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24/03/2020 | Mariana Ribeiro

Carta da founder: em tempo de mudança

Tudo Lifestyle História

A anacê, marca brasileira que já ganhou matéria aqui no iLove.e, convidou nossa founder e CEO Mari Ribeiro para falar sobre empreendedorismo feminino lá no Instagram. Mari produziu um texto sobre as dores e delícias de ter uma empresa de comunicação em tempos de coronavírus e você lê a carta na íntegra abaixo. 

 

Reinvenção é uma palavra que sempre permeou minha vida e meu dia a dia. Mudança para mim sempre foi atrelada a algum adjetivo positivo. Lembro de estar no segundo colegial em Araçatuba (no Anglo, que já era uma escola diferente e eu frequentava há apenas um ano) e já ficar sonhando com o intercâmbio. E no intercâmbio já ansiar pela faculdade e por morar em SP pela primeira vez. Eu li uma crônica não tem muito tempo que falava justamente que mudança é vida. Era sobre uma pessoa que voltava para uma cidade no exterior em que morou há muitos anos e no início se surpreendeu por não reconhecer mais os habitantes dos lugares que ela amava frequentar mas depois percebeu que sim tudo se movimentou e o curso da vida seguiu sem estagnação. Que bom que tudo já não era mais o mesmo. Mudança é vida.

Empreender tem a mesma dinâmica. As empresas precisam mudar para continuar vivendo. Eu escolhi um meio particularmente cruel nesse sentido - o digital, que se transforma mais que o normal - mas que com ele também traz muitas oportunidades e belezas que outros ambientes não proporcionam.

Apenas uma breve retrospectiva: o iLove.e surgiu como uma plataforma para reunir o melhor da compra online para as mulheres. Isso oito anos atrás, época em que grandes e-commerces que adoramos nem existiam, como a Amaro e quase todos do grupo Arezzo e outros estavam apenas nascendo, como Gallerist e Shop2Gether. Instagram ainda não tinha muitos usuários e foi o Facebook quem levou o maior tráfego para nosso site quando lançamos. Os blogs também foram importantíssimos para nossa divulgação. Ganhávamos dos e-commerces e marcas por visitas qualificadas que mandávamos para eles, além das vendas geradas.

Oito anos depois, vemos o instagram se tornar a principal vitrine e ferramenta de compra online de moda, beleza e lifestyle. Ele se tornou o grande agregador de e-commerces. E além de tudo o marketing de influência não se sustenta mais sozinho e há um tempo que habilidade de uma marca ter conteúdo relevante é a bola da vez. Então foi nesse meio do caminho o iLovee se transformou de uma empresa de performance para branding com a criação da iLovee Connecting, agência de projetos focada em unir pessoas, marcas e histórias. Criação de conteúdo puro, na essencia, não importa o formato. Fomos entendendo que não havia mais espaço para a mídia de antes e nos moldamos às novas oportunidades que o digital também tinha para nos oferecer. Hoje nunca estive tão realizada com o trabalho que fazemos no nosso dia a dia. Aliás, tem muito mais a ver comigo, com o que eu gosto. Ou seja, a mudança foi inevitável. Mas foi boa.

Estamos falando de redução de equipe, entender que o faturamento pode diminuir mas a margem pode aumentar, entre outras coisas. Ter muitos projetos ao mesmo tempo, lidar com as expectativas de clientes de todos os tipos. É muito mais intenso do que a época que vendíamos cliques e visitas, mas muito mais gratificante também.

Aí vemos o que está acontecendo agora. 70% do nosso faturamento está ligado a execução de projetos de conteúdo externos. Estamos falando de shoots, gravações, eventos. Tudo parado por tempo indeterminado.

 

O nosso desafio agora tem muito a ver com a própria iniciativa da nova campanha da Anacê. Como criar conteúdo e ações à distancia? E também como mudar o viés desse conteúdo? Agora as marcas não estão mais interessadas em alardear seus lançamentos e sim em manter uma comunicação honesta e inspiradora com sua rede. Não desaparecer. É o que tenho ouvido muito dos nossos clientes. Repensar mensagens e formatos está sendo o desafio diário do nosso time. Também estamos usando esse tempo para resgatar projetos e cuidar da nossa própria marca. Ações que estavam em stand-by como trabalhar na evolução da nossa identidade visual e fazer nossa parte criando uma corrente positiva também entraram na agenda. Calls com parceiros e amigas empreendedoras, compartilhar as dificuldades, tomar um café online… continuam salvando a semana.

No final, todo mundo ficou off e por mais que o cotidiano de trabalho intenso se manteve, temos o ócio noturno para exercitar nossa criatividade. Não adianta com o novo cenário de home office ficar pilhado até altas horas e dormir mal (foi o que fiz ontem). Hoje me prometi que vou ver um filme que sei que vai me inspirar. Vai entrar literalmente na minha agenda do dia.

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