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29/08/2019 | Juliana Cunha

Jucá Mobília: um papo sobre design de mobiliário

Tudo Decoração História

Quantas vezes você já ouviu que momentos de crise são boas oportunidades para desenvolver novos projetos e enfrentar desafios? Eis um exemplo de quem obteve sucesso com essa premissa, porque foi justamente um cenário de adversidade o ensejo da criação da Jucá Mobília. E não é que deu certo? 

O trio de arquitetos Carmen Mendonça, Milena Chuba e Rafael Sandrini recebeu o iLovee no ateliê que mantém dentro do OficinaLab, na Barra Funda, bairro na zona oeste paulistana, para um bate-papo sobre design brasileiro, oportunidades e expansão de horizontes. Para combinar com essa descontração, eles estrelaram nossas fotos usando tênis Fiever.

 

“O mercado dava sinais de que entraria em crise quando me formei em arquitetura”, conta Carmen. “Eu decidi fazer um curso de marcenaria, já que sempre me interessei por trabalhos manuais. Ao concluir o curso, no meio de 2016, meu móvel teve uma repercussão muito boa e arrisquei as fichas em um novo negócio”, destrincha ela. A Jucá foi criada no início de 2017 pela Carmen e por Julio Fernandes. “Poucos meses depois, o Julio se mudou para a Austrália para estudar e nessa época chamei o Rafa, que estava concluindo a graduação, e a Mi entrou ao fim do ano passado”, acrescenta. 

O beabá da consolidação

Carmen e Milena fizeram arquitetura juntas, e Rafael, colega de profissão, entrou no time por ser amigo da primeira. Menos de três anos depois do pontapé inicial, a Jucá não só marca presença em território nacional - acaba de participar da MADE (Mercado. Arte. Design), feira comandada pelo trio Waldick Jatobá, Bruno Simões e Élcio Gozzo - como passa a explorar outros países. Estamos falando da Itália, onde ocorre a Semana de Design de Milão, que recebeu o trio em abril deste ano. 

“A Semana de Design de Milão foi uma ótima experiência: a cidade toda fica fervilhando, com visitantes e designers de todo o mundo. Apresentamos nossos móveis em vários idiomas, na medida do possível”, comentam eles. Uma percepção importante e motivadora foi de que o conceito da Jucá foi compreendido e absorvido em âmbito internacional: “Vimos um senso de que nossos móveis continham memória e afeto, já que as pessoas mais velhas nos diziam ter afinidade com o granilite e a palha trançada.”

A identidade brasileira e a memória como combustível

Palhinha e granilite, inclusive, são elementos que o trio à frente da Jucá explora, em uma busca por uma brasilidade em termos estilísticos. Por meio do conceito “móveis que contam histórias”, eles apresentam um trabalho que revisita materiais que fizeram parte do mobiliário brasileiro no século XX. “Com relação a madeira, buscamos trabalhar com madeiras nacionais e valorizar o que vem da nossa biodiversidade, e não utilizamos madeiras que correm risco de extinção”, elaboram. O grande diferencial? O design autoral e contemporâneo combinado à memória suscitada pela matéria-prima

As inspirações para o design dos produtos, conforme contam eles, vêm de uma combinação dos designs gráfico e de mobiliário. Até por isso, fizeram este ano o primeiro objeto da marca: uma bandeja de granilite. A inquietação para diversificar a linha surgiu a partir do material, inclusive. “Ele casa bem tanto para móveis grandes quanto para pequenos objetos: tem um charme. Nossa linha é predominantemente composta por móveis grandes, e ter objetos permite que o cliente consiga vir buscar o item conosco e levar embora com as próprias mãos.” Minuciosidades inventivas dos novos expoentes do design nacional.

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