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18/08/2020 | Juliana Cunha

5 livros para viajar pelo mundo e desbravar territórios

Tudo Lifestyle História

Esses meses em casa me fizeram pensar nas nossas possibilidades de conexão com outras culturas, universos, costumes, linguagens e assim por diante. Acho que existem inúmeras pontes que nos fazem atravessar barreiras: a gastronomia, a música, o cinema e, por que não, a literatura. 

Mesmo que a seleção a seguir não contemple exclusivamente autores locais, ela indica percepções subjetivas sobre cada lugar. No caso de Valter Hugo Mãe em A Desumanização, por exemplo, o autor declarou que o território islandês lhe exerce fascínio pela “dimensão de uma certa fantasia tremenda, [onde] há um tremendismo ligado a uma ideia de pureza, ou de mundo que começa, porque é tão recôndito, que tudo parece ainda antigo, antes do homem.” Quer descrição mais envolvente? A seguir, cinco sugestões de livros para viajar pelo mundo que te darão a sede de cair na estrada. 

Laços (Domenico Starnone)

Suposto marido de Elena Ferrante, à frente da tetralogia napolitana, Domenico tem domínio do tema “Nápoles”: é ali que nasceu, mora e escolheu como palco para os desdobramentos de sua chamada trilogia sentimental. Os livros Laços, Assombrações e Segredo se desenrolam na mesma comuna italiana. 

Praia de Manhattan (Jennifer Egan)

O universo de mafiosos, gângsteres, mergulhadores e banqueiros durante os anos 40 em Nova York é desbravado por Anna Kering: ao reencontrar  Dexter Styles, ela começa a remontar a história de Eddie, seu pai, falecido anos antes. O drama se divide entre o bairro nova-iorquino de Manhattan Beach, no distrito de Brooklyn, e a zona portuária da cidade. 

A Desumanização (Valter Hugo Mãe)

Cenário de um drama que envolve família, solidão, luto e melancolia, a Islândia é quase como um personagem na narrativa de Mãe. Na trama, a paisagem se confunde com os sentimentos de Halla, de 11 anos, cuja irmã gêmea acaba de falecer. Sob seu ponto de vista enquanto criança, Halla nos ensina a conviver com a solidão, o anseio por companhia, o desamparo e a capacidade de compreender. 

Todas as cores do céu (Amita Trasi)

A indiana Amita Trasi é autora dessa obra que traz à tona o sistema de castas e a pobreza do país. Aos dez anos, Mukta é forçada a seguir um ritual de sua casta, que, essencialmente, a torna uma prostituta. Ela se vê fugindo do destino quando um homem a resgata e a leva para sua casa, onde mora sua filha Tara. Ali, elas desenvolvem um laço, mas Muksta é sequestrada e levada para fora da cidade. Anos depois, com essa questão ainda mal resolvida e vivendo nos Estados Unidos, Tara retorna à Índia para reencontrar Mukta que, ao que tudo indica, foi submetida novamente à prostituição. Ela acaba desbravando territórios desconhecidos do país na busca pela amiga. 

Todos nós adorávamos caubóis (Carol Bensimon)

Trata-se de uma road trip pelos pampas gaúchos: Cora e Julia, que têm um relacionamento que remonta há anos, se reencontram depois de uma temporada de Julia mundo afora e decidem viajar de carro pelo Rio Grande do Sul. O convívio intenso e as memórias que ele desperta vai desencadeando todas as questões mal resolvidas particulares e conjuntas das duas. Como pano de fundo, as paisagens sulistas: garanto que vai entrar na sua wanderlust wishlist

DE MALAS PRONTAS

 


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