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17/10/2018 | Isadora Diógenes

A História de Superação de Stella Guerrato

Moda História Tudo História

A história da Stella Guerrato cruzou com a nossa em uma tarde em que buscávamos - bem ansiosas - por uma personagem incrível para estrelar a matéria especial sobre o outubro rosa da AMARO. Para celebrar a importância desse mês, a marca lançou uma coleção recheada de peças bacanas e, claro, tudo na cor mais trend dos últimos tempos: o millennial pink. E a parte mais legal de tudo isso? O lucro das peças beneficiará a ONG Orienta Vida nos custos de mamografias para mulheres.

A vida da Stella começou a mudar quando ela tinha 17 anos e recebeu na rua um panfleto sobre a importância do autoexame. Na época, no auge do começo da sua vida adulta, ela era do time do “isso nunca vai acontecer comigo”, como a mesma falou. O papo com a jovem empresária foi embalado por alguns momentos de maior emoção, é verdade, mas vocês verão que, no final, tudo fez muito sentido na vida dela. E perceber a transformação da Stella antes do câncer de mama para a Stella de depois, acaba transformando um pouquinho a gente também. 

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iLovee: Stella, sua história é uma loucura e você é uma mulher muito, muito forte. Queremos saber tudo sobre você, mas vamos começar do começo: como você descobriu o seu câncer de mama?

S: Bom, é uma história longa, mas temos tempo, né? Eu tinha 17 anos e estava passando por alguma rua quando recebi um folheto sobre autoexame. Na época, jamais passava pela minha cabeça algo do tipo, mas, quando cheguei em casa, acabei fazendo o autoexame, senti um nódulo pequeno e pensei: besteira! Imagina, eu com 17 anos, tinha acabado de passar na faculdade e ia me mudar para uma cidade maior, ou seja, nada poderia me atrapalhar.

iLovee: Mas esse nódulo já era maligno? Como você descobriu? 

S: Na verdade, eu não descobri de cara. Esse primeiro nódulo acabou sendo benigno e me fez encontrar o maligno, mas eu fiz a cirurgia sem saber de nada. Deixa eu explicar melhor… Quando achei esse primeiro nódulo, não contei para ninguém por um bom tempo até que minha mãe descobriu depois de alguns meses, quando ele já estava bem maior. Ela me levou ao médico e ele me disse tudo o que eu queria ouvir: isso não é nada, vamos tirá-lo e ainda podemos colocar silicone. Gente, eu tinha 17 anos e era muito magra, amei esse médico de cara, rs. Fiz todos os exames e demorei alguns meses para fazer a cirurgia, até que, quando refiz os exames, descobriram outro nódulo e contaram para minha mãe que esse era mais complicado. Como eu estava muito leve e sem preocupações, eles decidiram que não iriam me contar antes da cirurgia para não me abater emocionalmente.

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iLovee: E você não desconfiou de nada mesmo?

S: Nem me liguei e olha que eu fiz toda a preparação na área da oncologia. Todas as senhoras que estavam lá falavam que ia ficar tudo bem, que cabelo crescia, unha crescia e eu só pensava em como falar para elas que eu não tinha câncer. Mas não era bem isso, né? Lembro como se fosse hoje, uma delas tinha conversado com minha mãe e veio falar comigo, me disse para ficar calma e que a nossa cabeça que comandava tudo, por isso eu tinha que me manter sempre positiva. A cirurgia em si foi tudo bem, o corte acabou não deixando grandes cicatrizes e já tive que botar o silicone na mesma hora porque retiraram toda a minha mama. Mas, não acabou por aí… Eu estava com muita dificuldade para respirar e achava que era normal, afinal eu tinha passado por uma grande cirurgia, né? Engano meu. Durante o procedimento, acabaram injetando mais ar do que meus pulmões aguentavam e eles estouraram. Eu conseguia sentir o ar entre a minha pele quando passava a mão no meu braço, por exemplo. Voltei para o hospital e já fui direto para a UTI, realmente achavam que eu não ia sobreviver porque era uma situação bem crítica.

iLovee: Nossa, Ste! Como foi o tratamento para as duas situações tão sérias?

S: Acabou que minha mãe encontrou um médico no Canadá que realizava um tratamento alternativo. Se eu tivesse feito a quimioterapia normal, não teria sobrevivido, sabe? Eu tinha uma alimentação muito regrada e tinha que tomar os antibióticos para os tratamentos dos pulmões e os remédios naturais - que eram bem ruins, inclusive - para o câncer de mama. Quase perdi a faculdade porque tive que passar meses afastada, mas deu tudo certo. Hoje, minha alimentação ainda precisa ser mais regrada, é claro, mas vivo normalmente. E pode ser difícil acreditar, mas sou uma pessoa muito grata e feliz por tudo o que vivi. 

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iLovee: Estamos emocionadas com sua história e sua positividade, Stella. Para você, qual o maior ensinamento de tudo isso? 

S: Eu realmente acredito que tudo tem um motivo. Como falei, as pessoas às vezes não entendem como sou tão feliz, mas sou muito grata por tudo o que aconteceu. Se eu não tivesse descoberto o nódulo benigno por acaso - por conta daquele panfleto -, jamais teria descoberto o maligno depois. A situação dos meus pulmões me levou para um método alternativo e eu vi que realmente sou capaz e forte de aguentar muitas situações. Eu nunca me vi como a mais bonita ou mais estilosa, quando eu era pequena sempre falavam que eu era “engraçadinha”, rs, mas foi meu jeito engraçadinha que conquistou várias pessoas e hoje posso ajudá-las através da minha história. Eu tenho uma família incrível que me ajudou muito, minha mãe aguentou tudo sozinha por muito tempo. Isso é amor, sabe? E conhecer a equipe de vocês hoje, e poder compartilhar tudo o que vivi, é realmente muito especial. Para quem está passando por algo parecido, eu diria para ter fé, independente da sua religião. E um coração feliz, sempre. Não desista, tenha ânimo e se mantenha sempre positiva. Não é só por você, sabe? É também por todo mundo que está na sua volta.

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