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13/04/2020 | Time iLove.e

24 mulheres refletem sobre coronavírus e seus efeitos

Tudo Lifestyle História

Tendo conexão como um de nossos pilares, fizemos um mergulho pela nossa rede de mulheres nas últimas semanas, motivadas pelas reflexões que ficar em casa trazem à tona. De profissões e realidades diversas, essas mulheres compartilharam conosco no nosso Instagram mensagens para tempos tão inéditos e incertos. Compilamos essa série de pensamentos aqui:

Aninha Gonzalez, banqueteira

“Quando realmente percebi o quanto estaríamos indefesos neste momento, e o ‘celebrar’ envolveria subsistência e vontade de um novo dia bem colorido, pensei ‘comida é tão companheira! Aquece, conforta, dá força e coragem para seguir’. Por isso, não posso parar. As festas ficarão para depois, na vida lá fora. Mas dentro de casa, elas continuam. Nas conversas longas na mesa, na cozinha para todos, nas receitas de avó. No bolo quentinho, no pão de queijo assado, no cheiro de pipoca, na torta fresquinha que posso fazer com carinho e mandar para os meus clientes. Então, de um jeito ou de outro, vou me equilibrando entre aprender a ficar em casa e, também, levar para outras casas o ‘Fome de quê’. Que tudo melhore como gosto de fim de festa, cheia de docinhos e um belo café.”


Ana Zambon, empresária de comunicação

“Tempo. Tudo de bom e ruim que nos acontecia era culpa da falta de tempo. E agora: será que temos excesso de tempo? Tempo de sobra, tempo extra, tempo para refletir, tempo para se organizar melhor. Como lidar com o novo tempo, por que o tempo radicalmente virou e não seremos os mesmos após esse tempão em casa. Uma reprogramação mental, física e astral se faz necessária. São medidas fundamentais a serem transformadas nesse novo cotidiano.” 

Bi Rivetti, fundadora da Lado Basic

“Nunca duas palavras fizeram tanto sentido para mim. A primeira é sentir: todas as mudanças desse novo tempo. Nova vida. Sentir na pele, no confinamento de casa e principalmente o mental. Nunca senti tanto. A segunda é rever: sair do automático. Avaliar o que faz sentido nesses novos tempos. Time to reset. Aproveite o lado bom disso. Álcool ou água e sabão nas mãos, arregace as mangas e, depois dessa pausa, será tempo de recomeçar”.


Bia Paes de Barros, consultora de imagem

“Sempre valorizei o tempo com minha família e os períodos offline na minha rotina. Porém, o que as novas circunstâncias me mostraram é que a qualidade do tempo com quem a gente ama, bem como nosso controle pelas interferências externas, depende única e exclusivamente da gente. O fato de estarmos todas em isolamento tirou aquela ansiedade de que estamos perdendo algo. Mesmo com essa turbulência, isso me trouxe certa paz. Tenho adorado a rotina de cozinhar, arrumar minha casa, ver minha filha no seu dia a dia de escola bem de perto, e sentir uma conexão ainda mais forte com minha missão de trabalho. Uma palavra contraditória resume esse período para mim: independência. Espero que você encontre a sua.”


Daniela Sabbag, founder da Wasabi 

“O mundo parou e não sabemos direito o que fazer nesse silêncio. O que temos de certeza é que nada será como antes, uma tragédia mundial, mas também um momento comunitário do planeta. Talvez tenhamos certeza de duas coisas: novos códigos serão criados a partir desse isolamento compulsório e uma grande ressaca econômica virá pós-quarentena. O resto só o futuro dirá. Sendo assim, vamos deixar a ansiedade de lado e aproveitar o melhor dessa história. Vivemos um momento raro para olhar para dentro e avaliar o que fica e o que não fica. Possibilidades para nos aperfeiçoarmos e nos tornarmos melhores amigas, filhas, irmãs, mães, companheiras e profissionais. Um momento único de pausa, paralisação e introspecção. Meu conselho para todos é: calma! Vamos viver um dia após o outro. Vamos exigir de nós o possível porque já está bom. Se você gosta de cozinhar, cozinhe. Lavar, lave. Ler, leia. Dormir, durma. Isso tudo vai passar e voltaremos às nossas rotinas. Que possamos colher bons frutos porque o novo mundo precisará deles.”


Juliana Lenz, consultora de imagem e estilo 

“Estamos todos nesse momento passando por um momento incerto e muito difícil. Acredito que a incerteza e o medo do que é desconhecido ainda seja um dos fatores que mais nos gera ansiedade. Para combater isso e manter nossa tranquilidade mental durante o isolamento, é fundamental que a gente procure seguir com a nossa rotina. No que diz respeito à aparência e vestimenta, o momento é de se cuidar de dentro para fora. Mas isso não significa que você deva ficar de pijama o dia todo, muito pelo contrário! Se você tem o hábito de se exercitar de manhã, vá colocando logo a sua malha de ginástica e aproveite as centenas de opções de apps disponíveis para malhar em casa. Depois, tome um longo banho e coloque um vestido fluido ou um caftã charmoso bem confortável. Aproveite para tirar o esmalte das mãos e deixar a unha respirar. É uma boa oportunidade também de você descansar um pouco da maquiagem diária, mas não esqueça seu skincare e de usar um batonzinho, blush e rímel podem dar um up imediato no seu astral. Não se cobre tanto, mas também não deixe de lado a sua imagem. Fiquem bem! Vai passar.” 

Isabela Frugiuele, diretora criativa da Triya 

"Eu queria te falar que mesmo longe estou aqui. Que amanhã a gente não vai se ver, mas eu vou pensar em você. Queria te dizer que tá apertado o peito, que está estranho tudo dentro, mas que vamos dar um jeito. Queria explicar que tudo vai passar, mas não sei quando vai acabar. Sinto medo. Acho que foi a gente que fez isso, acho que temos que mudar muita coisa, mas acredito: é lição, não é castigo.”


Beatriz Koch, head de conteúdo

“Era 20 de março. Passei meu primeiro aniversário reclusa, sem poder comemorar do jeito que eu gostaria. Acordei, agradeci por mais um ciclo, pratiquei ioga (sagrada em tempos de busca pelo equilíbrio) e trabalhei  — os dias de home office têm sido intensos (e tensos também). Recebi ligações inéditas de vídeo; fiz calls com grupos de amigos. Vi a sala (virtual) cheia de gente que eu amo. E entendi que não precisa ficar sempre perto pra estar junto. É preciso estar dentro. Aceitar que somos impotentes diante dos acontecimentos da vida é duro. ‘Como meu negócio vai sobreviver em meio ao caos? Quando essa tempestade vai, enfim, passar?’ Essas são perguntas diárias que me atormentam. Seria tão bom ter controle sobre tudo o que a gente está passando. O maior ensinamento até aqui: que o outro importa muito; que somos mais fortes quando nos unimos. Na escuridão, vejo raios de bom senso por todos os lados. É tão lindo! Empatia é palavra de ordem nesses dias de isolamento. Autoconhecimento também. Aproveite para olhar no seu interior e descobrir coisas lindas. É o que tenho feito de domingo a domingo. Uma certeza? Que uma das maiores belezas da vida é não ter controle sobre ela. Custei a aceitar isso, viu? Vamos, juntos, enxergá-la com a alma e senti-la com o coração.”


Lu Zaidan, chef de cozinha

“Que momento estamos vivendo, não é mesmo?! Acredito que tenha sido um ganho todo mundo precisar tanto se virar na cozinha. Fico feliz porque o que eu mais gosto é poder compartilhar minhas receitas e, depois, ver em fotos a coragem de quem encarou o fogão. Para mergulhar nessa jornada, acredito que estou fazendo minha parte ao compartilhar mais e mais dicas de cozinha para, quem sabe, acalmar o coração de quem se desespera quando o assunto é cozinha. Tenho tentado cada vez mais levar as receitas de forma leve e bem prática, assim todo mundo pode se inspirar e cozinhar feliz.”


Manu Rahal, relações públicas

“São tantas pautas, informações, teorias. São tantos sentimentos e tantas camadas dentro de camadas para absorver. São tantos momentos de pânico, seguidos daqueles de pura emoção, quando você se depara com um ser humano ajudando o outro. O meu discurso que, normalmente, é pautado em ciência, tecnologia e fatos, por conta da minha pulsante veia jornalística, hoje não existe. Um único discurso não representa esse momento. O discurso e postura de força que carrego comigo há 35 anos abre espaço para um pouco de tolerância, pois a grande lição que aprendi é que, em tempos de guerra, não podemos diminuir as questões particulares de cada um, mesmo que pareçam fúteis. Essa é a guerra da nossa geração, é dessa forma que vamos aprender que não existe mais gênero, classe social ou privilégio que te garanta nessa vida. Do meu lado, não tenho dicas de meditação, prática esportiva, leitura ou filmes. Apenas torço e espero que vibrem comigo na mesma direção: precisamos valorizar cada vida, precisamos sair dessa entendendo que cada ser humano é mais importante do que qualquer planilha econômica. Vejo vocês do outro lado, talvez em um mundo onde o amor prevaleça de verdade”.


Olívia Nicoletti, jornalista de moda e beleza

“Então, eu escrevo. E escrevo um pouco mais. E respiro profundamente protegida pela tela do telefone – antes distanciava, hoje aproxima. Tento agora me lembrar de todas as últimas vezes das coisas: quando foi que beijei no rosto e senti o cheirinho do cangote do bebê? Há quantos dias pedi para Elisa provar do meu copo o drink que eu havia acabado de fazer? Que cheiro tem a Avenida Paulista às sete da noite ou aquelas ruazinhas de Pinheiros aos finais de semana? Qual das mãos de Mafê é mais macia? Com que música Giu terminou aquele set? Tento agora me lembrar porque tenho medo de esquecer. É como se saudade fosse sintoma de Alzheimer, tristeza ou das visões espirituais escritas no cosmo que diziam, vê lá!, solidão só pode ser cobrada com solidão – chama karma, equivalência, equilíbrio, física não tão quântica assim. Bato o lençol na janela que é pra ver se entra luz e tira a poeira de apenas dois corpos. Taças solitárias de vinho dançam ao lado da banheira e no tapete da sala de estar. Você consegue ver e andar sobre os sonhos esquecidos pelo caminho da cura? Quantos dias ainda faltam até a primavera? Dizem que outono é tempo de deixar ir embora: uma a uma, as folhas douradas caem agora no chão. Então, eu escrevo. E escrevo um pouco mais porque é preciso ter esperança e um pouquinho de loucura antes de voltar à sanidade.”


Maria Ruth Jobim, designer

“Mais do que nunca, a frase 'ou você ganha ou você aprende' é real. Não há dúvidas que estamos vivendo em um momento atípico da história, e não há necessidade de ressaltar aqui todos os impactos difíceis e negativos que vão acompanhá-lo. Mas eu acredito que é importante, na crise, a gente enxergar oportunidade. Enxergar o que podemos tirar de positivo, o que podemos aprender. Quando me mudei para São Paulo, morando sozinha, aprendi a importância da minha companhia. Como estar em casa, comigo mesma, deveria ser, e é, o suficiente. Ame ao outro como a ti mesmo. É preciso se amar primeiro para poder amar o próximo. Eu vejo como uma oportunidade de ser gentil consigo mesma. Se quer fazer um curso online? Faça. Se quer descansar e olhar para o teto? Faça. Mas seja gentil consigo mesma, para poder ser gentil com o próximo.”


Rafa Mercaldo, head de marketing 

“Ação. Quando o inesperado acontece, existem duas maneiras de reagir: ficar sem reação ou liderar a ação. Desde que as atitudes mais drásticas sobre a contenção do covid-19 precisaram ser tomadas, passei a integrar o comitê de gestão de crise da empresa onde sou head de marketing. Caem as pautas sobre as campanhas de vendas, entram as medidas para a saúde da nossa comunidade. O shift foi veloz, assim como esse vírus. Mesmo pisando em incertezas, a regra foi não hesitar para garantir a segurança das pessoas e tranquilizá-las. Assim como um diamante, podemos nos tornar preciosos sob pressão, com ações criativas, honestas e (sempre!) generosas. Ação é o que nos mantém vivos, por isso, aja com energia e da maneira que puder no seu dia a dia. E quando tudo voltar ao normal (vai passar!), use o mesmo comprometimento necessário para agir numa crise para não deixar nada para depois. Nem aquela decisão corajosa, muito menos aquele abraço em quem você ama.”


Duda Schietti, influenciadora digital

"A vida é pura impermanência. Tudo o que é muito bom passa, e tudo o que é muito ruim, também passa. Já viu uma tempestade durar para sempre? O nosso sofrimento começa quando não aceitamos a vida como ela está acontecendo nesse exato momento. Por pior que seja o nosso cenário atual, temos que abraçá-lo e confiar que ele vai passar. Esse momento está nos pedindo para diminuir o nosso ritmo e a nossa "to do list" e acolher o pedido de recolhimento que o nosso planeta está implorando. Esse momento está nos pedindo para voltar o nosso olhar para essa máquina fantástica e milagrosa que é o nosso corpo, e nutrir cada célula com uma boa alimentação, com sono de qualidade, muita hidratação, com movimentos diários e acima de tudo, com bons pensamentos, com amor e autocompaixão. Ao cuidar de mim, estou cuidando de você, então vamos cuidar uns dos outros, afinal, somos todos um.”

Iza Dezon, pesquisadora de tendências

“Trabalho como pesquisadora de tendências há 9 anos e confesso que, mesmo já acostumada, ainda acho uma loucura viver com um pé no presente e outro no futuro. Esse esforço é ainda mais tangível em épocas tão incertas e surpreendentes como a que estamos vivendo globalmente. Por isso mesmo, no momento em que comecei o meu auto-isolamento, há cerca de 15 dias, passei a primeira semana refletindo sobre o passado e ponderando sobre a estrada que nos conduziu até aqui – como humanidade, sociedade, cultura. Diante de diversos projetos postergados ou cancelados, decidi montar uma iniciativa com a minha equipe, para nos ocupar, questionar e inspirar durante este período de instabilidade, interna e externa. Usando meu instagram pessoal - que, até então, era preenchido com posts espontâneos do meu universo pessoal e profissional - resolvi abrir meus arquivos de tendências, começando por pesquisas importantes de 2013, que apresentam previsões para 2020 em diante. #40diasdisruptivos nasceu para elevar os espíritos internos da DEZON e, ao mesmo tempo, levar insights positivos e construtivos a todos que nos acompanham pelas redes. Firmemente otimista, acredito que, apesar das dores e dificuldades, este será um período de grande evolução e despertar de consciência para todos.”


Marcella Monfrinatti, arquiteta

“Demorou uma semana para eu entender o que estava realmente acontecendo. O mundo parando, e eu, que nunca parei, me vi em casa sem poder sair. O confinamento nos faz repensar a vida, as pessoas que deixamos de ver, as coisas que deixamos de fazer por falta de tempo. Minha dica a todos é sentar e respirar para aí recalcular a rota. Reconectar-se ao seu eu, e ver que muitas coisas do nosso alvoroço do dia a dia não são tão necessárias assim. Sempre sentia que não tinha aproveitado para descansar, ficar comigo mesma e curtir a minha casa o quanto eu gostaria. Aproveite esses momentos na sua casa para se reequilibrar e para relembrar cada canto da sua casa que antes não tinha tempo para desfrutar. Pode ser aquela poltrona de leitura que você nunca sentava, ou um cômodo da casa que você nunca vai, ou que sempre falou que iria arrumar/terminar, aquele quadro encostado que você nunca pendurou, até aquela roupa de cama nova guardada para a hora certa. Curta tudo! Nosso tempo é curto! Pare, olhe, arrume, mude de cor, mude os móveis de lugar. Qualquer mínima mudança já trará um ar fresco, renovado! E não tenha medo de mudanças: a vida acaba de nos impor uma. Transformações, grandes ou pequenas, abrem portas a novos olhares, conexões, caminhos.”


Carollina Lauriano, curadora de arte

“Nesse período, tenho refletido muito sobre nossos próximos passos, ao mesmo tempo que sigo pensando na minha história e o que me fez migrar da área de planejamento para a arte. Desde 2016, havia entrado em uma grande crise sobre como as marcas estavam planejando seus conteúdos, priorizando tão somente a venda do produto, sem haver uma troca com seu potencial cliente. Vemos agora que o mundo está saturado de excessos. Vemos a urgência de criar conteúdo que leve reflexão para o consumidor. Nunca estivemos tão desesperados por preencher o tempo com algo que não seja consumo, que nos alimente a alma e nos faça refletir quanto ao tempo que estamos vivendo. E é aqui que chego na arte, porque buscamos um tempo maior de contemplação daquilo que preenche outros sentidos da existência. Quem sabe não comecemos a pensar na nossa atuação no mundo, inclusive da escolha de influenciadores, preocupados em devolver algo para além do consumo ao mundo.”


Tuca Frugiuele, estilista da Pynablu

“O mundo não parou. Temos que selecionar bem nossos caminhos a partir de hoje. Vivenciamos tempos históricos. Reinvenção é preciso: as dúvidas são milhares e os receios também. Mas trabalhamos com isso, com criatividade! Então vamos deixá-la falar mais alto, colocar os pré julgamentos de lado e ir atrás do novo. Se roupas deixarão de ser uma prioridade? Desde quando nos sentirmos bonitas deixará de ser prioridade? Nosso objetivo foi sempre criar beleza, por menores que sejam as doses. Cada peça de roupa é uma obra de arte feita a muitas mãos. A Pynablu faz parte de um grupo de marcas nacionais que dita tendências. Enquanto sociedade, temos que valorizar e apoiar o trabalho de empresas assim. Para nós, é uma fase de adaptação ao mundo que vem aí. Nesse momento de introspecção, estou curtindo cada minuto com meu filhote em casa, fazendo reuniões online com amigos, família e com minha equipe, aproveitando para crescermos enquanto time, e ajudando pessoas de longe como posso. Isso vai passar se soubermos agir como um todo e não individualmente. Que venha o admirável mundo novo.”


Mari Flor da Rosa, influenciadora digital

“Eu tento levar tudo na vida como aprendizado. Quando erramos, aprendemos; quando acertamos, levamos aquilo adiante. Quando soubemos que seriam pelo menos 15 dias em casa, com filhos, bateu aquele desespero em muitos. Os primeiros dias foram de descobertas, desespero, angústias e incertezas. Hoje consigo ver que ganhamos aquilo que todos sempre reclamávamos: tempo! Tempo para passar em família, conversar com amigos por meios eletrônicos, cozinhar ou até pedir comida e jantar sem ter que sair correndo. Não tenho dúvidas que estamos passando por um reebot mental! Com certeza devemos ter medo da economia e das consequências, mas acho que podemos enxergar que a moda pode ser mais vivida e não exige a velocidade frenética de sempre. Que um ritual de beleza não quer mil coisas, mas as pequenas que te fazem sentir bem. Que devemos valorizar o contato humano, o abraço da mãe, o aperto no irmão, a risada do sobrinho e as gargalhadas com amigos! Acho também que a partir de agora veremos novas estruturas surgindo na moda. Teremos que ser mais criativos e menos velozes, mas pessoais e menos quantitativos, mais inovadores e, sem dúvida, mais calmos.”


Renata Negrão, empresária da Bléque

“Para mim, esse momento tem sido de muita reflexão como empresária e ser humano. Entender como sair dessa não é pensar apenas no agora, e sim como estar preparado para enfrentar e gerenciar qualquer momento de crise. Tenho estudado muito para entender as opções que o mercado me traz e como fortalecê-lo sem que ele nos afete de uma forma tão drástica. Como ser humano, busco ficar calma, meditar e estar cada vez mais conectada comigo. Tenho lido muito sobre energia, pois acredito que quando nosso corpo não está em conexão e a gente não escuta nossa alma é hora em que adoecemos.”


Letícia Becker, consultora de imagem e estilo

“Com o objetivo de entender como funcionaria minha produtividade e organizar minhas entregas nesses dias de quarentena, quis perceber o que me faltava para encontrar mais equilíbrio nessa nova e louca rotina. Depois de quase duas semanas de altos e baixos, entendi que o segredo está na intenção verdadeira de simplificar. Simplificar não está no grande, mas nos atos pequenos, em encontrar palavras simples, resolver de forma direta, escolher não deixar complexo. Está em conseguir soltar o pêndulo da autoexigência que nos faz sentir no dever de estarmos sempre dispostas e de termos resposta pronta para tudo. Assim, as coisas ficam mais fáceis de serem equilibradas e possibilitam a clareza necessária para ultrapassarmos por isso com a certeza de que algo de precioso ficou.”


Sofia Patsch, jornalista

“Não faça planos. Viva o agora. Por mais clichê que isso possa soar, a vida está nos mostrando, cada dia mais, que não temos controle de nada. Confesso que saber que não estou no controle, grávida de 31 semanas do meu segundo filho, me gera bastante ansiedade. No momento, tento me proteger e proteger minha família, ficando em casa, que me parece o único jeito de ajudar e se ajudar. Tem horas que esse confinamento me traz muita paz, consigo curtir minha filha, de um ano e quatro meses, meu marido. Mas tem horas que quero sair correndo pelas ruas e gritar minha liberdade. Sempre fui muito ativa, workaholic mesmo, nem a maternidade tinha freado esse meu lado sagitariano, de aproveitar a vida. Ainda estou trabalhando, há três semanas de home office, e isso vai até o fim do mês, ou da quarentena, quem sabe? Sei que mantém a minha mente um pouco mais sã. No mais, tento preencher meu tempo sonhando com o quartinho do meu filho, todo comprado pela internet. Tendência? Não sei, mas facilidade com certeza! E vamos vivendo um dia de cada vez.”


Carol Cassou, co-fundadora e sócia do Gallerist

“A distância física pode ser um empecilho, mas o Gallerist é, originalmente, uma empresa digital, e queremos estar sempre conectados com a comunidade que criamos e engajamos diariamente em nossas redes. Então para tornar o momento de incerteza mais leve, primeiro montamos uma série de ações online: tivemos truques de styling, receitas e dicas da equipe. “Gallerist” ou, em português, galerista, é aquele que tem o papel de fazer a ponte entre artistas e colecionadores. É quem traz para o mundo seu olhar do que há de mais bacana no mundo da arte. Foi pensando nisso que criamos agora o #GalleristConecta, porque, além de trazer a melhor curadoria de moda e conteúdo, queremos conectar essa nossa comunidade e ajudar no combate ao vírus. Em parceria com a @verenasmit, mestre em reinterpretar o mundo, esse projeto inclui indicar instituições que trabalham para amenizar os impactos do COVID-19; reverberar o trabalho dos nossos designers, pequenos produtores e parceiros; relembrar que nosso time de vendas está por aqui, mesmo que virtualmente; repensar o consumo de forma consciente e dar ideias de como ressignificar o armário; e, claro, manter uma agenda personalizada. Com tudo isso, nossa ideia é que estejamos cada vez mais próximos dos consumidores: a quarentena não precisa ser solitária.”

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