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18/11/2020 | Juliana Cunha

As travessias de IDA em direção às mulheres

Tudo Moda História

Contemplar a movimentação da natureza e o que ela acarreta em termos de forma, aroma, textura e até coloração é tarefa para quem tem um olhar perspicaz. Para descrever essa cinesia, então, se faz necessária uma sensibilidade que nem sempre a palavra é capaz de significar. A IDA, ao se inspirar no cerrado brasileiro e em sua composição de fauna e flora, transformou o simples desabrochar da flor do mandacaru quando chega a noite em uma coleção completa de roupas. Travessias tem a ver com as cores do amanhecer do sol no sertão, tem a ver com a paleta de amarelo caju, verde menta e rosa crepúscula, tem a ver com o caimento suave das roupas frescas. Feitas com algodão naturalmente colorido proveniente da Paraíba, PET reciclado com tie dye, modal, liocel e viscose certificada com cânhamo, as roupas modelam o corpo das mulheres que as vestem com suavidade e conforto, como na flor do cardeiro, espécie de cactus que resiste só durante à noite, murchando pela manhã. 

Fotografamos alguns looks da coleção com Duda Schietti, Juliana Bordin e Bertha Jucá em shooting colaborativo com shoes Masqué e joias Luisa Schröder.

Quinta coleção da marca, que pertence ao grupo WBG (dono da Souq) e é adepta de uma moda sustentável, Travessias segue o que a IDA tem como pilar. “Na prática, nós, da equipe de estilo e desenvolvimento de produto, colocamos grande foco na curadoria de tecidos. Buscamos fazer escolhas mais responsáveis para minimizar os impactos negativos da produção têxtil e fazemos um trabalho meticuloso de seleção de tecidos, considerando matérias-primas de origem, aparência, caimento e valor”, detalha Gabriela Machado, head de criação da etiqueta. “Sabemos que a seleção de tecido tem efeito direto na longevidade, nos cuidados ao longo da vida útil e também no pós-uso ou descarte desse produto. Fazemos um balanço ao final de cada entrega e estipulamos metas especificas e mensuráveis para melhorias anualmente”, completa ela. 

Na essência de IDA

Lançada em novembro de 2019, IDA foi criada em um “processo de imersão criativa com diversos profissionais de diferentes áreas da moda. O nome IDA foi fruto desse processo criativo coletivo”, retoma Gabriela, que tem em sua trajetória passagens por Osklen e Edun (grife sustentável do grupo LVMH). O que está no cerne dessa persona é a autenticidade. “As mulheres prezam pelo conforto e tem uma feminilidade forte e fluida. São curiosas e têm a consciência social e ambiental aflorada. Têm um perfil questionador ao consumir moda e acreditam que através dela é possível se expressar”, define a estilista. 

O processo de imersão criativa à que Gabriela se refere se mantém essencial para a marca, mas ganha novas roupagens a cada temporada. “Além de nomes especiais que encontramos, como influenciadores, também já fizemos parcerias com outras marcas, como a Oriba, a Vida Simples, e personalidades que nos apoiaram em nossas ações ao decorrer do ano.”

As travessias que IDA faz 

Mais do que mera bandeira, a marca leva a sério seu caminho de consciência social e ambiental, que caminha lado a lado com o estilo. “Nossa principal busca é por processos de criação, desenvolvimento e produção de moda com soluções para o padrão tradicionalmente estabelecido por grandes marcas, como mais opções de matérias-primas de origem limpa certificadas, artigos reciclados, novos padrões de gestão ambiental dentro de fábricas e certificadoras em todos os níveis da cadeia produtiva”, enumera a head de estilo.

Para uma fuga ainda mais efetiva desse modelo vigente na moda brasileira, IDA tem lançamentos de cápsulas e não segue uma agenda fechada de lançamentos. Dentro das novidades, a divisão entre peças atemporais e itens com um quê de estilo mais acentuado costuma ser 70-30, respectivamente. “Quando falamos em atemporalidade, pensamos peças mais neutras e versáteis, que combinam com o as pessoas que já têm em seus guarda-roupas. As outras peças trazem mais informações de estilo, como cores mais marcantes e até estampas e diferentes técnicas de tingimento”, resume Gabriela. 

Em um blend de possibilidades, uma única certeza: “IDA é uma marca que tem no feminino a essência para seu desenvolvimento e caminhar. Nossos conteúdos sempre estão sendo alinhados e co-criados a fim de darmos espaço para amplificar vozes e discursos em nossas redes.”

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