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17/03/2020 | Juliana Cunha

Para ficar em casa: 5 livros indicados por nossa editora

Tudo Lifestyle História

Foi na Black Friday de 2018 que me dei conta: até então, naquele ano, eu só tinha lido três livros. Motivada pela firme ideia de que boas histórias movem o mundo, naquele belo dia resolvi mudar: comprei um bocado de livros e aumentei para seis o número de leituras do ano. Ainda insatisfeita, decidi que o próximo ano seguiria outro roteiro: não estabeleci metas numéricas, provavelmente inatingíveis, mas imergi na literatura no Instagram, em revistas, em conversas. Adquiri vários, peguei tantos outros emprestados e acabei 2019 tendo lido 31 livros

Não que você precise alcançar essa ou sequer qualquer quantidade, mas se você gosta de ler e quer voltar a se apaixonar - principalmente em tempos de isolamento social -, te proponho: sem estipular nadinha, que tal criar momentos para ler assim como você cria para rolar o feed - nada contra, juro!, ver uma série ou ir ao cinema? Para um empurrãozinho, fiz uma listinha cheia de subjetividades do que li e nunca esqueci. Antes, devo alertar que eu gosto de leituras poéticas e metafóricas, que emocionam sem pretensões. Eis a lista. Quem sabe não funciona para você também?

O livro que me fez querer ler mais

A Elegância do ouriço (Muriel Barbery). De um lado, as vivências de Renée, zeladora de um prédio rico em Paris que, apesar de reservada e solitária, é uma apreciadora assídua de arte; de outro, as anotações do diário de Paloma, moradora do mesmo prédio que planeja cometer suicídio no 13º aniversário. A chegada de um novo vizinho coloca em perspectiva tudo que elas conhecem, pensam, sentem e vivenciam. O título faz referência à Renée, que à primeira vista é uma um ouriço eriçado, mas em foro íntimo é muito culta e referenciada. Fala sobre morte, vida, a importância da arte e sentimentos: uma leitura magnética

O livro com a história que dá vontade de devorar

Pequenos incêndios por toda parte (Celeste Ng). Fire meets gasoline: retrata a artista nômade Mia Warren e sua filha adolescente Pearl, que chegam à cidade perfeita de Shaker Heights, onde passam a se relacionar em vários níveis com a família perfeitamente intocável de Elena Richardson. Ao explorar segredos, relações entre gerações e tentativas incessantes de encaixar em padrões, faz pensar sobre relações familiares - a maternidade em especial - e tem uma frase que guardei comigo: “Você sempre vai ficar triste com isso. Mas não significa que fez a escolha errada. É só algo que vai ter que carregar com você.”

O livro nacional

Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios (Marçal Aquino). Virou um filme (dizem que lindo) que nunca vi - só quero manter a história como a imaginei, entende? O protagonista, Cauby, é como eu - “E eu, no que acreditava? Difícil dizer. Talvez na beleza, a única coisa que me pôs de joelhos no mundo. À minha maneira, eu seguia nesse tipo de religião”, afirma ele. Em tempos alternados, conta a história dele, que acaba de se mudar para uma cidade no Pará e conhece Lavínia, mulher de histórias emaranhadas que acaba por fisgá-lo - e a você também, tenho certeza. 

O Pulitzer nada boring

A Visita cruel do tempo, de Jennifer Egan. A autora viaja pelo tempo e pelo espaço de uma maneira tão costurada que você quase se perde. Em alterância de vozes, essa obra vencedora do Pulitzer de 2011 traz 13 curtas e envolventes narrativas que falam sobre indústria, família, celebridades, drogas e idade revelando a construção e desfalecimento dos sonhos e planos

O livro fora da (minha) caixinha

Acabei há poucas semanas A História Secreta, de Donna Tartt. Não sou muito do romance policial, mas esse merece um capítulo à parte. Alguns dizem que a autora é prolixa demais, mas para mim a narrativa só tem a potência que tem por causa da riqueza de detalhes. Conta a história do narrador Richard Papen e quatro amigos, que estudam Grécia antiga em uma seleta universidade em Vermont focada em artes e humanidades. Entre reuniões filosóficas e festas típicas da pós-adolescência, eles se envolvem em um crime e o livro conta, de trás para frente, a saga que culminou no assassinato em questão, em uma trama de segredos bem costurada pela subjetividade de Richard. 500 páginas - e perderia se fosse mais condensado.

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