X

Tudo o que você mais ama

Assine para receber muitas novidades,
promos, dicas e achados do fantástico
universo online. E claro,
tudo isso com muita inspiração.

X
20/08/2019 | Manuela Rahal

Manuela Rahal conta porquê para salvar o mundo, é preciso uma revolução de dados

Tudo Lifestyle História

Essa é a coluna mensal da entrepeneur e PR, Manuela Rahal. Dessa vez, a Manu traz uma reflexão necessária e superimportante para os nossos dias atuais. Role a página e mergulhe no texto dela.

PARA SALVAR O MUNDO, UMA REVOLUÇÃO DE DADOS

Todo dia me pergunto se esse mundo tem salvação. Não ideologicamente, pois isso já é um caminho sem volta, ao meu ver. Mas tenho me preocupado muito com o fim do mundo, o fim das espécies.

Quando falamos de fim das espécies, não consigo deixar de pensar no Oceano, pois viemos de lá e a vida marinha é infinitamente rica. Canudos e sacos plásticos viraram os grandes vilões, assim como todo o lixo que é depositado no maior e mais importante lugar do planeta, a cada segundo. A verdade é que é tudo culpa nossa mesmo, e essa culpa deve ser carregada por cada ser humano.

Essa semana li uma matéria na Wired que abriu muito minha forma de encarar esse semi apocalipse causado por nós mesmos. Se temos a tecnologia para poluir, temos a tecnologia para despoluir e devolver o espaço à vida que ali habita.

Uma revolução de informações poderia salvar o planeta. Para combater um problema, temos que entender exatamente o tamanho dele. Quanto plástico está lá fora? De onde isto está vindo? Nós realmente não sabemos, porque não medimos isso. As Nações Unidas têm 93 indicadores para medir as dimensões ambientais do "desenvolvimento sustentável" e, surpreendentemente, a ONU descobriu que temos pouco ou nenhum dado sobre 68% deles - como a rapidez da degradação da terra, a taxa de acidificação dos oceanos ou o comércio de animais selvagens caçados.

Às vezes isso acontece porque não coletamos; em outros casos, alguns dados existem, mas não foram compartilhados globalmente, ou estão em uma infinidade de formatos incompatíveis. Não importa o que aconteça, estamos voando cegos.

Se queremos ajudar nosso planeta a se recuperar, precisamos construir um "ecossistema digital para o meio ambiente". A boa notícia é que temos as ferramentas. Se há uma coisa em que a tecnologia é excelente (para o bem e para o mal), é a vigilância, certo? Vivemos em um mundo repleto de câmeras e computadores de bolso, computação em nuvem titânica e as percepções incrivelmente agudas do aprendizado de máquina. E essas coisas podem ser usadas para algo realmente valioso: estudar o planeta, com o objetivo certo.

Vamos pegar como exemplo o Global Fishing Watch, uma organização sem fins lucrativos que rastreia as embarcações de pesca do mundo, procurando por pesca excessiva. Eles usam de tudo, desde sinais de GPS emitidos por navios até imagens infravermelhas por satélite de iluminação de navios, conectados a networks. Se quisermos melhores dados ambientais, precisaremos de empresas com fins lucrativos com a experiência e sensores de ponta para participar também.

Um segundo exemplo seria as empresas detentoras de satélites, elas tiram fotos diárias da Terra, mas o uso é comercial. Costumam ser contratadas por seguradoras e financeiras, que adoram usar esse tipo de dados para nos assustar e fechar mais negócios. Imagina se essa informação fosse usada para ajudar a reverter a crítica situação do planeta?

Não podemos esquecer do nosso Deus atual, o Google, que digitalizou 30 anos de medições de toda água do mundo e criou uma ferramenta online, acessível a todos. E não pensem que toda essa tecnologia está disponível apenas para cientistas, ela pode empoderar pessoas comuns também. Na Califórnia, por exemplo, foi criado um app para mapear as margens do rio Los Angeles, com a ajuda de voluntários, ou seja, cidadãos comuns. A partir disso, as cidades do entorno do rio podem usar esses dados para fazer pequenas intervenções, como identificar pontos de acesso que precisam de mais lixeiras ou limpeza frequente.

Na China, 300 milhões de pessoas usam um outro app que permite doar dinheiro para plantar florestas e monitorar seu crescimento através de imagens de satélites e outras câmeras locais. Já foram plantadas cerca de 13 milhões de árvores.

O envolvimento de toda a sociedade é imprescindível, estamos muito muito muito atrasados no relógio climático. Precisamos da determinação de bilhões de Gretas Thunbergs. Será que dá?

explorar

Compre

Em destaque

assine nossa newsletter

Voltar ao topo Voltar ao topo