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08/10/2020 | Juliana Cunha

Ronda da semana: as formas que a arte toca

Tudo Moda Lifestyle História

O que compõe a vida adulta?

Essa matéria fala sobre o fenômeno de voltar a morar com os pais depois de ter conquistado algum tipo de independência financeira. Específico sobre os millennials, o texto fala que a taxa de jovens adultos (entre 18 e 29 anos) norte-americanos morando com os pais agora é maior do que a dos anos 30, conhecidos como a Grande Depressão. Preocupadas com a situação financeira instável devido à pandemia e decorrentes demissões, essas pessoas encontraram no núcleo familiar uma solução, mesmo que momentânea: “A noção anterior de ter uma casa própria aos 30 e ser independente foi substituída pelo 'modo de sobrevivência’”, diz uma entrevistada. 

Saúde mental é pop 

Na Vogue Portugal, essa análise sobre como a cultura pop tem falado sobre saúde mental traz erros e acertos desde a década de 1960. Enquanto exemplos mais antigos trazem clichês já desmistificados e comumente reforçam tabus que lutamos para quebrar, séries contemporâneas dos anos 2010 trazem um frescor no debate. Os casos debatidos vão de Psycho (filme dirigido por Alfred Hitchcock em 1960) e Annie Hall (ou Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, de Woody Allen, 1977) ao atualíssimo Normal People (2020). 

Já dizia Walter Benjamin...

No eterno debate sobre o conceito de originalidade no mundo da arte, o The New York Times publicou essa reportagem com a descoberta de um estudante de arte, que revela que Edward Hopper, pintor nova-iorquino, copiava o trabalho de outros artistas no início de sua carreira. Hopper ilustrava em suas obras a noção de solidão na cidade (tema que Olivia Laing aborda com maestria em seu livro A Cidade Solitária, que já recomendei por aqui e que traz outros lados B do artista), e as telas que são meras reproduções trazem paisagens do campo. A descoberta, apesar de bem chocante, é um tanto quanto inconclusiva: muitos artistas começam a pintar reproduzindo obras alheias. Aliás, quanto a isso, uma indicação: a obra Só Garotos, de Patti Smith, que flutua pelas produções de nomes da música, das artes plásticas, da poesia e muito mais na Nova York dos anos 60 e 70. 

Da série gracinhas da semana

 

Esse apartamento com toque vintage levado a sério no Cup of Jo: da torradeira com carinha antiga à escrivaninha de madeira escura, tudo grita perfuminho retrô nas fotos desse lar. 

Um inegável legado

A morte de Kenzo Takada no último fim de semana, mais precisamente domingo, dia 4 de outubro, deixou um vazio na mundo da moda. Isso porque o estilista, conhecido apenas por Kenzo, levou a moda japonesa para a França e, posteriormente, para o mundo por meio de suas estampas. Ele, que dizia que “fashion is like eating, you shouldn’t stick with the same menu”, ou seja, a moda é como comer, você não deve ficar restrito ao mesmo menu, acreditava que roupas não devem ser levadas tão a sério, justamente porque todos as vestem. Sua estética criava uma amálgama de estampas, cores, culturas e limites, abraçando a diversidade e quebrando a visão hierárquica que existia até sua chegada, nos anos 70. Isso sem falar no seu trabalho com perfumes: quem nunca sentiu o cheiro do famoso Flower, lançado em 2000? A marca, que deixou de ter a direção criativa do japonês em 1999, está desde o ano passado sob comando do português Felipe Oliveira Batista.

Ainda sobre ele:

Esse texto do The Cut traz um depoimento em primeira pessoa traz o que foi viver a moda na era de Kenzo sendo um homem gay e asiático: “As pessoas fazem referência a Yves Saint Laurent e Karl Lagerfeld como as maiores figuras do século 20, mas para um gay chinês crescido no subúrbio, Kenzo era a grande estrela.” A autoria é de Humberto Leon, ex-diretor criativo da marca.  

A Chanel do tapete vermelho

Em seu último desfile no Grand Palais, monumento parisiense que estará fechado para reforma até 2024), a Chanel reinterpretou o frenesi de tapetes vermelhos para a Primavera/Verão 2021. Um letreiro ao estilo de Hollywood foi devidamente ressignificado com o termo Chanel, e a diretora criativa Virginie Viard apresentou um aceno aos clássicos da Chanel com uma pitada de exuberância nas modelagens oversized, como blazers e bermudas. No WWD, uma análise completa e fotos de todos os looks. 

Moda meets arte

Aqui, a Elle fala sobre como marcas e estilistas buscaram refúgio na arte para manter relevância e popularidade durante a pandemia. Como a arte é um meio certeiro de captar o zeitgeist por sua capacidade de acolher as angústias e confortos de todos, a moda encontrou em peças artísticas uma chance de mostrar como se conecta com seu público. De Bottega Veneta a Loewe, a movimentação rendeu doações, espaços virtuais de troca e coleções com viés mais artístico do que nunca. E você, como tem se conectado com a arte? Beijos e até semana que vem. 

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