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12/11/2020 | Juliana Cunha

Ronda da Semana: a cidade, a moda e as escolhas são políticas

Tudo Lifestyle Moda História

Acho que existe esse estigma que envolve a política e tudo que a toca, mas quando falamos que atitudes quaisquer são políticas, não significa nada além de que estas envolvem quem somos, no que acreditamos, de que forma agimos no mundo. Quais os nossos valores, o que pregamos, o que transmitimos para a comunidade onde vivemos. Política, aqui, pouco tem a ver com partidos, com administração do patrimônio público e agentes desse sistema. Tem a ver com o poder que temos por estarmos vivendo em sociedade, e como nos apossamos e usamos esse poder. A Ronda desta semana traz um pouco dessa intersecção de assuntos: tem o planejamento de escritórios de arquitetura para as cidades do futuro, um resumo da SPFW digital, a escolha de look da Kamala Harris no discurso da vitória, e mais. Boa leitura!

Cidades para pessoas

Com a certeza de que as cidades e a forma como são vividas serão transformadas, o The Guardian analisou propostas de quatro escritórios de arquitetura para um futuro urbano mais preparado para a sociedade pós-pandêmica. De uma mega rodovia para bicicletas a criar microcosmos dentro de cada bairro, as ideias nada mirabolantes visualizam um urbanismo voltado aos habitantes.  

A turbulência do trabalho em casa

Não à toa, sentimos uma sobrecarga nas obrigações quando passamos a trabalhar em casa. Com uma neblina entre o que é trabalho e o que é vida social e pessoal — isso em termos de espaço físico, horário, comportamento e vestimenta — tornamo-nos mais ocupados, e é sobre isso o debate da Gama esta semana. “Só de saber que seu chefe pode te enviar um email ou uma mensagem de texto tarde da noite, você já fica menos à vontade”, diz a psicóloga Claudia Hammond, autora do livro “Time Warped: Unlocking the Mysteries of Time Perception” (tempo distorcido: destravando os mistérios da percepção do tempo), sem tradução para o português. Com a mudança na noção do tempo, dá para desligar?

Falando em desligamento... 

O Nexo trouxe um lado B das divagações: elas, assim como os sonhos, são um reflexo da nossa atividade inconsciente, que se expande nesse momento em que o controle sobre nossas vidas cotidianas é ilusório. Com a pandemia, pensamentos repetitivos e persistentes são preocupações para mais pessoas, mas não precisamos nos ater a eles. Divagar é também uma forma de renovar a atenção a tarefas cotidianas, e mais: “A distração pode ser simplesmente agradável. Dada a monotonia, as restrições e o isolamento que estamos vivendo, a indisciplina e falta de limites das nossas mentes pode ser uma ótima fuga.” Você não sente que as pessoas parecem mais abertas a compreender que você está cansada, sem cabeça ou improdutiva?

Beleza e digital combinam?

Esse link do Belezinha, da Vânia Goy, resume as novidades da semana no mundo da beleza: de um gadget que personaliza cores de batom da L’Óreal aos três pilares da indústria no presente momento — higiene, autocuidado e digital —, saiba o que está em voga quando o assunto é o mercado de beauty.

Dias a fio na Bienal: saudade ou desapego?

No podcast Pivô, a Elle mostra um panorama sobre a SPFW de 2020, evento que comemora os 25 anos do evento. O áudio condensa itens como o fato de as 36 marcas terem feitos apresentações virtuais; ter sido a primeira edição que estabeleceu que metade do casting dos desfiles precisava ser composto por modelos negros, indígenas e asiáticos; e o debut de marcas como Misci e Freiheit. 

Quando a moda se afirma política

No sábado, dia em que foi divulgado o resultado da eleição norte-americana, a vice-presidente eleita Kamala Harris se pronunciou em discurso e via sua escolha de roupas: o terninho branco Carolina Herrera, em aceno ao pavimento construído por mulheres que a permitiu estar no cargo, remeteu às suffragettes, mulheres que lutaram pelo direito feminino ao voto. Já a escolha do branco mostra que ainda há muito por vir: “Embora seja a primeira mulher nesse posto, não serei a última”, declarou. 

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