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05/06/2020 | Juliana Cunha

Ronda da semana: combinar seriedade e leveza é vital

Tudo Lifestyle História

O objetivo da ronda é trazer de tudo um pouco: da notícia de falência de marca à reflexão sobre relacionamento, da estatística sobre feminicídio à entrevista com psicanalista. Começo esse texto, então, com um lembrete: é importante se conscientizar, mas é igualmente relevante também dar um respiro para sua saúde mental. Sentir-se sobrecarregado com a multiplicidade e efemeridade de informações não vai te tornar um ser humano mais consciente ou ativo politicamente, então não deixe de ler sobre o que te agrada, de conversar com seus amigos, de tomar uma taça de vinho e ver uma comédia romântica, se isso for o que você desejar. Momentos de autocuidado também são fundamentais para conseguir absorver melhor o que está acontecendo aqui e no mundo. Tento justamente trazer um pouco de diversidade na ronda para que a gente consuma de tudo um pouco, sem peso nem alienação. Boa leitura!

Migrar para o online não é tarefa fácil 

Essa entrevista da Exame com Samuel Seibel, presidente da Livraria da Vila, mostra que não é do dia para a noite que um negócio construído a pequenos passos, em um esquema estritamente físico, pode se reinventar no universo digital. Isso porque a Vila, livraria lançada há 35 anos, abriu um e-commerce em dezembro do ano passado, apenas três meses antes da crise do coronavírus começar no Brasil. No mês seguinte, Abril, as vendas caíram 97% em relação ao mesmo período do ano anterior. 

Já trouxe aqui, também, um texto do Rogério de Campos, diretor da editora Veneta (responsável pela coleção Baderna, por exemplo), sobre como a falência e consequente desaparecimento de grandes redes de livrarias de prestígio em território nacional significam uma “perda substancial da bibliodiversidade”. Mesmo que a Vila não seja uma livraria tão substancial em termos de tamanho, ainda assim representa muito para quem gosta do processo de compra de um livro: seu atendimento impecável e ambientes aprazíveis fazem a diferença na hora de folhear um livro, tirar dúvidas com quem entende e recomenda com substância e ter um espaço para fruir algumas páginas antes de levar para casa. Dica: pesquise, siga Instagrams de leitura (estou preparando uma matéria recheada deles, prometo!) e compre on-line — do pequeno.  

Para onde vão as pinturas roubadas?

Não sei você, mas eu sempre achei que quem rouba quadros famosos tem uma coleção secreta no submundo da apreciação de arte. Acontece que essa matéria do New York Times entrevistou Octave Durham, que foi preso por roubar dois trabalhos de Van Gogh. E aí descobri que, geralmente, o crime se dá por dinheiro. “Simples assim. Pessoas não roubam porque querem pendurar na parede. Nunca vi esse tipo de roubo por orgulho ou status”, disse Ursula Weitzel, a principal promotora pública em crimes de arte do Ministério Público da Holanda. Para ler outras curiosidades, como onde as obras foram encontradas, clique aqui

Quando a retomada acontecer

Em São Paulo, algumas flexibilizações no isolamento devem ocorrer ainda este mês, apesar das opiniões controversas. Neste link gringo, catorze atividades como jantar em um restaurante, ir à praia e usar um banheiro público são classificadas como pouco, médio ou muito arriscadas. 

O simbólico desejo por bolacha recheada e achocolatado 

Bisnaguinha com requeijão, miojo, doces mil: quantos sabores da infância você revisitou nos dias de quarentena? Essa matéria do Nexo Jornal explica: os alimentos que comíamos quando pequenos têm um quê reconfortante. As comidas com alto teor de gordura e açúcar podem “provocar uma reação no cérebro semelhante à que é causada por opióides. Sim, uma deliciosa fatia de bolo de chocolate pode causar uma sensação tão boa quanto drogas”. Além disso, os dias que vivemos como crianças são aqueles de segurança e estabilidade, memória que certamente queremos reviver, principalmente em tempos de incerteza. Clique aqui para ler o texto na íntegra

A arte em tempos sórdidos

Há algumas semanas, trouxe em uma ronda uma entrevista com a atriz Chloë Sevigny, na qual descobri a autora Olivia Laing e seu livro, The Lonely City (que está na lista de espera por aqui). Eis que, esta semana, me atualizando no site da Elle Brasil, vejo uma entrevista com a escritora! Na conversa, ela fala sobre o que vê na função do artista: “Para mim, é isso que significa ser artista: falar verdadeiramente sobre o que está errado no mundo, mas ao mesmo tempo inventar alternativas.” Para ler o texto completo, clique aqui

Por que não analisar os protestos nos Estados Unidos como “extremistas”

Essa matéria do LA Times condensa todas as explicações sobre porque os manifestantes norte-americanos que se revoltaram com a morte de George Floyd, simbólica de toda a violência discriminatória que a raça negra enfrenta diariamente, tem outras preocupações além do distanciamento social exigido pela covid19. “Afro-americanos têm vivido em um prédio em chamas por muitos anos, sufocados pela fumaça quando as chamas queimam mais e mais perto. O racismo nos Estados Unidos é como poeira no ar. Parece invisível — mesmo que esteja te sufocando — até que a luz do sol entra. Aí, você o vê em todo lugar”, resume a jornalista. Então, se a preocupação dos manifestantes não é a distância de dois metros ou se terão seus moletons roubados, ou ainda se vão colocar fogo em uma estação policial, é porque há gente morrendo todos os dias há muito tempo por causa do racismo. E por gente quero dizer pais, filhos, amigos, maridos, namorados e membros da comunidade. Eles estão no limite: extremo é viver com medo.

Para falar de racismo na nossa bolha

Mais do que enxergar a situação que acontece nos Estados Unidos, temos que voltar o olhar para o nosso país. Nessa coluna, Bianca Santana, jornalista, pesquisadora e autora de Quando me descobri negra, fala sobre o que é ser negro no Brasil, principalmente em tempos de coronavírus. Leitura obrigatória para entender o Brasil. 

Sobre revenge shopping

Amei essa reflexão da Thereza Chammas, do Fashionismo (acompanho há anos!) sobre revenge shopping (ou spending, ou buying), um fenômeno que temos visto bastante na Ásia, mas também na Europa, de voltar às compras de maneira impensada após a retomada das atividades econômicas paralisadas pela pandemia. Para o Brasil, Thereza faz um recorte essencial: “O consumismo desenfreado vem com tudo, mas também algo que nenhum país vai enfrentar com tanta força, as pessoas simplesmente não terão grana pra nenhum extra (estamos falando de moda e beleza, ou seja, extra). Impossível fazer um post como esse e não citar a questão econômica e social do país que, em tempos de pandemia, está pandemônica.” Sobre as previsões pós-pandêmicas, em breve entra no iLove.e uma matéria cheia de conteúdos interessantes! Me conta: você tem tido vontade de comprar coisas que vai usar sabe-se lá quando? Se sim, por quê? Beijos e até semana que vem. 

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