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20/08/2020 | Juliana Cunha

Ronda da semana: arte, ritmo e o que nos move

Tudo Lifestyle Moda Beleza Decoração História

Expressão em tempos de isolamento

Esse texto do The New York Times fala sobre a moda como forma de expressão e como isso fica durante a quarentena: Leandra Medine (na foto à esquerda, aka Man Repeller, recentemente afastada do cargo de CEO da empresa devido a um escândalo trazido à tona pelo movimento Black Lives Matter) comenta que estamos recriando comportamentos e significados enquanto sociedade para passarmos por esse momento. Leandra, que diversas vezes postou looks coloridos e fundou a #goingnowherebutfuckitimgettingdressed, afirma que pensou na ideia da hashtag para responder à tristeza que sente de não ter ninguém recebendo as mensagens que transmite sobre si mesma ao mundo. Afinal, o impulso estético não vai embora

O impacto do burnout

O burnout é a doença dos millennials: para a geração obcecada com os empregos, que trabalha mais do que seus pais e avós, mas ganha menos, exibir sinais de estresse é, muitas vezes, uma bandeira carregada com orgulho. Como condição incentivada, é, então algo sine qua non dos jovens e, como sempre, impacta mais alguns setores do que outros. Esse artigo do The Cut debate o quanto o burnout é mais impactante, frequente e fragilizador para mulheres negras, que lutam também com as microagressões do dia a dia, a falta de oportunidades e a pressão constante para estarem disponíveis. 

Um legado no mobiliário

Aos 98 anos, morreu na madrugada da última segunda-feira (17) o arquiteto e designer Jorge Zalszupin. Nascido na Polônia, Jorge era judeu e fugiu do país durante a Segunda Guerra Mundial. Após estudar Arquitetura na Romênia, veio para o Brasil em 1949. Aqui, naturalizou-se brasileiro e deixou um legado no design de mobiliário em termos de modernismo, junto a nomes como Sergio Rodrigues, Joaquim Tenreiro e Zanine Caldas. 

Um investigador nato, fez experimentações com materiais como plástico, metal e vidro, além, é claro, do uso maciço da madeira nacional. Ele começou no meio desenhando móveis para as residências que projetava em sua atuação como arquiteto, devido à escassez de variedade no design local. Sua empresa, L’Atelier, foi crucial para criar um movimento de valorização das matérias-primas e desenhos que haviam para explorar por aqui e, por isso, vai deixar marcas eternas em nosso setor moveleiro. Leia aqui uma análise na Folha de S.Paulo

Ainda sobre design nacional

Sinto uma pontinha de orgulho quando vejo um projeto brasileiro em uma revista de arquitetura e décor gringa. Na última semana, a casa da designer de joias Bia Daidone saiu na Architectural Digest. Projetada pela dupla Alexandra Kayat e Joana Pini, da Mandarina Arquitetura, uma composição cheia de cores e traços tropicais — ela cita o uso da juta, o mix de madeiras, os designs de nomes como Sergio Rodrigues e elementos mineiros — faz da casa um neutro cheio de bossa, do tipo que apenas olhares atentos são capazes de flagrar. Toques da joalheria de Bia também se fazem presentes, caso do puxador de sua linha Casa

Beauty mode

 

 
 
 
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Uma publicação compartilhada por Lauren Conrad Beauty (@laurenconradbeauty) em

Além da chegada da Fenty Beauty (leia-se marca de maquiagem da cantora Rihanna, conhecida por sua variedade tonal de bases e demais produtos para a pele), outra novidade de beleza dos últimos dias foi o lançamento da Lauren Conrad Beauty. LC, famosa por ter participado de reality shows como Laguna Beach e The Hills, sumiu da televisão há algum tempo e passou os últimos anos se dedicando à sua linha de roupas e ao site The Beauty Department, hoje pausado. Agora, ela acaba de anunciar uma marca vegana e eco-friendly de maquiagem que, por enquanto, tem cinco produtos.

Segunda mão (mais que vintage!)

Esta semana, o Man Repeller se dedicou a produzir conteúdos sobre itens de segunda mão na moda: menos glamourizado que o “vintage”, o conceito abarca também a possibilidade de você mesma transformar itens do seu guarda-roupa e repaginá-los (tinta ou tesouras podem fazer milagres aqui). O texto de abertura dessa série é bem legal, e fala sobre como podemos incorporar o minimalismo como filosofia sem deixar de lado nossos gostos. 

Um debate sobre plástico

Atenção, amantes de compras online, temos um assunto urgente: a quantidade de plástico que é usada e, logo, descartada a cada encomenda que chega em sua casa. Além das caixas de papelão, do papel que envolve a roupa, do plástico da sacola a acolhe e das fitas adesivas, estamos falando dos papéis mil, das etiquetas com botões extra, das estruturas dentro de sapatos e assim por diante. É isso que debate essa matéria do Refinery 29, que menciona marcas norte-americanas comprometidas com uma mudança nesse cenário de exageros no chamado Responsible Packaging Movement, ou seja, Movimento de Embalagem Responsável. É hora de cobrar as marcas que ainda não estão atentas. 

Fugere urbem contemporâneo

Peço perdão por resgatar esse termo do Arcadismo e te lembrar das aulas de literatura do ensino fundamental, é que estamos vivenciando mesmo esse momento: com o home office cada vez mais pungente em nossas rotinas — muitas empresas enxergaram que ter profissionais no ambiente de trabalho diariamente não é tão produtivo ou lucrativo como se imaginava, e passam agora a instaurar idas espaçadas ao local de trabalho — tornou-se uma possibilidade mais aprazível morar fora das capitais. Aqui, em São Paulo, locais como Vinhedo, Granja Viana e Alphaville já estão sendo mais visados, e o movimento deve ficar cada vez mais intenso: a busca por qualidade de vida, afinal, não cessa. A Vogue conta mais sobre essa operação de fuga urbana nessa matéria. Queremos saber de você: o ritmo da cidade grande também te parece ter perdido a graça? Seja no campo, seja na cidade, tenha um bom fim de semana. Beijos!

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