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28/04/2018 | Isadora Diógenes

Conversamos com 3 Mulheres Incríveis de Lifestyles Inspiradores

Tudo Moda Lifestyle História


Quando decidimos que o apartamento da Marina Beltrame seria a locação deste shooting com styling OQVestir - e-shop bacanérrimo que está na nossa curadoria -, não imaginávamos como cada cantinho desse lugar cairia como uma luva para contar a história de três mulheres superinteressantes. 

No meio de Santa Cecília e todo decorado pela própria Mari, o apê tem a vibe livre e leve da ruiva, que contou para nós um pouco das suas aventuras pelo mundo. E, para completar este super time, convocamos a sporty Bianca Campos, dona de um dos perfis mais bacanas e fresh do Instagram, e a girlboss Eva Farah, pesquisadora de tendências que faz parte do team WGSN, empresa líder mundial em previsão de tendências. Uau, um time poderosíssimo!


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A JET SETTER DO BEM, MARINA BELTRAME

Café fresco e muitas lambidas do Toninho, dog da Mari. Assim fomos recebidas e já tivemos a certeza de que a manhã seria animadíssima. Dona de cabelos ruivos invejáveis e de um passaporte super carimbado, a Mari é jornalista e começou sua carreira na Vogue, quando, durante suas férias na Rocinha (favela no Rio de Janeiro), tudo mudou e ela decidiu se jogar no mundo. Foi à Austrália, Israel, Hong Kong, China, Canadá, além de muitos outros destinos incríveis. E, claro, quisemos saber tudo sobre essas experiências e também sobre seus trabalhos voluntários inspiradores.


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iLovee: Mari, que passaporte! Conta pra gente como começou essa vida nômade.

M.: Eu entrei na Vogue aos 20 anos como repórter de projetos especiais, virei editora de um deles e nos meus últimos anos, fiquei no setor que coordenava todos os editorias de moda. Ao todo, foram sete anos lá e foi ótimo! Até que tive que tirar um período de férias, pois eu tinha muita hora extra acumulada, rs!, e fiquei dois meses entre a Rocinha e o Vidigal fazendo trabalho voluntário. Lá eu conheci meu ex-marido, que é australiano, e já engatei uma trip para a Austrália. Aproveitei o país para fazer um rehab de vida, fiz um detox de trabalho. Aí, depois que me separei, migrei para a Indonésia por sete meses para trabalhar com algumas crianças especiais e a partir daí veio o Sri Lanka, Hong Kong, Mongólia, China, Israel… Não parei!

iLovee: Que história incrível! E como a vida te trouxe de volta para o Brasil?

M.: Enquanto estava viajando, aproveitei para fazer vários trabalhos voluntários e trabalhar com uma amiga artista e fotógrafa que mora em Amsterdam. Voltei para o Brasil na intenção de passar um mês de férias e aí acabei ficando. Foi louco, vim só com uma mala e precisei voltar para o Canadá para buscar minhas coisas! Foi tudo acontecendo, voltei a trabalhar bastante aqui com direção de arte e tenho uma paixão que é o trabalho voluntário, comecei um projeto que se chama Vamos Jantar. Foi a primeira vez que tive a necessidade de criar raízes, me segurou e me senti em casa. Arrumei esse apartamento, o Toninho… Coisas concretas que dificultam voar de novo.


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iLovee: Com certeza… Como é o seu dia a dia hoje e sua relação com a moda?

M.: Ah, eu amo a moda, é inegável! É minha profissão, mas meus grandes amores são o lixo e os projetos sociais. Eu levo minha reciclagem para a Dona Teresa, presidente da associação das mulheres catadoras de lixo, tenho composteira em casa e uma maior em Itapecerica da Serra. No meio do ano, vamos até começar um projeto maior com esse foco. Já o Vamos Jantar é um projeto em que fazemos refeições para moradores de rua em Santa Cecília. Acontece mensalmente e temos o apoio de muita gente da moda. Hoje o projeto atende de 100 a 120 pessoas. Sei que não estou mudando o mundo, mas é algo, sabe? É um momento super gostoso, tudo caprichado, levamos as refeições prontas. É muito mais fácil estar fora do Brasil, mas eu acho que temos uma responsabilidade social com o país, sobretudo agora. Há muito o que ser feito!

iLovee: Que lindo, Mari! Super concordamos com você! Para encerrar, qual é a dica infalível para quem está querendo fazer aquela viagem dos sonhos? E conta: se você pudesse escolher um destino para ir a-go-ra, qual seria?

M.: Nossa, que difícil! Eu amo Israel, já fui duas vezes e iria sempre. Mas, se for um destino novo, iria para a África ou para a Islândia. E sobre planejamento, olha, apenas vai! Toda viagem é incrível e quanto mais nos planejamos, mais criamos expectativas que podem nos frustrar. Não precisa ir para Paris, sabe? Pode ser mais perto! Meu próximo destino, por exemplo, é Minas Gerais, vou acampar no Meca e estou muito animada! Nunca acampei no Brasil e vai ser uma experiência totalmente nova.


REDEFININDO O SIGNIFICADO DE GIRLBOSS COM EVA FARAH

A publicitária e designer Eva Farah é sem sombra de dúvidas uma girlboss. Integrante do time de pesquisadores da WGSN na América Latina, a bela já passou por marcas como Kate Spade e Coach Americana. “Eu comecei atendendo contas de moda em agência, até que resolvi sair para empreender e montei meu brechó", conta, "Logo me ligaram para assumir o marketing da Kate Spade e eu recusei, queria ter meu próprio negócio. Mas, fui só bater um papo na sexta... e na segunda já comecei a trabalhar lá, rs!” Ficamos curiosíssimas para saber mais dessa trajetória profissional e perguntamos:


iLovee: Eva, você já trabalhou em grandes marcas internacionais e brasileiras. Qual a principal diferença?

E.: Eu sempre amei marcas internacionais, trabalhei no marketing da Kate Spade e da Colcci Americana. Tem muita visibilidade, reconhecimento e oportunidades de viajar, mas você não tem tanta autonomia, pois muitas das demandas vêm de fora. Até por isso, quis migrar para uma marca brasileira para ver 100% do trabalho acontecendo e, na época, fui para o time da Valisere.

iLovee: E como foi esse processo do varejo para a pesquisa?

E.: Então, eu sempre quis dar aula em universidade e sabia que precisava fazer um curso. No final de 2016, vi um mestrado em comportamento de consumo. Como eu já queria sair do varejo, me inscrevi e, logo em seguida, veio a WGSN junto. Hoje eu faço parte do time de experts da América Latina da WGSN e trabalho junto das maiores contas do Brasil, seja no segmento de beleza, moda, automobilístico…

iLovee: Uau, Eva! Conta um pouco de como funciona esse processo de antecipação de tendências? E pode rolar um spoiler sobre o que vem por aí?

E.: A WGSN antecipa até 15 anos dependendo do setor, mas começamos a passar para os clientes com dois anos. O nosso trabalho é conseguir interpretar todo esse conteúdo e transmitir para os clientes para que eles possam tomar atitudes a partir disso. Mapeamos o grande clima do momento e dividimos em três grandes linhas de comportamento humano, com um olhar geral e sem desdobrar para nenhuma indústria específica. A partir daí, estudamos para ver como cada um desses três comportamentos vai impactar cada uma das indústrias que são nossas clientes, que hoje são milhares. No geral é bem rico, muita gente vê as apresentações e acha parecido com o que foi apresentado no semestre passado, mas tudo é uma evolução e a grande questão é perceber essas pequenas diferenças e tomar uma atitude baseada nelas para realmente fazer você se diferenciar no mercado.

E o que vem por aí… Bom, o que eu posso dizer é que quando falamos sobre futuro do varejo, costumamos falar sobre os impactos da tecnologia nesses processos, mas um ponto bem importante para os próximos anos é olharmos como, na verdade, o ser humano vai impactar o varejo. No fim das contas, é sobre pessoas e não sobre máquinas.

Nos cenários de comportamento, tem três pilares bem importantes: primeiro, os indivíduos vão estar buscando cada vez mais serviços individualizados. Outro ponto é a consciência, consciência de consumo, coletiva, de relacionamento. E em terceiro, é a busca por um pouco de magia. O ser humano está buscando saber mais assuntos místicos, signos. Temos tentando nos desvincular desse mundo de objetos e procurados nos reconectar.

iLovee: Estamos amando saber de tudo isso! Já que estamos falando sobre antecipação, conta para nós, como você se vê daqui 10 anos? E, se você pudesse antecipar algo para o mundo, o que seria?

E.: Eu nunca me vi fazendo uma coisa só, então me imagino dando aulas em universidade. Acho que a juventude estimula essa busca por conhecimento. Penso também em estar ainda trabalhando com pesquisa, talvez ainda no WGSN, e, com certeza, empreendendo em algo relacionado a tecnologia. Espero que minha previsão de tendência funcione também para mim, rs! E para o mundo? O mundo vai ser melhor. Vamos conseguir achar um equilíbrio e vamos ser uma sociedade muito mais consciente, otimista e sustentável. Principalmente na relação com o consumo, toda essa onda de alimentação saudável que acontece hoje não é à toa.

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NA PEGADA GOOD VIBES DE BIANCA CAMPOS

Embora tenha tido uma passagem pela faculdade de moda, Bibi Campos é artista plástica, terapeuta holística, professora de yoga e influenciadora digital. Uma multitasking woman cheia de energia. “Eu sempre senti uma atração por esse mundo holístico", revela, "Comecei muito nova a olhar para esse assunto.”

A musa carrega consigo esse alto astral e uma alma sporty desde sempre e, já que hoje ela é a pessoa da yoga, aproveitamos esse encontro para saber tudo sobre sua rotina fitness e como a prática transformou a forma que ela enxergava o próprio corpo

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iLovee: Bibi, como começou a sua relação com a Yoga?

B.: Desde criança eu sempre gostei de me mexer. Fiz ginástica olímpica, futebol, mas, na adolescência, fui estudar em um internato e lá não tinha aula de educação física. No tempo ocioso lá, comecei a tentar praticar a atividade sozinha, já que meu pai é indiano e desde muito cedo eu tenho contato com a yoga.

iLovee: Que interessante, Bibi! Não fazíamos ideia dessa história… E quais as principais diferenças que você notou ao praticar yoga nesse novo momento da sua vida?

B.: Eu não tinha uma relação amorosa com meu corpo, usava o esporte até para me atacar e dizer “você não consegue”. Saindo um pouco da adolescência, fui aprofundar a prática com professores e a yoga foi uma ferramenta importante para me conhecer e entrar em contato comigo. Hoje essa atividade me abriu para outras e despertou um interesse meu por mim mesma, tenho tranquilidade agora para explorar meu corpo e sair da zona de conforto. Estou tentando dançar, fazer muay thai e outras atividades diferentes que me tragam novas visões.

iLovee: Mudando um pouco de assunto, como funciona o seu trabalho com terapia holística?

B.: Atualmente, eu complemento esse lado dentro das minhas aulas. Eu dou aulas de yoga, yoga restaurativa e práticas meditativas e tento incluir essas terapias entre tudo isso. Cristais, aromas, cores, troca de energias… Teve um momento em que eu estava atendendo e fazia online e presencial, mas hoje, como me divido em várias atividades é muito específico quando me coloco como terapeuta para observar e dar um diagnóstico.

iLovee: Que bacana! Já queremos um atendimento especial, Bibi! E como você percebeu que seu estilo de vida também tinha sintonia com a internet?

B.: Foi muito orgânico! No meu tempo de ócio na adolescência, eu consumia muito conteúdo na internet e aprendi muita coisa por lá. No começo, não era um trabalho, era uma vontade de trocar experiências mesmo. Foi difícil porque eu achava que as coisas não podiam caminhar juntas, era tudo segregado na minha cabeça. A artista plástica, a professora de yoga, a Bibi da internet… com a prática e o interesse por me conhecer, tudo foi ficando mais leve e teve um momento onde as coisas se encontraram. Compreendi que tudo sou são só formas diferentes de me expressar e tudo ficou mais natural. Aí juntei a Yoga, o Instagram…

iLovee: Sua rotina deve ser uma loucura!

B.: Minha rotina é não ter rotina! Eu tenho compromissos fixos, que são as minhas aulas, mas não tenho mais uma cobrança pessoal por criar uma rotina como antes. Era muito conflituoso para mim. Tenho atividades como influenciadora, mas sempre tudo maleável. É uma sensação gostosa saber que eu vou estar onde eu preciso estar sempre.

iLovee: Sabemos que você tem uma relação antiga com a moda. Como seu lifestyle fitness influencia suas roupas?

B.: Antes de fazer o curso de terapia, teve aquela pressão conhecida de “preciso fazer uma faculdade”, aí fiz dois anos da faculdade de moda. Eu já sabia costurar e sempre gostei de customizar e criar. Inclusive, sou meio drag queen em festas, sabe? Rs. A moda acompanha muito meu jeito de pensar marcando o que eu quero expressar, mas essa relação mudou muito com o tempo. A roupa virou uma ferramenta para mim, amo usar roupas confortáveis que sejam lindas para um compromisso de dia e que eu possa ir direto dar minha aula de yoga, sabe? É como se fosse um dos meus cartões de visita.

iLovee: E para finalizar, deixa uma dica para quem está querendo começar a fazer alguma atividade física.

B.: Acho que a primeira dica é se perguntar qual a sua verdadeira motivação e criar um interesse por você. Às vezes, quando começamos a pensar sobre algo, podemos misturar pensamentos que não fazem parte, sabe? Principalmente nesse assunto de ser saudável. Se você fizer isso, vai criar um ambiente muito confortável para você experimentar qualquer atividade.

 

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