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13/02/2017 | Team iLove

Por Que Você Deveria ir à Patagônia

Lifestyle Matéria

Por Que Você Deveria ir à Patagônia

A Patagônia está mais em alta do que nunca. Depois de ser cenário de um shoot na Vogue e figurar entre os lugares prediletos de Garance Dore, chegou a nossa vez de reforçar o coro “você deveria ir à Patagônia”. Nossa editora Sofia Stipkovic visitou a região gelada entre Chile e Argentina no final de 2016 e cedeu pra gente seu roteiro, que explora o lado argentino com dicas de hotéis, restaurantes e passeios interessantes.

ANTES DE EMBARCAR

Prepare-se para o frio. A Patagônia vive praticamente inverno o ano inteiro, principalmente para os padrões brasileiros. Para se ter ideia, fui no verão e não peguei temperaturas mais altas que 19º durante o dia e no sol, claro! Então lembre-se bem disso na hora de montar a mala, ela deve estar recheada de peças como casacos quentinhos – os corta-vento são essenciais! –, luvas, tricôs, meia-calça e muitos itens com pegada esportiva – lê-se: leggings e botas de montanhismo – porque as principais atrações do lugar envolvem trekking. No nécessaire, a dica é levar um BB Cream com fator de proteção solar (sim, o sol gelado queima também!) e um bom batom ou lip balm para não deixar os lábios racharem.

Os voos também merecem atenção especial. Do Brasil para Buenos Aires existem inúmeras opções, mas o trajeto doméstico entre a capital argentina e as cidades de El Calafate e Ushuaia, que foram parte da minha rota, é feito com companhias locais como a Aerolíneas Argentinas e elas não são as mais confiáveis – por exemplo, meu voo direto foi cancelado e precisei pegar um com escala em Bariloche, o que atrasou algumas horinhas no cronograma, ou seja, fique em cima disso! Em relação aos documentos, o RG serve, mas vale carregar junto o passaporte. É menos burocrático na alfândega dos países.

QUANDO EM EL CALAFATE

El Calafate é pequena mas está começando a surgir como ponto turístico forte e isso se deve ao massivo investimento feito pelos ex-presidentes da família Kirchner, que têm terras e até um hotel 5 estrelas lá. Getaway de luxo dos argentinos, a cidade se assemelha a Campos Jordão e uma das grandes vantagens é a sensação de segurança ao andar pelas ruas, cheias de bares, restaurantes e pequenos comércios que vão de docerias a decoração – os tapetes de pele de carneiro são deslumbrantes, mas o preço infelizmente não é muito diferente daqui.

Me hospedei por apenas três dias no hotel butique Splendor, que tem uma décor ma-ra-vi-lho-sa, repleta de móveis rústicos misturados a detalhes modernos, tudo muito aconchegante. Ele também é um spa então, se você se animar e tiver um tempinho extra, recomendo um mergulho na piscina lilás dele! A comida, do café da manhã ao jantar, era deliciosa e aproveitei uma noite para tomar um drink no bar. A minha pedida foi o Pisco Sour, que estava muito bom!

Patagônia Hotel Splendor


Os passeios em El Calafate foram todos contratados por e-mail com a agência Brasileiros em Ushuaia, eles não tem sede lá e nem fazem as excursões, mas foram ótimos intermediários e resolveram tudo para nós. A maioria dos programas não duram o dia todo, o que nos deixou bem livres para aproveitar os restaurantes da cidadezinha e o conhecido cordeiro patagônico – destaque para o La Tablita, que tem fila de espera e é melhor reservar, e um pub em uma vilinha no centro que serve a Barba Roja, uma cerveja artesanal local. As frutadas, inclusive a do fruto de El Calafate, são sensacionais. É preciso fazer um adendo aqui para os vinhos, que são excelentes e tomei todos os dias sem peso na consciência!

Fiz um trekking em Cerros Frias e no dia seguinte fui ao famoso Glaciar Perito Moreno. Caminhamos por diversas passarelas para ver a imensidão de gelo, que é realmente incrível, nada parecido com o que vemos no Brasil. Para fechar o passeio, navega-se até uma das pontas da geleira para fazer uma caminhada, com direito a grampões de ferro nos pés e um golinho de uísque on the rocks com gelo do glaciar no fim.

Sofia Stipkovic mostra como foi sua viagem à Patagônia, no Perito Moreno

Sofia Stipkovic na Patagônia, Perito Moreno



CHEGANDO EM USHUAIA

Ushuaia é literalmente o fim do mundo. Não é brincadeira, a cidade se gaba disso! Ela é o último elo de civilização entre o continente americano e a Antártida. Fiquei quatro dias hospedada no Las Hayas, um resort mais tradicional, com um café da manhã 5 estrelas e um pouco afastado do centro, mas que oferece serviço de van então não se gasta com táxi. É lá que o bicho pega quando o assunto é frio. Cheguei a enfrentar uma manhã com garoa e sensação térmica de -1º! Dá para acreditar nesse verão?

Sofia Stipkovic na Patagônia, Las Hayas


Mais uma vez, usei os serviços do Brasileiros em Ushuaia e fiz três passeios, entre eles o dia de estância, que leva para passar um dia em uma fazenda às margens do Lago Fagnano com uma família argentina que mora lá. Cavalguei, almocei e tomei café da tarde com eles e andei de quadriciclo, muito divertido! No dia seguinte, usei a parte livre da manhã para conhecer o Museo Maritimo y del Presidio, que mostra parte da história de Ushuaia, que era uma colônia militar da marinha argentina e foi por um período povoada por presos. Também visitei um museu que mostrava um pouco mais sobre os indígenas nativos e sobre a fauna da região. Depois peguei um barco no porto e naveguei por três ilhas: dos lobos marinhos, das gaivotas e, finalmente, dos pinguins. A Pinguinera, como eles chamam, é muito esperada e vale cada segundo – se você conseguir vaga, vale a pena fazê-la terrestre para chegar bem perto dos animais.

Sofia Stipkovi na Patagônia, Lago Fagnano e Pinguinera


Por último, me aventurei em um trekking de 14 km e 850 metros de subida, com muita lama!, até o Glaciar Vinci Guerra. Esse é só para os guerreiros! O trajeto é por entre as árvores do bosque e passa-se pelas turfas, uma espécie de mangue então calçados impermeáveis são essenciais. Após uma caminhada intensa, dá tempo de parar ao lado de uma pequena cachoeira para comer um lanche, tomar água e ir ao banheiro antes de começar o trecho final. A paisagem muda e vamos sobre as pedras até chegar aos pés do glaciar que tem um lindo lago verde-água, resultado do degelo constante, e uma caverna incrível de gelo. A excursão não acaba aí e é importante redobrar o cuidado na descida, muita gente escorrega e sai toda suja de lama. Ainda bem que esse não foi o meu caso!

Sofia Stipkovic na Patagônia, Glaciar Vinci Guerra


À parte dos programas fora de Ushuaia, a cidade também tem atrações gastronômicas como os inúmeros restaurantes que servem a Centolla ou King Crab, aquele carangueijo enorme que se pode escolher de um aquário nos lugares. Não provei porque achei o preço bem acima da média, mas não poderia deixar de comer frutos do mar – como toda cidade de praia, eles são destaque no cardápio. Parei em um restaurante agradável no centro e pedi um tipo de paella sem arroz, estava maravilhoso e, de entrada, as tradicionais empanadas. Tudo sempre acompanhado de um bom vinho. Também há um Hard Rock por ali com opções menos locais e mais americanas.

Uma boa dica para quem gosta de bares é o pub Dublin, onde é possível aproveitar até altas horas sem se preocupar pois o sol só se põe em Ushuaia quase depois das 23h! Para os grandes fãs de doces, o café Dublin e a única casa de rosquinhas e churros da cidade é parada obrigatória, além das inúmeras lojinhas de chocolate que são deliciosas. Resumindo, prepare-se para voltar com uns quilinhos a mais e muita história bacana para contar!

Sofia Stipkovick na Patagonia

NA MALA PARA A PATAGÔNIA

 

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