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08/03/2018 | Lorena Eleutério

Girlboss mode on: um papo com quatro mulheres power

Tudo Moda Lifestyle História

Em 1908, no dia oito de março, mais de 1.500 mulheres se uniram nos Estados Unidos para lutar por igualdade política e econômica. Em 1917, na mesma data – mas, desta vez, na Rússia –, mais de 90 mil mulheres lutaram por melhores condições de vida e trabalho durante a Primeira Guerra Mundial, numa manifestação que ficou conhecida como "Pão e Paz". E foi só em 1921 que o dia oito de março deixou de ser mais uma data no calendário para finalmente ganhar outro significado: o Dia Internacional da Mulher.

Hoje, 97 anos depois e – também depois de muitos sutiãs queimados –, a gente continua se unindo e lutando diariamente pelos nossos direitos – especialmente nessa data, um símbolo de conscientização com o propósito de enaltecer as figuras femininas que nos inspiram e colocar ainda mais sob os holofotes as batalhas que travamos a fim de igualdade. Com tudo isso em mente, conversamos com quatro mulheres power, que fazem acontecer e são donas dos seus destinos, para homenageá-las. São elas: Natália Botelho, Larissa ColomboBeatriz Koch Marina Diniz . Check it out:  

NATÁLIA BOTELHO

Mulher três em uma: profissional, esposa e mãe 24 horas por dia, sete dias por semana.

Quem cai no perfil do Mulher 3 em 1 não duvida: a Natália é realmente uma mulher incrível e super real. Ela se desdobra no dia a dia entre o trabalho (no mercado financeiro), a família e o blog, que criou durante sua licença maternidade. “Sentia necessidade de saber como era para outras mulheres voltar a trabalhar com um bebê em casa”, revela, “Como elas faziam para conciliar todas as funções e como lidavam com a culpa materna – que a gente não pode ignorar e luta com ela todos os dias.” Foi assim, ao dividir suas dores e alegrias, que a Naty descobriu o verdadeiro significado de ‘juntas, somos mais fortes’. 

Conversar e compartilhar meus sentimentos e pensamentos com outras mães tornou a experiência toda mais fácil do que se eu tivesse levado tudo sozinha. Hoje somos mais de 16 mil mulheres 3 em 1!

iLovee: Naty, é muito comum hoje em dia a mulher ser essa wonder woman multitasking. Como você encara isso?

N: Eu acho que o principal obstáculo para ser uma mulher 3 em 1 hoje no Brasil é ter que trabalhar como se não tivéssemos filhos e ser mãe como se não trabalhássemos fora. Sempre falo sobre isso no blog. Infelizmente, na maioria dos casos, o mercado de trabalho não está preparado para lidar com as mães e a sociedade tem dificuldade de reconhecer que a mãe que sai para trabalhar também é mãe em tempo integral!

iLovee: Com certeza, a gente concorda com seu ponto de vista. E você luta contra isso, né, Naty?

N: Super! A mulher não deixa de ser mãe porque passa menos tempo com os filhos. Isso é um preconceito e um julgamento imaturo demais. O mundo mudou, as mulheres estão ocupando seus espaços com cada vez mais propriedade e isso não faz de nós mães piores. No meu caso, acredito até que me faz uma mãe melhor! Se eu ficasse o dia todo com meu filho, duvido que teria a paciência e a qualidade que hoje tenho com ele. 

iLovee: Agora sobre o Dia da Mulher: o que essa data representa para você?

N: Eu gostaria que toda mulher pudesse celebrar o fato de ser mulher no dia oito de março!

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LARISSA COLOMBO

Dona de um sorriso incrível, a health coach muda o que a gente pensa sobre a profissão e também sobre nós mesmas.

Não é de hoje que a gente tem na Lari uma verdadeira inspiração para viver melhor e comer com mais qualidade - lembra quando ela esteve por aqui mostrando receitas e falando sobre sua profissão? "O health coach só virou business para mim porque de fato eu vivo isso. É mais uma extensão da minha vida, sabe?" A gente sabe sim, Lari. 

Aliás, se tem algo que é natural dela - além de suas receitas e dicas fresh - é a energia alto astral contagiante, que no último ano só se renovou com uma série de (re)descobertas. "Acessei muito minhas raízes de menina, de ser humano, de escolher quem estaria do meu lado e com quem queria dividir o meu tempo", conta, "E, dentro dessa imersão, resgatei minha ligação com pessoas queridas, comigo mesma e com a natureza, algo muito forte em mim desde sempre."

Eu acredito que o processo de desconstrução e construção não acaba. Acredito muito que somos a cada dia que passa uma nova versão de nós mesmos.

iLove: Lari, hoje é dia da mulher. O que você gostaria de dizer para cada uma de nós?

L.: Tantas coisas… Somos fortes, lindas e tão corajosas! Meu conselho é: queime seus medos. Encare e queime, vai doer mas essa dor vai se transformar em alívio, mérito, legado. Se jogue, se abra e voe! Faça sua história, se valorize porque você é incrível e não esqueça de se olhar no espelho e dizer para si mesma: 'Eu sou um mulherão da p*rra!'.

iLove: E o que você gostaria que essa data tão importante representasse? 

L.: Gostaria que as pessoas que vivem com mulheres ao seu redor - qualquer mulher, seja mãe, amiga, esposa, namorada… - reconhecesse o valor dela. Apesar de ter se tornado uma data muito comercial, esse dia não é para dar ou receber presentes, é perceber que nós somos o presente na vida de cada um e agradecer de verdade sem esperar receber nada em troca. A mulher para mim é o ser humano que realmente se doa para o outro sem esperar nada em troca, e isso é sublime.

BEATRIZ KOCH

Bom gosto estético, opinião formada e escrita afiada são parte do DNA dessa jornalista.

Não se deixe levar pela delicadeza da Bia. Por trás da voz tranquila e da aparência doce está uma grande mulher. Editora de lifestyle, decoração e gastronomia na CLAUDIA, sócia da Mimo Em Flor e agora também responsável por projetos de décor para eventos, ela revela seu desejo: quer ser referência quando o assunto é receber - e olha que isso ela já é para nós, afinal são sete anos criando conteúdo de qualidade nessa área. 

Minha inquietude e a vontade de viver sempre um desafio me trouxeram até aqui.  E o melhor é que eu sinto que só estou no começo! Tenho ainda muito a evoluir e a conquistar - inclusive, já estou pensando em qual será o próximo projeto... 

iLovee: Bia, conta pra gente: como você divide seu tempo entre a CLAUDIA e a Mimo em Flor?

B.:  Dividir bem o tempo é uma grande questão para mim. Sou daquelas que quer abraçar tudo, e tem vezes que me frustro porque não dá. Por mim,  o dia teria 48 horas, rs! Minha rotina, desde que abri a Mimo em Flor, há pouco mais de dois anos, é assim: acordo cedinho, por volta das seis e pouco, respondo orçamentos, monto projetos, organizo as entregas do dia  e, se não der tempo de fazer tudo, anoto para fazer durante o almoço. Enfim, acabo dedicando a parte da manhã à Mimo e só então parto para o 'segundo turno' do meu dia: tomo café, banho e vou para a Editora Abril - entro as 11h na revista. Em meio a tudo isso, tento ao máximo equilibrar nessa balança a família, os amigos e o namoro. É puxado, mas a gente consegue!

iLovee: A gente imagina que sim! Mesmo com a vida bem agitada trabalhando na revista, você resolveu empreender. O que te motivou?

B.: A Mimo em Flor surgiu da minha afinidade com o universo de decoração, de receber. Trabalhando nos editoriais da CLAUDIA, sempre tive muito contato com diversos profissionais da área. Acabei me envolvendo com a produção, conhecendo as lojas, desenvolvendo um olhar apurado para isso e criei uma identidade estética. Nessa curiosidade toda, descobri até mais sobre mim! Em paralelo a isso, minha mãe havia saído da empresa na qual trabalhou por longos anos e enfrentou uma forte depressão. E, como ela sempre gostou de fazer arranjos, propus a sociedade e ela topou. Foi assim que começamos e hoje estamos realizadas.

iLovee: Bia, que história bacana! A Mimo em Flor reflete muito o lifestyle feminino, né? De que forma você acredita estar acrescentando na vida das mulheres?

B.: Costumo dizer que flor traz vida ao ambiente, além de ser muito simbólico e especial receber uma flor. Vejo que as pessoas procuram o ateliê em momentos importantíssimos - desde o aniversário ou pedido de casamento ao nascimento do bebê, ou até para parabenizar por um fechamento de contrato. Então, a flor permeia situações especiais e é muito gratificante poder proporcionar algo que faz o outro contente. Fico feliz da vida quando recebo elogios das minhas clientes ou quando vejo uma noiva recebendo seu buquê. Não tem sensação igual, é muito emocionante!

iLovee: E o que você gostaria de dizer para essas mulheres nesse oito de março?

B: Que nunca deixem de ser inquietas, que nunca se acomodem e que confiem sempre no seu potencial. Eu nunca imaginei gerir um negócio aos 24 anos (quando a mimo surgiu). Hoje, prestes à completar 27, vejo o quanto evolui de lá para cá.  Passei a entender sobre as coisas burocráticas, cobranças de impostos, coisas que eu não fazia ideia até então. Aprendi até mesmo a saber lidar com o cliente e que para atendê-lo bem é preciso ter paciência e saber que, acima de tudo, seu compromisso e vê-lo satisfeito e feliz.

 

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MARINA DINIZ

Sabe aquela mulher master cool? Então, a Marina supera e mostra o badalado ritmo de vida de uma DJ.

De Ribeirão Preto para o mundo. E quando a gente diz mundo é mundo mesmo, dê uma espiadinha no Insta da Marina Diniz (lembra dela? Fizemos uma matéria incrível em meados de 2016 com a musa) para a acompanhar pelos quatro cantos do globo, de Israel aos Estados Unidos - e sempre tocando, é claro. A DJ, que inspira bem além da playlist, abriu as portas do seu apê descolado para uma série de cliques e um bate-papo real sobre carreira e o Dia da Mulher.

Gostaria que essa data encorajasse as mulheres, para que elas não pensassem duas vezes antes de seguir o próprio sonho e fazer a diferença não só na vida delas mesmas como também no mundo.

iLovee: Má, a gente ama te seguir pelo mundo, curtindo as festas com você pelo IG!

M.: Que bom! O ano passado e esse ano estão sendo muito especiais para mim e para minha carreira. Muitas viagens a trabalho, como destination weedings e até aniversários, oportunidades incríveis como a de tocar para o U2 e uma série de outros artistas que admiro muito na festa de encerramento da turnê Joshua Tree… Tanta coisa boa!

iLovee: Uau, que incrível! Falando em carreira, como é ser mulher no meio da música eletrônica?

M.: Quando eu comecei, o mundo do DJ era muito machista, hoje já não é mais assim. Assim como eu, tem muitas outras meninas competentes e talentosas que estão bombando e, honestamente, botando muito cara no chinelo, rs!

iLovee: A gente concorda, rs! E agora sobre o dia da mulher: qual a trilha sonora dessa data para você?

M.: Acho que não tem músicas melhores para celebrar o dia senão ‘First be a woman’, da Gloria Gaynor, e ‘Girls’, da Beyoncé. Aliás, tanto ela nos dias atuais quanto a Donna Summer nos anos 70 são a encarnação do girl power.

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