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16/12/2020 | Tatiana Baronian

A experiência de Tati Baronian no mundo de Champagne, na França

Tudo Lifestyle História

Aproveitando as festividades do ano que está terminando, decidi abordar um assunto muito presente nessas datas: o champagne (ou champanhe, na versão abrasileirada)! Quando cheguei na França, em 2017, eu tinha pouquíssimo conhecimento sobre vinhos em geral. Tomava, gostava, mas não era um tema que fazia parte da minha vida diária. Ao me aprofundar mais na cultura francesa, comecei a me interessar por essa bebida tão emblemática. 

Uma das primeiras coisas que eu aprendi foi que champagne é um vinho espumante como outro qualquer: a única coisa que o difere dos demais é a produção na região de Champagne, na França. Eu já visitei essa área três vezes porque sempre tem algo novo para explorar. Foi por isso que decidi escrever para vocês quais foram as minhas melhores experiências e os champagnes que eu mais gosto, lembrando que é minha opinião sincera, extremamente pessoal e nada profissional.

Um panorama geral sobre Champagne

Antes de mais nada, acho importante pontuar que são mais de 300 casas produtoras de champagne e mais de 16.000 viticultores na região: é um mundo de champagne a ser explorado. 

A parte mais turística de Champagne é La Montagne de Reims (onde estou na foto acima), onde ficam as duas principais cidades: Reims, que é a capital, e Épernay. Lá, você encontra as maiores e mais famosas casas de champagne do mundo, como Veuve Cliquot, Perrier-Jouët, Moët & Chandon, Ruinard, Mercier etc. Por lá, você pode visitar as casas e também viver outras experiências incríveis. 

Em termos de experiência:

As minhas preferidas quando falamos de experiência são: Mercier (acima) e Pommery. Mercier foi a pioneira das experiências para o público, e seu lema é “Champagne para todos”. Na maison, você faz um passeio de trem pela maior cave da região, onde aprende tudo sobre a sua produção e história. Ao concluir o trajeto, você faz a degustação dos champagnes.

Já Pommery (acima) foi uma grande surpresa para mim! Não é um dos meus champagnes preferidos, mas a experiência em si é espetacular. Eles aproveitaram sua antiga cave (subsolo onde os champagnes eram armazenados) para criar um ambiente como uma galeria de arte. Você percorre quilômetros por diversas instalações de arte moderna. Ao fim do passeio, claro, você faz a degustação das champagnes.

O sabor do champagne

Agora, no quesito degustação, os meus preferidos dessa região são Ruinard, Collard-Picard (acima) e Veuve Cliquot. Nessa parte, você pode simplesmente sentar para degustar uma taça de Champagne ou optar pelo combo completo e fazer uma visita guiada pela casa. Outro passeio que é menos explorado por turistas mas, para mim, é o mais legal de todos é escolher um dos trechos da rota de Champagne e se perder pelas pequenas estradas que passam no meio das vinícolas e ir parando para conhecer os produtores locais. 

Rota alternativa

Uma das rotas que eu mais gostei foi a Côte des Bar, que produz champagne a partir da uva Pinot Noir, que é menos utilizada na produção da bebida — o uso de Chardonnay é muito mais frequente. Lá, eu visitei a casa La Borderie (abaixo), que conheci por intermédio da Marina Giuberti, brasileira que tem uma cave de vinhos na região do Marais, em Paris, e é expert em pequenos produtores. Foi aí que entendi a diferença entre visitar as grandes casas e as pequenas: fomos atendidos pelo dono da vinícola, que nos mostrou toda a produção do seu champagne. Depois, o pai do dono nos levou até as plantações e explicou como era feita a colheita, e até nos deixou fazer os cortes nas vinhas. Ele apresentou sua equipe, falou de sua família e, no fim, acabamos passando a noite em uma das casas que eles alugam para visitantes.

Eu sei que acabei falando das minhas experiências na região de Champagne mas, afinal, é isso que conta. Claro que eu tenho minhas preferências (extra brut e sem açúcar, rs), mas é tudo uma questão de gosto e como ele é apresentado para você. Conhecer a fundo a produção e a história por trás de cada produtor dessa bebida tão icônica tende a agradar o paladar também.

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