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30/01/2019 | Lorena Eleutério

Marília Carvalhinha dá dicas para empreendedores do Varejo de Moda

Tudo Lifestyle Moda História

Nascida e criada em São Paulo, em uma família de empreendedores e pessoas de negócios, Marília Carvalhinha foi tão influenciada por esse contexto enquanto crescia que sua carreira profissional é um reflexo disso. Sua avó materna tinha uma confecção de tricô, de onde credita sua veia criativa, e seu pai, um grande executivo de multinacionais, inspirou seu tino para os negócios. Hoje, a paulistana assume o posto de coordenadora da pós-graduação de negócios e varejo de moda na FAAP, uma das faculdades mais conceituadas do Brasil.

Batemos um papo descontraído com essa mulher incrível e, de quebra, pegamos dicas especiais para quem  gostaria de empreender no varejo de moda. Confira:

iLovee: Má, podemos começar nosso papo contando um pouco mais sobre esse cargo na FAAP? Como está sendo esse desafio? 

M.: Bom, pra mim foi uma feliz surpresa ter sido convidada, no final de 2017, para coordenar a pós de negócios e varejo de moda.  Eu tinha começado como professora há pouco tempo e estava vivenciando um grande senso de propósito com esta atividade, em especial quando comecei a ministrar Gestão Financeira nesta pós, ainda antes de ser coordenadora. No geral, me identifiquei muito com todo o currículo do curso. Ele tinha um conteúdo forte de negócios e também uma base bacana de moda e eu sempre senti no mercado a carência de profissionais que tivessem a capacidade de unir estes universos tão diferentes, de lidar com a objetividade e necessidade de base técnica de negócios e, ao mesmo tempo, com a subjetividade da criação. Hoje trouxemos professores com experiência executiva sólida, criamos a disciplina de Marketing Digital, enrobustecemos a base técnica de negócios e ampliamos a interação com o mercado, trazendo constantemente profissionais de destaque para compartilhar sua vivência e visão conosco.

iLovee: Parece um curso imperdível, agora falando um pouco mais sobre a Pós-Graduação, de que forma acredita que ela possa agregar no currículo de quem a faz?

M.:  A Pós-Graduação de Negócios e Varejo de Moda da FAAP já é tradicional, pois tem mais de uma década de história, e já conta com uma boa validação no mercado.  Mas, mais que o currículo, o aluno ganha todo um novo vocabulário, seu repertório se amplia muito durante a pós.  Este repertório ampliado e a visão estratégica que desenvolvemos no curso abrem muitas portas.  Os alunos passam a ter questionamentos e visões muito mais interessantes, e as pessoas de destaque no mercado sabem reconhecer esta capacidade. O mercado de moda vem passando por um processo de profissionalização.  Este processo não começou agora, mas ainda está longe de se completar.  A demanda por profissionais com estas capacidades é imensa!

iLovee: Por saber que FAAP é uma das fauldades mais conceituadas, gostaríamos de saber quais são os diferenciais do curso em relação à outras universidades?

M.: O nosso curso é capaz de trazer conhecimentos robustos de gestão financeira, gestão de operações e marketing, o tripé básico dos negócios. Também contamos com professores de ponta, tanto nas disciplinas conceituais quanto nas disciplinas aplicadas a negócios. Temos professores que atuam ou atuaram como executivos em grandes empresas brasileiras e multinacionais. Nosso quadro é muito forte, tanto do ponto de vista acadêmico, quanto de mercado. A nossa infraestrutura da FAAP é difícil de superar.  Excelentes salas de aula, laboratórios, auditórios, biblioteca, praça de alimentação... só para falar na parte tangível, pois a FAAP também respira arte.  É só entrar no saguão principal e ver as obras do Alejadinho, os vitrais de tantos artistas brasileiros, e o MAB sempre trazendo exposições sensacionais. Fora que a rede de relacionamentos construída no curso é muito bacana.  Sempre me surpreendo com a quantidade de oportunidades que se criam entre os próprios alunos!

iLovee: Para finalizar, você poderia dar umas dicas para os empreendedores do varejo de moda de primeira viagem?

M.: Em primeiro lugar, é fundamental conhecer bem o setor.  Como funciona a cadeia de valor?  Quais são os principais posicionamentos estratégicos e como as empresas se diferenciam? Quais oportunidades ainda pouco exploradas?  Em que aspectos posso buscar inovação neste setor com o meu empreendimento?  

Essas são perguntas que precisam ser respondidas antes de começar a planejar o negócio em si.  Dessa maneira, é possível buscar um posicionamento no mercado e para quem entrego valor.  Definir bem este posicionamento é fundamental, assim como conhecer seus potenciais concorrentes, sejam eles diretos ou indiretos.  Se você não enxerga nenhum tipo de dificuldade em relação ao mercado, talvez não tenha investigado direito!

Após compreender o setor e definir seu posicionamento, preparando-se para sobrepor os obstáculos, chega o momento de detalhar o modelo de negócios, ou seja, como a empresa entregará esta proposta de valor aos clientes: quais meus canais de vendas e distribuição, como será feita a comunicação e o relacionamento com o consumidor. Continuando no modelo de negócios, é preciso avaliar quais competências a empresa precisa ter, quais os profissionais chave para que a empresa seja constituída e quais parceiros estratégicos com os quais preciso constituir alianças.

Desta maneira, o empreendedor já terá uma visão interessante sobre seu negócio, resta saber se ele é financeiramente viável.  Para isso, é necessário traduzir todas as informações do modelo de negócios em números. Quando o negócio ainda não existe, há muita incerteza neste processo pois muitas premissas são assumidas. Por isso, é fundamental se conhecer bem métodos de projeções financeiras para análise de resultado e de caixa (que são coisas diferentes!).  Muitas vezes, na hora de apurar estes números acabamos descobrindo que alguma das etapas anteriores está pouco definida, e precisamos retornar para reavaliar o negócio. Ou seja, apesar das primeiras projeções financeiras ainda serem muito imprecisas, elas ajudam a refinar o modelo de negócio e ter uma sensibilidade se ele é viável.

Então inicia-se o processo de implantação, que envolve desenvolver produtos e canais de vendas, recrutar equipe e começar o negócio.  Durante a implantação é comum que as projeções financeiras também sejam revisadas inúmeras vezes.

O início de um negócio é muito dinâmico. O mercado pode dar respostas surpreendentes, tanto pelo lado positivo, quanto negativo.  A reação a estas respostas é o que costuma diferenciar o sucesso do fracasso.  Por isso é importante compreender que o processo do empreendedorismo exige planejamento, mas também exige flexibilidade.  Parece contraditório, mas não é.  Sem planejamento nada se realiza, e sem reação rápida e replanejamento perdemos oportunidades.

Para interessados no curso de pós-graduação em Negócios e Varejo de Moda é só se inscrever através do link.

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