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18/05/2020 | Juliana Cunha

5 livros escritos por mulheres indicados por nossa editora

Tudo Lifestyle História

Sei que se você jogar no Google algo como “livros escritos por mulheres”, surgirão diversas listas com recomendações de leituras: tem bastante gente que começou a se atentar à diferença numerosa entre os livros de autoras mulheres e autores homens que ganham destaque e relevância, das conversas entre amigos aos prêmios do setor. Ano passado, consegui dividir bem: 14 dos 31 livros que li tinham escritas femininas.

Para te ajudar a imergir na literatura de mulheres, reuni cinco livros escritos por mulheres que têm tudo a ver com o que é ser mulher em termos de raça, sociedade, época, local. Vão te fazer abrir os olhos para coisas que você nunca havia imaginado, tenho certeza. 

Eu sei porque o pássaro canta na gaiola (Maya Angelou)

Autobiografia poderosa, Eu sei porque o pássaro canta na gaiola retoma a infância de Maya, batizada Marguerite Ann Johnson. Uma história que entremeia uma infância dura longe dos pais na década de 30, ser negra no sul dos Estados Unidos, um abuso e seu posterior trauma, e o poder das palavras. São lembranças dolorosas, mas reconfortantes para os muitos que enfrentam preconceitos diariamente. “Se crescer é doloroso para a garota negra do sul, estar ciente do seu não pertencimento é a ferrugem na navalha que ameaça a garganta”, diz Maya.

O olho mais azul (Toni Morrison)

Primeiro romance de Toni Morrison, que mais tarde viria a ganhar o Prêmio Nobel da Literatura, expõe as feridas de Pecola Breedlove, menina negra de onze anos, que cresce em meio a uma família negligente e ambientes nocivos. Desejando ser linda e amada, ela crê piamente que, se tivesse olhos azuis, a maneira como é vista seria transformada. Importantes colocações que só a literatura pode trazer - a ciência e a teoria não têm o poder de nos deslocarem ao corpo do outro - se colocam em termos de raça, classe e gênero. Se Barack Obama disse que “é sempre preciso ler e reler os livros de Toni Morrison. Todos eles são transcendentais. Você vai me agradecer depois da leitura”, não se pode ignorar. 

A guerra não tem rosto de mulher (Svetlana Aleksiévitch)

Praticamente uma coletânea de centenas de depoimentos de mulheres que ativamente lutaram na Segunda Guerra Mundial pela União Soviética. A autora, vencedora do Prêmio Nobel de Literatura de 2015, conta a história da guerra retratando as vozes de quase um milhão de mulheres atuantes no conflito pelo Exército Vermelho, das que estavam na linha de frente às que eram lavadeiras. Força, violência, saudades, frio, fome, medo, expectativa e mais - angústia, humanidade, feminilidade, fragilidade - são alguns dos temas mencionados pelos relatos. Fatos raros, como o de que não havia absorventes ou roupas apropriadas para os tamanhos femininos, são mencionados no desenrolar de dizeres extraordinários e que jogam luz sobre os esforços impensáveis dessas personagens históricas (e pouco reconhecidas). 

A vida invisível de Eurídice Gusmão (Martha Batalha)

Quantas autoras podem dizer que seu primeiro livro virou filme - e não qualquer filme, mas um estrelado por Fernanda Montenegro? A pernambucana Martha Batalha pode, e o faz com orgulho. A vida invisível de Eurídice Gusmão retrata um Rio de Janeiro dos anos 40, na qual a família Gusmão muda de configuração inesperadamente. Guida desaparece sem rastros da casa dos pais, enquanto sua irmã Eurídice segue uma vida de dona de casa. Retratos fiéis de mulheres como nossas mães, avós e bisavós no último século e seus desafios: de um lado, a que seguiu o modelo tradicional familiar e, do outro, a que fugiu do padrão. Daquelas novidades que animam a expectativa com a literatura brasileira - e dá para devorar em um ou dois dias. 

Americanah (Chimamanda Ngozi Adichie)

Com um governo militar como pano de fundo, a trama se delineia na Nigéria da década de 90. A jovem Ifemelu se muda para os Estados Unidos e se depara com a combinação de ser imigrante nigeriana, negra e mulher. Quinze anos mais tarde, ela volta à terra natal como profissional realizada e reconhecida, encontrando tanto um novo país como se redescobrindo em termos identitários. Autora de destaque na cena literária internacional, Chimamanda Ngozi Adichie se apoia em uma história de amor para amarrar uma trama que aborda racismo, machismo e xenofobia. Em tempo: Americanah é um adjetivo usado para denominar aquele que sai da Nigéria e retorna com trejeitos e sotaque norte-americanos. A palavra escolhida por Adichie é capaz de, sozinha, criar uma ponte de identificação para leitores.

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 P.S.: As fotos são da Gal Meets Glam.

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