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24/04/2020 | Juliana Cunha

Ronda da semana: ir ao cinema, usar sutiã e casas de vila

Tudo Lifestyle História

Semana com feriado costuma significar, para mim, um respiro em meio à correria. Já nesta semana, o feriado tornou tudo meio esquisito, não consegui entrar no ritmo direito e minha cabeça está a todo vapor, mas com uma baita dificuldade de concretizar as coisas.

Uma coisa que me impulsionou um pouco foi ler a rotina de trabalho em casa de três editoras do The Every Girl, um site que adoro (a matéria é também um exemplo de publi que dá gosto de ler, sabe? Bem contextualizado!). Os horários, as refeições, os exercícios, o tempo dedicado a cada coisa: adoro saber como as outras pessoas levam seus dias. Li na semana passada Pessoas Normais, de Sally Rooney, um livro que me impactou bastante, e tem um trecho em que Connell diz que “gostaria de saber como as outras pessoas conduziam suas vidas particulares”. Você também sente isso? Mudando um pouco de assunto, dei algumas dicas de livros nacionais que adoro na minha coluna esta semana. Clique aqui para ler!

 
 
 
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Conselhos profissionais 

No assunto trabalho, li também as melhores dicas profissionais que pessoas como a escritora Conceição Evaristo e o CEO da Amaro Dominique Oliver já receberam. 

Arrumar a cama, depressão e isolamento

Assino a newsletter Maybe, Baby, da Haley Nahman. Ela era editora do Man Repeller e já apareceu por aqui na primeira ronda de todas. O toque pessoal da newsletter é muito gostoso e é uma forte recomendação minha. Cheguei um pouco atrasada, mas ela publicou há duas semanas o texto “Self isolation is a recipe for depression”, que retomou na última newsletter disparada. Nesse texto, me chamou a atenção a importância que ela deu para arrumar a cama. Eu sempre fiz isso logo ao acordar, mas tenho cuidado dessa tarefa com tanto empenho todos os dias que parece mesmo que organizar pequenas coisas a seu alcance dá alguma sensação de poder e alívio. “É como se ao impedir que minha casa caia aos pedaços eu fuja da implicação de que eu também estou”, divide Haley. Ela entrevista sua psicóloga e traça um paralelo entre isolamento e depressão. Identificação total.

É o fim do FOMO?

Bolsa, sutiã, maquiagem, secador, sapato de salto: começa assim a lista interminável de coisas que muitas mulheres já abriram mão por causa da quarentena. Os rituais de vestimenta e beleza, totalmente sociais, ficam agora descontextualizados, e o NY Times defende: sai o FOMO (fear of missing out, ou medo de ficar de fora) e entra em cena o JOLO (joy of letting go, ou alegria de abrir mão).

Casinha de vila 

Eu adoro voltar do trabalho para casa a pé. São 35 minutos para ligar para a minha mãe ou alguma amiga, ouvir um podcast, escutar minhas músicas preferidas ou simplesmente curtir a vista. Uma das coisas que eu mais gosto de ver são vilas com casinhas. Parece uma vida em microcomunidade, sabe? Quando vi essa história linda em uma bendita casinha de vila no Histórias de Casa (site que eu amo e já apareceu nessa ronda aqui), fiquei encantada. Não é que ela até foi capaz de unir um casal? “A parte mais gostosa de morar na vila é ter esse espacinho na frente da casa que é a rua, mas ao mesmo tempo não é. É como viver em uma rua de antigamente, mais social e amena”, comenta Gabriela, moradora da casa. Um charme, vai dizer?

Quando será sua próxima ida ao cinema?

O Morning Consult traçou previsões sobre a retomada de atividades normais - comer em um restaurante, ir para uma festa, ter uma reunião presencial - perguntando aos entrevistados quando eles se sentirão confortáveis para realizá-las. 30% deles só se sentirão confortáveis para viajar daqui a seis meses; para ir ao cinema em seis meses, 25%, e para ir ao shopping são 24% que o farão daqui um semestre. De novo, eis a questão: o que consideramos normal não é o normal que teremos daqui para frente

Olhares que machucam 

Li no jornal ontem e quis caçar o link para dividir. A Folha de S.Paulo publicou alguns depoimentos de profissionais da saúde que estão lidando diretamente com pessoas infectadas pelo coronavírus. Entre o medo e a frustração, tem o chefe de UTI equatoriano que divide sua angústia por ter feito testes que resultaram negativo: “Isso me traz grande intranquilidade, porque ainda posso ser contaminado e não sei qual será minha evolução.” Tem também o coordenador de enfermagem italiano que conta como seus sentidos foram transformados com as máscaras, luvas, capacetes e toda a parafernália que o protege. A pouca comunicação, feita com olhares, o tem afetado enormemente. 

Social network detox: ativar

A maquiadora Vanessa Rozan contou à Gama como foi a experiência de ficar três dias sem Instagram. Ao tirar o ícone da página principal do celular, ela conta que entendeu o quanto seu dedo ia mecanicamente para a rede social, sem pensar se de fato era um desejo. “Com o Instagram, é como se você vivesse por meio do que as outras pessoas estão vivendo — e sem fazer o que você deveria estar fazendo.” Você já fez essa experiência? Achei totalmente válido testar por um fim de semana se distanciar dessa ansiedade que a rede gera, principalmente em tempos de pandemia. Se você também resolver testar, me conta? Beijos e até semana que vem. 

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