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17/04/2019 | Carla Rodrigues

3 mulheres que encontraram no doce sua profissão

Lifestyle História

 

A época mais doce do ano chegou. É tempo de Páscoa e… chocolates, é claro. Nos inspiramos nesse sabor irresistível para contar três histórias deliciosas de mulheres que encontraram no mundo dos doces, seu motivo de realização profissional. São três empreendedoras que compartilharam conosco suas trajetórias. Role a página e descubra uma a uma:

OS MARAVILHOSOS DOCINHOS DA JÉ

A história da Jé e de seus maravilhosos docinhos começou como qualquer boa história: com perrengue. Foi durante a faculdade de estética, com o budget reduzido e as mensalidades batendo à porta, que ela, incentivada pelo então namorado e atual marido, começou a fazer docinhos para vender e complementar a renda. Mal sabia que esse era o início da sua doce trajetória de empreendedorismo. “Descobri que o que eu realmente queria fazer eram os doces, era ali que estava a minha paixão e o que queria ter como profissão”, relembra.

E assim começou seu próprio negócio. Primeiro, provando o brigadeiro de dezenas de lugares para ter referências do que gostava ou não e, depois, criando sua própria receita, que leva quatro tipos de chocolate e permanece a mesma até hoje, sendo inclusive, seu carro-chefe. Já o controle de qualidade das novas receitas é ela mesma, juntamente com o marido, quem faz. “Às vezes se acerta de primeira, mas às vezes precisa de muitos testes e eu tenho que me satisfazer com a minha receita porque sou muito exigente”, explica.

Seu principal objetivo é manter o padrão de seus doces e fazer com que eles sejam reconhecidos por qualquer um que os experimente, como conta: “Eu gosto bastante da ideia da pessoa estar comendo algo meu e ser uma coisa exclusiva, então eu tento ir por esse lado para cativar o cliente, para quando ele provar meu doce, não querer comer o de outra pessoa e saber que está comendo o meu docinho”.

Para a doceira, o maior desafio em empreender é conseguir se dividir entre as diversas áreas de um negócio, como “cativar o cliente a cada dia, sempre dar o meu melhor, conciliar todas as tarefas, fazer os doces, cuidar da parte administrativa, desenvolver novos produtos… Tem que dar uma rebolada, mas no fim dá certo”, garante.

DOCE ACASO

Sabe a máxima do “quando tem que ser, acontece”? Ela se encaixa perfeitamente na história da Tizi Foz, da Tarte Maison. Ela, que é formada em marketing, adorava fazer docinhos e sua receita de brigadeiro sempre foi uma unanimidade entre as amigas. Os elogios eram tantos que fizeram o namorado da Tizi, que não se considerava o maior fã de brigadeiro, provar o famoso doce feito por ela e também morrer de amores.

Motivada então pelas amigas e pelo namorado, ela começou a Tarte em 2017, fazendo o que viria a ser seu carro-chefe até hoje: a torta de brigadeiro. Com a Páscoa, no ano seguinte, veio o boom e centenas de encomendas inesperadas de ovos. Desde então, o negócio só expandiu e hoje, além do próprio ateliê, ela conta também com uma equipe para ajudá-la.

Muito do sucesso ela credita à sua formação em marketing, que a ajudou a estruturar o negócio e dar atenção aos mínimos detalhes, desde a apresentação até a embalagem dos doces. “Desde o início, as pessoas pensavam que a Tarte era algo muito mais profissional do que realmente era”, brinca.

Ela conta que neste ano, a demanda de Páscoa foi tanta que a equipe não conseguiu atender todas as encomendas. Entre o cardápio especial da maison para a ocasião, destaque para os ovos de colher com recheio de bolo de cenoura e brigadeiro e também de bem-casado, com doce de leite homemade.

GOSTINHO MINEIRO

O sotaque e o jeitinho manso da Viviane Pinheiros logo revelam a mineirinha por trás da Doce e Arte. Assim como a Jé e a Tizi, a história da Vivi como doceira está muito ligada ao incentivo de pessoas próximas. No caso dela, da filha mais velha, Julia, hoje sócia e parceira da mãe no ramo dos doces.

Recém-formada em fisioterapia aos 35 anos e depois de várias dificuldades para concluir a graduação, ela começou a exercer a profissão até tomar um susto: ela foi diagnosticada em 2013 com um câncer. No hospital mesmo, antes da cirurgia que viria a curá-la, ela pediu demissão do emprego como fisioterapeuta e decidiu dedicar o tempo de sua recuperação para estudar e entrar no mestrado, o que aconteceu no final de 2014. Foi nesse período de ócio, enquanto as aulas não começavam, que Julia sugeriu a ideia que viria a ser o grande dom da mãe: fazer bolos. Ela já costumava fazer os bolos e doces para as filhas levarem para a escola e festas de amigas, mas sempre com receitas muito simples.

“Não tenho nenhuma história bonita pra contar com os doces do tipo ‘sempre gostei de ficar na cozinha com minha vó’ ou ‘sempre estar envolvida na cozinha…’. Muito pelo contrário, eu nunca fui chegada em cozinha. Mas a vida inteira sempre estive muito envolvida com a arte”, conta ela, que desde a infância aprendeu a fazer de crochê a velas. Numa conversa despretensiosa, Julia mostrou para a mãe os bolos estilo naked que estavam virando febre na época e despertou nela um interesse. "Eu vi naquilo muito mais um artesanato do que uma culinária, na verdade", revela Vivi. A filha então espalhou a novidade para as amigas e logo conseguiu encomendas para a mãe, que começou a fazer sucesso com suas receitas, dando início à Doce e Arte.

Com muitas encomendas, Vivi logo entendeu o recado: largou o mestrado ainda no primeiro período e passou a se dedicar exclusivamente à confeitaria sem saber que sua vontade de ser professora se realizaria em breve ainda. Os cursos foram uma demanda dos próprios clientes e ela criou então uma vivência, onde o aluno aprende diretamente com ela em seu ateliê por dois dias. "Eu sempre tive vontade de ir para a área da docência, desde a faculdade, mas nunca me imaginaria dando aula de confeitaria", revela.

Hoje, ela divide seu tempo entre a produção dos doces e as vivências com os alunos, sem abandonar seu lado criativo e artístico que dá nome ao seu negócio. Dentre suas paixões estão as flores, que enfeitam suas criações. "A sexta é o dia que eu mais espero, porque eu adoro ir no mercado das flores aqui em Belo Horizonte para comprar as flores da semana", confessa a doceira.

 

Para Vivi, o processo de criação de novas receitas é algo muito íntimo e ela usa seu gosto pessoal como diretriz, com sabores simples e tradicionais. "Eu gosto de inspirar meu cardápio nos sabores da infância, para trazer uma memória afetiva, e também nas coisas regionais mineiras como, por exemplo, o bolo de cream cheese com goiabada, que remete ao Romeu e Julieta", explica a mineira que ainda completa, “Mas, mais difícil do que o processo de criação das receitas, é o processo de finalização dos bolos porque eu não consigo fazer um igual a outro. Os bolos são únicos, tanto no afeto, quanto no acabamento."

Seu espírito empreendedor está sempre presente e trazendo bons frutos na vida da doceira. Exemplo disso foi a mudança em seu cardápio de Páscoa desse ano, que rendeu muitas vendas e elogios. "A Páscoa está sendo incrível porque decidi tirar o ovo de colher do cardápio para variar. Estava cansada dos mesmos sabores e acho que temos coisas mais saborosas para provar", revela. Dentre as novas criações estão o ovo de chocolate com recheio de caramelo salgado e o ovo de partir, com camadas de brownie e creme de chocolate ao leite.

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