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06/07/2020 | Juliana Cunha

Julls: joias de contornos tropicais vem ganhando o mundo nas mãos de Debora e Camilla

Tudo Moda História

Jogue a primeira pedra — ou gema — aquele que não procurou no Google a grafia certa de jewelry. Para abrasileirar as coisas, em todos os sentidos, a dupla Debora Lucki e Camilla Guimarães batizou de Julls, corruptela esperta e com uma sacada a la tropical, sua marca de representação de joalherias brasileiras. 

Na prática, o que elas fazem é selecionar marcas brasileiras que representam o melhor da joalheria nacional e apresentá-las a multimarcas de luxo no exterior como Moda Operandi e Net-a-Porter. Estão em seu portfólio nomes como Aron Hirsch, Carolina Neves e Olsen K — além de Abi Project e Luiza Dias 111. Mas se engana quem pensa que elas fazem só o trabalho gostoso de viajar e contar a história das joias: elas também manejam todo o processo de estoque, exportação e outras papeladas burocráticas para as etiquetas interessadas no gostinho internacional. 

Conversamos com Debora e Camilla, nomes à frente da empreitada que uniram forças — a primeira, vinda do mundo da moda, e a segunda, da arquitetura e design — para mostrar ao mundo o que é que a joia brasileira tem.

O que é a Julls

“A Julls é uma empresa de representação de joalheiras brasileiras no mercado internacional e consultoria de marketing e posicionamento no mercado nacional. Existe há quase cinco anos, quando começamos a desenhar um negócio juntas. Entendemos que havia uma demanda de marcas brasileiras de design nacional que tinham interesse em uma expansão internacional mas lhes faltava acesso, ferramentas, networking e um formato ideal. Chegamos a esse formato de pool para apresentar as marcas para buyers de grandes multimarcas on e off-line. São várias marcas juntas seguindo uma linha de curadoria. Fazemos edições internacionais em torno de três vezes por ano, e nelas representamos, operamos e gerenciamos toda a parte internacional, da divulgação à exportação.”

Sobre a receptividade internacional 

“No primeiro momento, contratamos um personal relations em Nova York que nos apresentou para alguns buyers. Esse mundo é muito fechado e o acesso é muito restrito, então entendemos que a primeira edição tinha que ser de impacto. Alugamos uma cobertura e convidamos os buyers, isso gerou muita receptividade. Ele entenderam que levamos várias marcas, em torno de dez, já com uma curadoria focada no mercado deles. É um trabalho bem mastigado para fidelizar os agentes, e assim entramos no calendário.”

Os atrativos da joalheria brasileira

As pedras e a variação de gemas coloridas são muito bem aceitas e os designers do Brasil trabalham bem com essa variedade. Também somos bem vistos do ponto de vista criativo pelo design autoral. O made in Brazil continua muito cotado, e também temos uma questão de qualidade de matéria-prima.”

Sobre a seleção das peças 

“Fazemos uma curadoria baseada no DNA de cada multimarcas e só levamos marcas com potencial, que estão preparadas e maduras para o mercado internacional. A curadoria de cada viagem combina design autoral, matéria-prima de qualidade e acabamento impecável, e é rica em termos de estilo. Selecionamos aqueles que funcionam lá fora, mas também não conflitam entre si para não competirem.”

A experiência em Londres

“Fazemos há quatro anos uma atuação no mercado norte-americano, mais especificamente em Nova York. Resolvemos fazer a primeira edição em Londres este ano para atingir o mercado europeu, e foi muito interessante. O foco de Londres é atender o mercado do Oriente Médio, que consome muita alta joalheria. Fizemos uma vasta seleção desse nicho, porque sempre focamos no mix de minimalismo, tradição e alta joalheria.” 

Adaptações ao momento de pandemia

“Estamos super ativas nos pontos de venda on-line e abrindo novos negócios mesmo nesse momento. A Couture Las Vegas, feira que aconteceria em Junho e foi cancelada, fez com que nos reinventássemos. Estamos desenvolvendo um material digital dos nossos clientes pois os buyers estão abertos a receber novidades dessa forma, uma vez que não terão oportunidade de ver as joias ao vivo. Inesperadamente, tivemos ótimas vendas de clientes em pontos de venda como Net-a-Porter e Moda Operandi. O mercado não parou e sentimos que o segmento de luxo continua ativo!”

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