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15/01/2021 | Olívia Nicoletti

Coluna da Oli: sexual wellness

Tudo Lifestyle beauty História

Você sabia que abraços, beijos e carícias não são apenas uma demonstração de afeto ou carência, mas uma necessidade fisiológica? Pois é! Uma pesquisa do ano passado da Universidade de Londres demonstrou que tocar pessoas que amamos e sermos tocados é extremamente importante para a expressão da alegria e gratidão por estar vivo — ou seja, sem o toque, tendemos a ficar deprimidos e a nossa vida perde um pouco o sentido. Isso porque dar aquela encostadinha é uma das maneiras mais eficientes de liberar ocitocina, um neurotransmissor também conhecido como “hormônio do amor”. E a ocitocina é bem poderosa. Um abraço, por exemplo, é capaz de diminuir o estresse, estabilizar a pressão sanguínea e melhorar a memória. 

Talvez esse fato explique os dados a seguir: de acordo com o MercadoErotico.Org, as vendas de vibradores e dildos tiveram um aumento de, pelo menos, 50% desde o início da pandemia e do isolamento social até o final do ano passado no Brasil (não vou mentir, eu mesma colaborei com o crescimento dessa curva). Mas, talvez, esses números sejam apenas o processo de aceleração de um movimento que vem acontecendo tímido há alguns anos. 


Vamos começar do começo: pelos idos de 2013, juntamente da intensificação da primavera feminista, uma turma de mulheres engajadas que adooora transar, bater siririca e sentir muito prazer começou a questionar a indústria cinematográfica do pornô afirmando que o que é criado é sempre pensado para agradar o masculino — assunto que ganhou apoio até de celebridades como a feminista de carteirinha Emma Watson. A pauta, claro, evoluiu e gerou uma questão ainda maior: por que toda a indústria do sexo (dos criadores de filmes e conteúdo aos produtos) é sempre falocêntrica? 

Anos depois o questionamento continua o mesmo mas, agora, com um pouco mais de consciência e abrangência. O reflexo da discussão bateu em gente que quer mudar os rumos do prazer como conhecemos. Novas marcas começaram a surgir e a encaixar seus produtos na área de beleza e bem-estar. Assim nasceu uma nova tendência, o sexual wellness, que pensa no sexo e na sexualidade não apenas como ferramentas para se chegar ao orgasmo, mas como caminho até o autoconhecimento, autoaceitação, descoberta dos próprios desejos e, se rolar, até gozar no final.  

Caso da Mitra Objects (abaixo, à esquerda), marca da designer Tati Freitas que nasceu em 2016 e oferece objetos minimalistas feitos de cristal e destinados à descoberta do corpo e busca de conexão e prazer. “Particularmente, sempre usei vibradores, porém tinha uma preocupação em relação a pilhas ou energia elétrica em contato tão próximo com o meu corpo, além da mecanização do processo natural do gozo. Penso que algo que está intrínseco na natureza animal e humana, deveria ser tratada como tal. Daí a ideia de criar uma marca de objetos de prazer feitos de cristal, que é um material natural”, diz Tati. 

Sempre preocupada com o processo do prazer e em desenvolver peças que servem tanto para serem usadas como dildos ou massageadores, Tati foi além e lançou a linha Care no final do ano passado. “Ela veio para completar essa gama de objetos de reencontro, porém desenhados para tratamentos de bem-estar e beleza. As linhas Pleasure e Care são complementares. Estamos falando sobre sair da caixinha de que precisamos introduzir algo fálico em algum lugar. Nosso corpo é um universo a ser explorado. Entendo que a palavra sexual vem carregada de um peso na nossa comunicação ainda. Sendo que o ato de se tocar, onde quer que seja no seu corpo ou no corpo do outro, pode ser prazeroso. Descobrir formas diferentes de prazer também pode ser sexual”, diz. 

Na mesma linha de pensamento, a americana Maude (abaixo, à direita) se diz redefinir os itens essenciais da indústria do sexo para consumidores modernos. Além de vibradores e dildos, produz lubrificantes, sais de banho, velas, óleos, hidratantes, etc... Tudo da maneira mais sofisticada possível. 

 

Falando em lubrificante, a Lubs (abaixo, à direita) nasceu como uma marca de sexual care que cria opções naturais e veganas que performam ainda melhor que a das já conhecidas por aí. Além disso, cria campanhas inclusivas e celebra todos os tipos de corpos e existências — é lindo acompanhar. Ah! Recentemente a marca incluiu velas em seu portfólio. 

Democrática, divertida, completa e recheada de itens extremamente desejados ao redor do mundo todo (como o vibrador rabbit e o porquinho sugador de clitóris) por um preço bem show, a Nova Panty é uma das marcas brasileiras que mais se destaca quando o assunto é prazer e autoconhecimento.

Para as discretas, mas que amaaam um momentinho de prazer, a Lilit é dona do Bullet, estimulador de clitóris que possui cinco estágios de vibração. Além disso, compartilha um delicioso conteúdo de qualidade em seus canais. 

 Não sei por aí, mas eu adoro acompanhar esses movimentos tão importantes que abraçam e libertam mulheres, seus corpos e desejos mais profundos até que atinjam um novo lugar de autoconhecimento e amor a si mesmas. 

Então, que tal se dar uma mãozinha (e outras cositas mas) e descobrir tudo o que o seu corpo pode sentir? Vale usar o momento de início de ano para colocar uma nova meta: ir mais fundo em si mesma (em todos os sentidos).  

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