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25/11/2020 | Tatiana Baronian

O Marrocos de Tati Baronian: destino inesquecível e fora do convencional

Tudo Lifestyle História

Marrocos não estava no Top 5 de lugares que eu sonhava emconhecer, mas morando na França, esse era um destino não só próximo, mas bem cogitado por aqui, então pensei "por que não"? Após uma extensa pesquisa com meu marido sobre o melhor roteiro de viagem pelo país, decidimos fazer uma viagem de dez dias de carro

À primeira vista, viajar para esse destino pode ser bem intimidador, principalmente para mulheres, e isso fica mais evidente em cidades mais ao norte do país, longe dos grandes centros. No entanto, tendo em mente que viajar é um eterno exercício de aprendizado e apreciação de outras culturas, isso não é algo que desanimador. Marrocos é um país com uma cultura muito rica e quase primitiva, e conhecê-lo é surpreender-se com as cores, os sabores, as vielas e os mercados, isso sem contar com as paisagens naturais de tirar o fôlego. 

Dito isso, começamos nossa viagem pela cidade mais turística, Marrakech. Chegando ao aeroporto, pegamos o carro que alugamos e fomos em direção ao nosso Riad: são antigas casas tradicionais que ficam dentro dos centros históricos e, hoje, muitas delas viraram pequenas pousadas. 

O que escolhemos foi o Jaaneman (acima), um Riad de cinco quartos dentro da Medina (cidade antiga murada). Estacionamos nosso carro fora da Medina, em um estacionamento público onde pagamos cerca de 3 euros por dia. Um dos recepcionistas do Riad foi buscar a gente lá, pois é quase impossível encontrar o local somente com o mapa na mão. E fique atento: isso nos aconteceu outras duas cidades onde ficamos hospedados.

Marrakech é bem turístico. Lá é possível ver e conviver com a cultura local, mas muitas coisas são literalmente voltadas para o turismo, o que é ótimo uma vez que você se sente acolhido e seguro (pelo menos durante o dia). Ficamos hospedados três dias e visitamos os principais pontos turísticos: Souk (acima, à direita), Le Jardin Secret, Museu Yves Saint Laurent, Jardim Majorelle (acima, à esquerda), Praça Jemaa el-Fna, Palácio da Bahia e Palácio el Badi.

Fizemos tudo a pé! Não pegamos táxi e nem guia. Fomos aos lugares que gostaríamos de ir apenas com um mapa na mão.  

 Após três dias em Marrakech, seguimos para o deserto do Saaara. Fizemos um roteiro pensando em passar por lugares que queríamos muito conhecer antes de afundar os pés na areia.

Pegamos o carro e fizemos a rota que passa por Tzin’Tichka (acima, à esquerda) e Kasbah Aït-Ben-Haddou (acima, à direita) até Ouarzazate, onde nos hospedamos por uma noite para seguirmos por mais sete horas de viagem até o deserto. Nesse trecho, as estradas são complicadas e o Google Maps não funciona com modo navegação, por isso sugiro alugar um GPS. 

No caminho para o deserto também passamos por Dadis e Thighir, onde você pode se deparar com pequenos oásis. De lá, desviamos para Gorges du Todra (abaixo, à esquerda).

O deserto foi uma agradável surpresa, que lugar delicioso. Estar de carro também nos permitiu visitar lugares sozinhos e com vistas incríveis como Lac Dayet Srij. Exploramos as dunas, andamos de buggy e, no fim do dia, ainda curtimos a piscina do hotel com um bom vinho. Aliás, se você fizer questão de tomar um drink durante essa viagem, existe um único lugar que vende bebida alcoólica em Mezourga, chamado Restaurant Jordi & Naima. Marque este lugar e leve a sua bebida para o seu hotel. Lá eles guardam e te servem nas refeições.

Saindo do deserto, seguimos numa viagem bem longa até Fès (foram mais ou menos oito horas de carro, já que a estrada é difícil). Optamos por fazer também um caminho maior para passar por alguns pontos que gostaríamos de conhecer, como Vallée du Ziz, Barrage Al-Hassan Addakhil, loresta do Cedro Gouraud e Ifrane, conhecida como a cidade suíça de Marrocos.

Chegando em Fès (acima), ficamos hospedados em um hotel dentro da Medina, o Hotel Bahia. Sobre essa cidade, vou replicar o que eu escrevi no meu Instagram. “Fès não é a cidade mais linda, nem a mais cheirosa, nem a mais organizada. Eu diria até que Fès não é para turismo. São muitas pessoas, muitas ruas (impossível andar sem um guia), mas é com certeza onde você entende o que é o Marrocos. As universidades que se misturam com a religião, o artesanal por tudo, a cultura quase primitiva (onde o meio de transporte ainda é com burro ou cavalo). Isso é' Fès, uma loucura sem igual, um pouco irritante, mas ao mesmo tempo cheia de história."

Saindo de Fès, seguimos viagem para o último lugar da nossa viagem, a cidade Azul, Chefchaouen. O apelido foi criado por causa das casas na Medina, pintadas de azul. Existem várias teorias do porquê dessa cidade ser toda em  azul. Uma delas é que no período da Inquisição espanhola, os judeus migraram para essa cidade e pintaram as suas casas para representar o céu, o paraíso. Também chegamos a ouvir a versão de que a cor ajudava a espantar mosquitos, rs.

Assim como em Fès e Marrakech, ficamos hospedados dentro da Medina (que é bem mais tranquila e vazia do que as outras cidades). O hotel chama-se La Petite Chefchaouen, outro hotel pequeno, mas bem moderno. Como em todas as medinas, você vai encontrar lojas de produtos tradicionais marroquinos, de souvenirs a tapetes. A que eu mais gostei foi uma loja de sabonetes artesanais chamada La Botica De La Abuela De Aladdin (acima, à direita).

Depois de dois dias em Chefchaouen, nós voltamos para Fès e nos despedimos da nossa imersão pelo Marrocos. Em cada viagem que eu faço eu tento absorver o máximo da cultura local, me adaptar aos costumes e respeitá-los, e no Marrocos não foi diferente. É um lugar que me surpreendeu em diversos aspectos e me enriqueceu de conhecimento. 

A seguir, o mapa da viagem:

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