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31/07/2019 | Manuela Rahal

Manuela Rahal assina um novo texto na coluna de Julho

Tudo Lifestyle História

ANO PASSADO EU MORRI, MAS ESSE ANO EU NÃO MORRO

Esse é mais um texto da coluna mensal das fundadoras da Rahall, Manuela e Marcela. 

Há dois anos recebi uma mensagem de um amigo antigo. Em seu conteúdo, ele pedia para eu contactar o Emicida, pois se preocupava com uma terceira pessoa, que estava internada em um hospital e, na sequência, vinha um grande áudio. Essa pessoa havia tentado suicídio e o teor da mensagem de voz me despertou algo, e ao mesmo tempo me lembrou um lugar comum, pois falava sobre depressão, ansiedade, vitimismo, vontade de não estar mais nesse plano.

Encaminhei para o Fióti (irmão dele) e sugeri que ele visitasse essa pessoa - eles já se conheciam brevemente -, pois em momentos delicados como esse, são poucos os que têm o poder do diálogo com propósito. A visita aconteceu, dois anos se passaram e, na semana passada um dos clipes mais poderosos que já vi foi lançado, iniciando com o áudio - que não era hit, era um pedido de socorro - e seguindo com uma belíssima mensagem featuring Majur, Pabllo Vittar e com uma homenagem póstuma à Belchior. 

Resumindo: de um lado Leandro Roque de Oliveira, um artista tão admirável, um ser humano gigante, que está aqui para transmitir mensagens que salvam vidas. Do outro, eu, que nesse caso, fui apenas uma ferramenta do universo.

Isso tudo para falar sobre Redes de Apoio, e mostrar o poder que elas podem ter, pois quase que semanalmente falamos aqui sobre questões psicológicas e comportamentais, pequenos e grandes dramas que fazem parte da vida de muita gente. Se ninguém está bem fora do instagram, o mais óbvio não seria nos unirmos para trocar experiências e ideias? 

Essas redes funcionam sim, foi numa dessas que o amigo do amigo enviou um S.O.S, que chegou em um artista que poderia amplificar essa mensagem. Foi numa dessas que uma amiga de infância percebeu que falar sobre uma mastectomia mal sucedida poderia ser de grande valia para outras tantas mulheres. Foi numa dessas que um amigo ex-dependente químico percebeu que falar sobre sua história poderia motivar tantos outros que não conseguem ver além do vício. 

E aqui fica meu pedido: estamos de braços abertos para ouvir sobre suas questões, problemas, anseios e ideias. Se a Rahall é uma genuína rede de apoio, quero reforçar que estamos sempre vivos e dispostos a fazer mais por todos que nos rodeiam e também por aqueles que ainda não conhecemos. 

E aqui fica meu pedido número 2: publicitários, por favor não banalizem o uso do termo "rede" ou "redes de apoio" para vender mais seja lá o que for, como fizeram com "diversidade", "comunidade LGBTQ+" e "futebol feminino", por exemplo.

Isso aqui é papo muito sério, é uma tentativa de ponte para salvar vidas e não vender sei lá o que. 

O mundo não se resume à Cannes e o check list do homem branco de agência. 

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