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11/01/2018 | Maria Luísa Alves

iLoveeRio: A FUSÃO DO ESPÍRITO EMPODERADOR DA WASABI COM O DELICADO VERSÁTIL DE LU Schroder

Tudo Moda História

Um móvel colorido ao centro, araras e mais araras de roupas-desejo (também coloridas) e sapatos e joias que a gente não sabia se classificava como acessórios ou itens de décor – de tão bem encaixados que estavam naquele espaço. A loja-casa-museu da Wasabi, marca carioca que vale a pena conhecer, fica no shopping Fashion Mall no Rio de Janeiro e foi o cenário escolhido para mais um dos nossos encontros do projeto iLoveeRio. Dessa vez com Daniela Sabbag e Ana Wambier, fundadoras da brand, e a designer de joias Luisa Schroder.

Se você está se perguntando qual é a ligação entre elas, a gente explica: as cariocas haviam acabado de lançar a coleção Maré, uma série de joias by Luisa Schroder em parceria com as meninas da Wasabi. Se o trabalho delas tem tudo a ver um com o outro? Não, e ainda bem! “A Luisa é muito talentosa e tem uma maneira de trabalhar diferente da nossa, o que foi ótimo”, contou Dani, que era só elogios para o trabalho da Lu. 

 

Quando nós três nos encontramos, foi uma delícia! Cada uma foi suavizando e potencializando a outra. Foi uma história muito respeitosa, um trabalho a seis mãos.

Entre um suspiro e outro pelas estampas vibrantes que são a cara da temporada, fomos descobrindo mais detalhes sobre essa partnership super positiva para o mundo da moda. A coleção, composta por colar, pulseira e cinco brincos, é a combinação perfeita da vibe leve da Lu com o lado extravagante da Wasabi. “A Luisa é organizada, minuciosa e delicada, assim como o produto dela. Já a Wasabi é mais bold e escandalosa! Eu e a Ana somos assim, agitadas, fazemos mil coisas ao mesmo tempo. Nós dissemos: ‘Lu, traga sua delicadeza e coloque nessas grandes formas que são a cara da Wasabi.’” 

SHOP THE LOOK

Essa parceria começou por intermédio da Na Bossa, agência que assessora a marca da Lu e já ganhou matéria por aqui – você viu? Clique aqui para ler ao fim deste texto. E ela só tem a elogiar os frutos dessa indicação. “Tenho minha marca há três anos, e, para mim, você se juntar a outra brand vai sempre agregar muito para os dois lados. Não tem como não ser uma experiência muito boa”, revela Lu. “A gente bateu muito cabeça, mas aprendemos tanto no processo que valeu por tudo, rs.”

 

Claro que nem tudo são flores: durante o processo, o maior desafio das meninas foi conseguir unir o conceito das marcas para ambas terem sua característica e essência no resultado final. Porque, como disse a Lu, “não adianta fazer uma parceria se uma das marcas acaba não tendo sua identidade ali, de cara”. Por isso, elas conversaram, trocaram figurinhas (e muitos desenhos!), e, no final, as três concordam em um ponto e o resultado não poderia ter sido melhor. Como a gente pôde ver de perto, as joias são incríveis e passam essa sensação de co-branding com excelência. 

A tradução da Lu para o que nós propusemos foi inusitada e perfeita.

SHOP COLEÇÃO MARÉ

Depois de entender mais sobre essa parceria de super sucesso – e ficar encantadíssimas com o astral que as três exalam – conversamos separadamente com as fundadoras das duas marcas em um bate-papo mega inspirador, que você lê na íntegra nos próximos parágrafos.

A gente já adianta: é uma verdadeira aula de business, branding e empoderamento da mulher. 

TALKING TO... LU SCHRODER

iLovee: Lu, a gente sabe que você tem uma história muito próxima com a ourivesaria. Conta pra gente como começou tudo isso, e posteriormente a sua marca?

Luisa: O meu contato com a joalheria começou desde cedo e esse universo sempre me encantou muito! Acho muito especial toda essa coisa de ela remeter à memória e à tradição. Quando fiz 15 anos, minha avó me deu de presente um par da pedra água marinha, e uma missão: a partir dele, eu deveria desenhar meu primeiro brinco. Foi uma experiência maravilhosa! Anos depois, na faculdade de Design, eu estava no momento de escolher minha área de especialização e surgiu a oportunidade de fazer um curso de ourivesaria. Aí, desde a primeira aula, já sabia que seria com isso que eu iria trabalhar. Fiz cursos fora, estagiei na H. Stern e aprendi pra caramba. Foi então que surgiu a minha marca, resultado de toda experiência que tive dentro do mercado.

iLovee: Que demais! E como você constroi o conceito da brand?

L: O que eu busco explorar dentro da marca Luisa Schroder é justamente a ideia de que a joia tem uma memória, um significado. Ela tem que trazer uma emoção para a cliente – desde a hora em que ela entra em contato com o meu produto, até a própria experiência da compra ou a forma como ela usa.

iLovee: E como você acredita que a sua cliente utiliza a sua joia?

L: Eu acho que, assim como a arte, a joia só está completa quando ela entra em contato com o corpo da pessoa. O mesmo acontece quando você veste uma roupa: é uma extensão de quem você é. Por isso, eu adoro saber como as minhas clientes usam a joia. Tem sempre aquela que usa somente para uma ocasião especial, enquanto a outra usa para qualquer ocasião, seja para malhar, ir ao trabalho, à praia... Também adoro receber relatos de histórias das clientes, por exemplo, “fui pedida em casamento com a sua aliança” ou “foi a primeira joia que comprei com o meu salário”. E é exatamente isso: a joia não diz nada se ela está no expositor; ela precisa estar sempre ligada a esses momentos especiais. 

 

iLovee: Muito legal, Lu. Agora, pra finalizar, conta pra gente: o que mais te inspira a criar?

L:  Eu sou carioca. Nasci no Rio e vivi minha vida inteira aqui. Uma coisa que definitivamente me inspira é o estilo de ser da carioca – mas, às vezes, é até um certo desafio.

Eu sou carioca e eu crio para a carioca. O resto vai vindo como consequência.

iLovee: Em que sentido é um desafio, Lu? Como é o jeito de ser da carioca?

L: A carioca não se produz tanto como a paulista ou a mineira, por exemplo, então você deve entender como o seu produto pode entrar no cotidiano de uma pessoa que é mais despojada; ainda mais falando de joia, que é um produto mais caro, que as pessoas automaticamente remetem a algo mais antigo. E o que eu percebo muito é: o dia da carioca começa e ela vai emendando o trabalho num happy hour, depois numa noitada, ou está na praia e vai almoçar num restaurante mais bacana e emenda em um drink em algum lugar. Então, essa peça que eu ofereço tem que conseguir transitar bem entre todos esses ambientes e horários. Não pode ser muito pesada, não pode chamar tanta atenção por conta da violência – que, infelizmente, nesse momento exige que a gente fique mais esperta. São esses mais ou menos os “pré-requisitos” da carioca e, além disso, tem que ser uma peça que se diferencie do que já encontramos no mercado.  

SHOP LUISA SCHRODER

TALKING TO... DANI, CO-FOUNDER DA WASABI 

iLovee: Dani, queríamos saber um pouco mais da mulher Wasabi. Como ela é?

Dani: A Wasabi tem a missão de ser potencializadora. Nossa mulher é qualquer mulher que queira dar voz a grande força e personalidade que está dentro dela, talvez escondida por uma série de motivos. É nosso papel dizer: “espera aí que eu vou te ajudar”, e a gente faz isso dando cores e grandes formas para ela usar. É uma mulher que, depois de alguns anos e um pouquinho de casca, pode ser o que ela quiser – e ela é coisa pra caramba!

iLovee: Que incrível! E a relação da marca com o Rio de Janeiro, como se traduz?

D: Apesar de a Wasabi ser uma marca muito internacionalizada – ela é aceita em qualquer lugar –, acho que ela tem uma grande história que abraça muito o Rio. Ambos são símbolo de muita personalidade e malemolência, e a roupa da Wasabi traduz isso, essa ideia de ser o que você quiser, do jeito que você quiser e na hora que você quiser.

 SHOP THE LOOK

iLovee: E em que ocasião a carioca usa a roupa da Wasabi?

D: A gente fala que a roupa da Wasabi é super usual no Rio, do café da manhã até uma dinner party. E quando a gente diz dinner party não é qualquer jantarzinho, não – porque a um jantarzinho ela vai com certeza! –, mas uma festa mais chique mesmo. É uma roupa que, mais do que tudo, não veste a mulher, a mulher é quem veste ela. Realmente faz transparecer a personalidade de quem usa. Então, você vai estar sempre bem, adequada, nunca vai estar demais nem de menos, mesmo usando a roupa de manhã até a noite. Aliás, acho que essa é a grande qualidade do Rio. Ele passa isso pra gente: nós não somos personagens, somos atores de nós mesmos. Estamos prontos para qualquer coisa, a qualquer momento e não precisamos nos montar demais, não.

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