/2020 | Juliana Cunha

Ronda da semana: do beijo ao mercado editorial

Tudo Lifestyle História

O primeiro lockdown

O novo documentário de Ai Weiwei, artista plástico chinês, retrata o início do lockdown em Wuhan, primeira cidade a implantar a medida no mundo, em janeiro deste ano. Atualmente vivendo na Europa, o artista dirigiu remotamente dezenas de voluntários por toda a China para produzir o documentário Coronation, um retrato do período que busca revelar o custo humano da medida. Com temas sensíveis à China — imagens até então retidas por censores — sendo descortinados, Ai Weiwei consegue contrapor a medida da efetividade com a consequência sobre a população: “Não se trata do quão eficientemente você toma decisões e sim do que você oferece para a sociedade.”

O mercado editorial e a September Issue

Aqui, no Fashionista, uma seleção das september issue covers de revistas ao redor do mundo para 2020, de Zendaya na InStyle norte-americana às 26 capas com 20 ativistas da Vogue UK, intituladas activism now, ou “ativismo agora”.

Ainda sobre esse mês com uma carga tão significativa — no hemisfério norte, trata-se do marco da chegada do outono e a consequente necessidade recorrer a mais roupas — essa matéria da CNN fala sobre a grande transformação do mercado editorial. Se no documentário The September Issue, que se aprofundava na produção da edição de setembro de 2007 da Vogue norte-americana, a revista tina 840 páginas, 727 das quais anúncios, hoje essa realidade parece extremamente distante. 

Também por causa da pandemia, revistas como Glamour e Marie Claire reduziram de 12 para dez revistas ao ano, e cada folha impressa ganha maior valor e relevância: afinal, em um mundo digital, onde informação se consome via Instagram, comprar e manter um calhamaço em casa é algo que se faz caso as páginas tragam um conteúdo que atravesse os meses — e mesmo os anos. Nesse cenário, e some aí também a realidade do Black Lives Matter e a pauta sobre falta de diversidade no mercado editorial (seja nas capas, seja nas redações), os editores percebem cada vez mais a importância de filtrar o que vale a impressão. E aí, encerro com um questionamento: a september issue ainda carrega o valor de 2007 ou estamos apegadas ao símbolo do que ela representou um dia?

Mais avisos em sites

Se você notou mais avisos de políticas de privacidade — os cookies, arquivos de acessos de sites que ficam armazenados no seu navegador e podem relatar informações sobre seu comportamento às empresas —, é porque a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que busca garantir mais segurança e transparência quanto a essas informações pessoais, pode entrar em vigor ainda este ano. Essa lei determina que esses dados só podem ser acessados caso o usuário permita, ou seja, você tem que clicar em “concordo”, e é por isso que vários sites têm reforçado essa mensagem. 

Beija eu, me beija

Não sei você, mas eu já me peguei algumas vezes pensando em quem foi a primeira pessoa a pensar em beijar alguém. Segundo o paleoantropólogo Juan Luis Arsuaga, entrevistado aqui, é “da anatomia. O beijo na boca e com língua é exclusivamente humano e certamente é o resultado de uma ritualização, que começa como um ato em que se transfere a comida já mastigada à criança depois do desmame, e depois se transforma em um gesto de amantes. E como se trata de um gesto transcendental, a anatomia se adapta ao gesto.” Nesse momento em que o beijo representa também um contato intimamente perigoso, o psiquiatra e psicanalista Diego Figuera avalia que a necessidade inata de beijar é mais forte do que a proibição, e nesse sentido esse ato pode ganhar novos sentidos: “Quem neste tempo se atrever a beijar viverá isso como algo de muito amor pelo outro. Eu te beijo e assumo que você pode me contagiar.”

167 línguas em um único bairro

Depois de tours por espaços como Brooklyn, Harlem e Manhattan, Michael Kimmelman, crítico de arquitetura do New York Times, foi conhecer com profundidade uma área no Queens que é uma das regiões mais multiculturais do planeta: são 180 mil habitantes falantes de 167 línguas. Distrito de Alexandria Ocasio-Cortez, congressista democrata de ascendência porto-riquenha — inclusive, se você não assistiu Virando a mesa do poder, documentário da Netflix que acompanha quatro mulheres trilhando carreiras políticas, recomendo fortemente —, a região de Jackson Heights reúne “uma cena cultural latino-americana em expansão, um contingente crescente de nepaleses e tibetanos e um movimento ativista urbano pioneiro na proibição de carros nas ruas locais.”

Cidades para mulheres

Da dificuldade de encontrar banheiros com papel, gancho para bolsa, trancas eficientes e trocadores para bebês às questões da mobilidade urbana — mulheres andam mais com transporte público e a pé, além de fazerem trajetos curtos como buscar as crianças na escola ou ir ao supermercado depois do trabalho — uma corrente feminista do urbanismo sugere que precisamos pensar a cidade sob o viés do gênero e de tudo que o atravessa: idade, raça, classe e orientação sexual. Para a geógrafa feminista Leslie Kern, autora de Feminist City (“cidade feminista”), e entrevistada pela Folha de S.Paulo aqui, “vários aspectos da vida das mulheres não são levados em conta na hora de arquitetos e urbanistas planejarem a cidade, muitos deles homens.”

Casas de filme que abraçam

Sala da estar de Jules Ostin (Anne Hathaway) em O Estagiário
O escritório de O Estagiário

Se você faz parte da legião de fãs de Nancy Meyers, diretora, produtora e roteirista norte-americana e nome de destaque de filmes como O Estagiário, Simplesmente Complicado (meu all time favorite comfort movie), O Amor não tira férias, Alguém tem que ceder e até Operação Cupido, vai entender a Rosa, do The Lolla, que falou sobre o quanto os filmes dela criam ambientes cozy, e não poderia ser mais verdade. Rever um deles parece um ótimo programa para o fim de semana prolongado, inclusive!

Beijos e até semana que vem. 

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