X

Tudo o que você mais ama

Assine para receber muitas novidades,
promos, dicas e achados do fantástico
universo online. E claro,
tudo isso com muita inspiração.

08/09/2020 | Olívia Nicoletti

Coluna da Oli: a pele que habito

beauty Tudo História

A expressão “sentir na pele” nunca fez tanto sentido para mim quanto depois de outubro de 2018, quando descobri que as escamações que começaram a aparecer ao redor dos meus olhos, boca e no couro cabeludo não eram simplesmente ressecamento da pele, mas uma doença chamada psoríase. 

“A psoríase é uma doença crônica e não infecciosa que afeta a pele. Suas causas são desconhecidas, mas pode estar atrelada a predisposição genética e fatores externos e ambientais”, explica a médica dermatologista Marina Carrara. Qual não foi o meu susto ao saber que, além de a doença não ter cura e nem avisar quando vai aparecer, no meu caso, tem raiz psicológica. 

Depois de algumas tentativas de tratamento com medicamentos tópicos, fui encaminhada a um psiquiatra que me garantiu que os remédios apenas controlariam as crises, mas não evitariam novas e mais intensas caso eu não tratasse o local de onde vinham essas crises: minha cabeça. Desde então, tem sido uma longa e, não vou mentir, chata jornada de aceitação, paciência e, por que não?, autoconhecimento. 

Algumas crises eu tirei de letra de verdade. Aceitei, saí de casa sem maquiagem e com a pele ferida à mostra — essas, olha só!, foram as que sararam mais rapidamente. Mas tiveram outras bem tensas e que me fizeram, por um período de tempo, me achar feia e reforçar um pensamento de que vou ter que conviver com isso pela vida toda.  

Durante uma crise recente, enquanto conversava com uma amiga que sofreu de acne intensa durante um relacionamento abusivo, comecei a pensar e a pesquisar sobre a relação pele-saúde emocional. Ao que parece, há uma ligação entre elas, sim. “A pele e o sistema nervoso têm a mesma origem embriológica, por isso há piora das dermatoses quando há estresse, ansiedade e outros problemas relacionados à saúde psicológica, mas ainda pouco se sabe além disso. O estresse também desregula alguns hormônios, como o cortisol, o que agrava o desequilíbrio da saúde da pele”, afirma Marina. E isso vale para a psoríase, vitiligo, acne, rosácea, etc. E, pior!, quando a aparência da pele é alterada, os fatores emocionais podem ser ainda mais agravados

Para além dos medicamentos que me foram receitados, comecei a pesquisar cosméticos que melhoram a sensibilidade e ressecamento da pele e, assim, previnem crises muito intensas. Uso o hidratante Cicabio, da Bioderma, sempre que começo a sentir uma coceirinha ao redor dos olhos. Não vivo sem um Bepantol na bolsa e mantenho a hidratação da pele em dia usando sempre o sérum hidratante Skindrops Hialu, da Care Natural Beauty. Para o couro cabeludo, tenho sempre à mão o creme de limpeza Dercos Sensi Care, da Vichy, e recentemente descobri o pré-shampoo de argila branca, da Sisley, que ajuda a cicatrizar as feridas mais rapidamente e evita o nascimento de novas. 

Com todo esse arsenal, as crises, claro, começaram a ficar mais espaçadas e aparecem cada vez menos. Mas tenho para mim que o ato de criar rituais de autocuidado está bastante ligado à melhora da minha saúde emocional e, logo, da física. Afinal, tudo é sempre sobre se tratar com gentileza, não é mesmo? 

P.S.: antes de comprar qualquer produto indicado nesta coluna, consulte um dermatologista. 

Em destaque

assine nossa newsletter

Voltar ao topo Voltar ao topo