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08/10/2019 | Juliana Cunha

O fazer artesanal de Isa Bagnoli e suas joias

Tudo Moda História


A natureza é muito forte e sempre me inspira”, anuncia Isabella Bagnoli. Formada em Administração, ela sempre teve um pézinho na arte. “Acabei pegando outros caminhos para chegar ao mesmo lugar, do lado de cá da criação”, conta ela, hoje à frente de uma marca de joias que leva seu nome. Isso porque, desde a adolescência, Isabella sempre foi do tipo que montava acessórios para amigos e familiares. 

Depois de diversos cursos de ourivesaria, o trabalho dos metais preciosos, Isabella se enveredou pela moda, da área financeira à criativa, e assimilou que não dava para fugir do mundo das joias ou do desejo de ter seu próprio negócio. Hoje certificada pelo Gemology Institute of America, ela desenvolve peças de prata e ouro na empresa que criou em 2016 e, como explica, se inspira naquilo que é orgânico. Fotografamos Isabella junto à Karina Shigeeda e à Daniela Rodrigues, de sua equipe, com algumas criações da marca: alguns hits que se tornaram clássicos e uma dose fresh daquilo que vem por aí.

Movida pelo fazer artesanal

“Uma grande fonte de inspiração é a matéria-prima: as pedras e suas cores. A última coleção, Bubbles, foi inspirada em formas arredondadas e na lapidação cabuchón, por exemplo. Às vezes, o que me guia é a especificidade de um lote de pedras”, elucida. Outra fonte de ideias é a simbologia protetiva de cada material, algo que ela leva em consideração ao desenvolver os itens. A coleção “Além”, feita em colaboração com a consultora de moda Bia Perotti, por exemplo, foi entremeada por olhos de proteção.

Isabella fundou sua marca porque sentia falta de acessórios de prata, mas com “acabamento de joia”: “Queria pedras, cores, texturas, lapidações, misturas diferentes com prata, que eu não achava para consumir.” Pensando nisso, ela faz questão de acompanhar ao máximo os processos de produção de seus produtos. “Faço o possível para trazer para perto de mim, e oficina, loja e escritório ficam no mesmo lugar, tanto para que eu possa estar atenta, como para o cliente conhecer o processo produtivo”, divide. 

“Por mais que possa haver etapas mecanizadas na produção, acabamento, montagem e cravação são feitos à mão”, conta Isabella, que preza por um atendimento minucioso. “As joias por encomenda dão trabalho, mas é algo que gosto muito de fazer e, mesmo que a empresa cresça, não quero ter de abrir mão”, avalia. Além da importância para o faturamento, o trabalho personalizado gera insights: depois de ser procurada por muitas noivas, ela teve a ideia de investir em uma linha para esse público, que oferece pentes, brincos e tiaras.

Além das personalizações, as peças mais vendidas são as com orquídeas, as com turmalina melancia (de duas ou três cores), e aquelas com pedras brutas. “Uma coisa que eu aprendi nesses anos é que tenho sempre que equilibrar as vendas e o lado criativo. Se penso muito em números, deixo de lado meu DNA e o encantamento dos clientes. Eu tento não me comparar, e percebi que quanto mais me entrego, mais dá certo”, revela a designer. Para os curiosos de plantão, o ateliê de Isa Bagnoli está localizado no Prédio das Heras, à Rua Joaquim Floriano, 111, no Itaim Bibi, em São Paulo (SP).

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